Um dos momentos mais importantes da vida da comunidade polignanesa e italiana de uma maneira geral, em São Paulo, é a tradicional Festa de São Vito, que acontece nos meses de maio e julho desde 1918. Neste ano, o evento ocorreu entre os dias 30 de maio e 12 de junho, no bairro do Brás.
Um desentendimento ocorrido em meados dos anos 90 entre os organizadores (Igreja e Associação) fez com que o evento organizado por essas duas Instituições e que nasceu por motivação religiosa se dividisse em dois, um atualmente mantido pela Associação Beneficente São Vito Mártir (Festa particular realizada em recinto fechado) e outro pela Igreja de São Vito (Festa de Rua São Vito Martir - Festa Litúrgica, Gastronômica e Cultural), evento oficial da Cidade de São Paulo e da Igreja Católica.
A Festa de Rua de São Vito Mártir é considerada uma das mais tradicionais festas italianas da cidade de São Paulo. Durante seis finais de semana, com início no último de maio e término no primeiro de julho, atrai milhares de visitantes por noite, que buscam encontrar um lugar agradável com muita diversão, comidas típicas e o melhor da música italiana ao vivo. O evento faz parte do calendário festivo e folclórico da cidade de São Paulo e a festa Litúrgica é celebrada em 15 de junho.
A Festa é composta por diversas barracas de comidas típicas, bebidas e também por uma cantina a céu aberto. Neste último ambiente, o visitante paga pelo convite e tem direito a um prato de espaguete ao sugo além de desfrutar de um local privilegiado, assistindo aos shows sentado e em frente ao palco. Aos sábados com show ao vivo de espoentes da música e aos domingos irão se apresentar grupos folclóricos italianos e de MPB.
Nas barracas de comida típica italiana, a culinária pugliesa, com tradição e qualidade consagradas, é sem dúvida um dos principais destaques da festa. As tradições culturais são transmitidas às gerações de descendentes italianos e transformam o Brás, no período da Festa, numa rota cultural-gastronômica.
Toda esta animação ainda tem mais uma vantagem: o caráter social. As mammas, responsáveis por estas delícias, integram o grupo de voluntários e toda a renda da festa é destinada às obras sociais da paróquia em prol da comunidade.
Neste ano, serão montadas cerca de 35 barracas. Quem preferir, pode se acomodar nas cantinas, cujas entradas custam R$ 30 (sábado) e R$ 25 (domingo). Toda a arrecadação será destinada para a manutenção das obras sociais da paróquia, a implantação de novas frentes pastorais e sociais, à continuidade das reformas, à montagem da cozinha industrial e de um consultório dentário na paróquia.
A devoção a são Vito, jovem mártir siciliano do início do quarto século, foi trazida da Itália por imigrantes provenientes de Polignano a mare, nas Apúlias, hoje província da Puglia, ao sudeste da Itália. Os imigrantes se instalaram no bairro do Brás, em São Paulo. A localização relativamente central da capela então construída explica sua crescente importância desde a origem, em 1912, até a criação da paróquia.
Neste ano, o evento terá o apoio dos alunos do curso de Eventos da Universidade Anhembi Morumbi. Enfocando a responsabilidade social, os estudantes dão uma contribuição técnica na organização e no planejamento da festa. Esse trabalho faz parte da grade curricular do curso. O apoio é importante para os organizadores, já que, durante seis finais de semana, a paróquia de São Vito receberá milhares de visitantes por noite.
Entre os imigrantes italianos, a celebração existe há 91 anos, desde que chegaram à cidade. A festa de rua, porém, acontece há 13, tempo suficiente para transformá-la em tradição marcante no calendário festivo e folclórico da cidade de São Paulo. Mas além de todo o entretenimento, há um cunho religioso: celebrar o padroeiro do Brás, São Vito.
Serviço
Festa de Rua São Vito Mártir
Data: fins de semana de 30 de maio a 12 de julho
Horário: sábados, das 17h às 24h; domingo, das 17h às 23h
Endereço: Rua Polignano A. Maré, próximo à praça São Vito – Brás
Convites antecipados: 3227-2296 ou 3228-8114
A paróquia
Os primeiros imigrantes polignaneses (vindos de Polignano a Mare, a pequena cidade situada ao sul da Província de Bari, capital da região de Puglia), se juntaram primeiramente na Rua do Carmo, porque no Brás ainda não existia nada, além da várzea do Rio Tamanduateí, e foram trabalhar diretamente na lavoura, em Fazendas do interior paulista, com subsídio do governo brasileiro.
Porém, a partir de 1890 começaram a chegar os chamados imigrantes "espontâneos", que se estabeleceram, em sua maior parte, na Capital, e diferentemente dos primeiros, estes eram carpinteiros, sapateiros e outras categorias profissionais tipicamente urbanas.
Como primeiro gesto, cuidaram da perpetuação da memória de seu padroeiro em São Paulo, com a edificação da Igreja de São Vito Mártir, obra exclusiva de polignaneses e da Associação surgida em 1919, responsável pela construção da capela inicial, transformada em paróquia em 1940, em 1944 a construção da Igreja atual e, o Centro Social São Vito, já na década de 80, onde colocaram a imagem original de São Vito, trazida da Itália.














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