sexta-feira, 17 de abril de 2009

A vida ainda me emociona

A cientista italiana Rita Levi Montalcini, prêmio Nobel de Medicina em 1986, afirmou que, às vésperas de seu 100º aniversário, não está nem um pouco assustada, porque "a única coisa que ainda me emociona é a vida". "Não nasci para ser cientista, mas para ir à África, como Albert Schweitzer, para ajudar os leprosos. Agora, na minha última etapa de vida, realizo o desejo de ajudar as populações exploradas", observou na cerimônia organizada pelos seus 100 anos no Instituto Superior da Saúde. "Posso afirmar que o único motivo para o qual trabalhei foi ajudar os outros", mas, admitiu, "a pesquisa científica me deu muito mais do que poderia esperar". A neurocientista piemontesa foi homenageada ontem pelos seus 100 anos em uma cerimônia no Instituto Superior da Saúde. Elegante como sempre, vestindo um conjunto na cor lavanda, Montalcini fez um balanço positivo de uma vida que definiu "longuíssima", repetidas vezes. Na próxima quarta-feira (22) a cientista fará 100 anos. "Não tenho medo da morte. Vivi experiências tão lindas e intensas nesta minha longuíssima existência, que pouco importa se ela terminar amanhã", disse com voz firme e forte durante o seu discurso. Rita Levi Montalcini ponderou que chegou nesta idade "após uma vida vivida com uma alegria que poucos tiveram". Em suas lembranças, acrescentou, não há lugar para mágoas ou pesares: "Felizmente não sofro de Alzheimer, ou pelo menos - se não estiver me iludindo - posso afirmar que atualmente minhas capacidades mentais são maiores do que quando tinha 20 anos, porque foram enriquecidas por muitas experiências; assim como também não diminuíram a curiosidade ou o desejo de estar perto daqueles que sofrem".
Da Ansa

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