Exposição retrata aspectos da vida dos emigrantes italianos
dia 22 de maio a 28 de junho
Exposição:“A viagem das palavras: cartas, diários e testemunhos escritos dos emigrantes italianos”
Exposição:“A viagem das palavras: cartas, diários e testemunhos escritos dos emigrantes italianos”
Governo do Estado de São PauloSecretaria de Estado da Cultura
Memorial do Imigrante
O Memorial do Imigrante, instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com o Consulado Geral da Itália e o Instituto Italiano di Cultura de São Paulo, exibe, de 22 de maio a 28 de junho, a exposição “A viagem das palavras: cartas, diários e testemunhos escritos dos emigrantes italianos”. A abertura da mostra contará com a participação do professor do Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo Federico Croci e com a apresentação do livro “All´ombra di un sogno", sobre os emigrantes da Região Marche (Italia) no Brasil, da jornalista Paola Cecchini. A exposição inclui painéis temáticos confeccionados com as reproduções das cartas, documentos autográficos, fotos e diários que os italianos enviavam aos seus familiares. Os documentos descrevem os sonhos, esperanças e motivações que levaram milhões de pessoas a atravessar o oceano em busca de novas conquistas. A visão pessoal de cada testemunho, a narrativa dos pequenos eventos de cada dia e o tom emotivo das cartas leva o visitante a repensar a importância de se ter uma origem.
A mostra tem curadoria do Archivio Ligure della Scrittura Popolare (A. L. S.P.), criado em 1986 junto ao Departamento de História Moderna e Contemporânea da Universidade de Genova. Atualmente o A.L.S.P. conserva um patrimônio de mais de 20 mil documentos, muitos dos quais reproduzidos eletronicamente. Trata-se de dezenas de diários, memórias, autobiografias,cadernos e, principalmente, milhares de cartas que restituem os efeitos desestabilizantes e os impulsos de transformação cultural gerados com as migrações e as guerras.
O evento contará com a colaboração do CISEI - Centro Internazionale di Studi sull’ migrazione Italiana de Genova; do LEER/USP - Laboratório de Estudos sobre Etnicidade Racismo e Discriminação do Departemento de História/USP; e da Área de Língua e Literatura Italiana do Departamento de Letras Modernas/USP.
Sobre o Memorial
O Memorial do Imigrante, membro fundador da Rede Internacional de Museus de Migração da UNESCO e IOM (International Organization for Migration), é responsável pela preservação, estudo e divulgação de importante acervo histórico referente à imigração em São Paulo nos últimos 120 anos. Instituição museológica subordinada à Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, o Memorial está sediado no local em que a história por ele preservada também ali foi construída: a Hospedaria de Imigrantes. Localizada entre os tradicionais bairros do Brás e Mooca, ela começou a ser construída em 1886. É um complexo de prédios que eram destinados a abrigar os recém–chegados de diversos países nos seus primeiros dias em São Paulo.
Serviço:
De 22/05 a 28/06
Abertura: 22/05 às 18hs (para convidados)
Local:Memorial do Imigrante – Rua Visconde de Parnaíba,1316 (próximo a estação Bresser do Metrô)
Horário: terça-feira a domingo e feriados, das 11h às 18h; quinta até 20h.
Informações ao público: (11) 2692.7804 e 2692.2497
Ingressos: R$ 4,00 (Quatro Reais) comum e R$ 2,00 (Dois Reais), para estudantes dos ensinos fundamental, médio e superior Entrada gratuita para menores de 7 (sete) anos e adultos com mais de 60 (sessenta) anos.
Memorial do Imigrante













Um comentário:
A eterna busca da felicidade pelo homem
Geraldo Felício da Trindade – trindadefilosofia@yahoo.com.br
Quando se olha para o mundo atual, vê-se a tristeza e o desânimo estampados nos rostos das pessoas. Vê-se homens e mulheres que batalham arduamente para alcançar metas materiais e esquecem-se da meta essencial da vida: a felicidade. Lutam para conseguir sua satisfação financeira, gastam suas forças, suas energias e quando conseguem seu objetivo já não dispõem de vitalidade para saborear suas conquistas.
Alvoroçados, correm para ter o melhor carro, a melhor casa, o melhor celular... Deixam de conjugar verbos, como cooperar e solidarizar, para, ao contrário, conjugarem os verbos competir e individualizar. Frente à essa realidade, ninguém deve impressionar-se com o exorbitante número de famílias desagregadas, com o excesso do consumo de drogas e com a prostituição.
As pessoas desperdiçam suas vidas correndo desesperadamente atrás de miragens. Metaforicamente, em pleno deserto buscam a felicidade nos falsos oásis. Embora saibam que o seu poder econômico, político ou seu status são passageiros, a maioria se ilude construindo castelos de areia, na ânsia de acumular. Esquecem-se de que o vento pode varrer todo o deserto e destruir seu frágil castelo.
Contraditória capacidade do homem: pensar! Sabem que pouco valor tem a quantidade, mas insistem. Correm atrás do maior número de conquistas, como viagens e festas, mas perdem a oportunidade de escutar o que fala seus corações. Buscam no outro a segurança para si e, no exterior, o amor, a tranqüilidade e a paz. Parece-lhes o mais fácil, o mais cômodo, porém, esquecem-se de que só encontrarão tudo isso dentro de si mesmos.
Pode-se dizer que já ultrapassamos a era da modernidade e estamos ingressando no que se pode chamar de "era da comparação". Compara-se o dinheiro, o status, o reconhecimento, a fama, a beleza... As pessoas aderem cada vez mais aos valores que a sociedade impõe, sem ao menos saber se tais valores podem realizá-las.
A felicidade, nos dias atuais, é colocada como meta e enquanto procura-se alcançá-la perdem-se os verdadeiros momentos felizes. Na verdade, a felicidade não é nada mais que um filme que reúne os diversos momentos da vida. Essa é a dinamicidade da existência humana: tanto alegria, quanto dor.
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