Berlim, 5 mai (EFE).- O executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, garantiu a continuidade das fábricas da Opel na Alemanha, mas confirmou uma redução no quadro de funcionários caso seu grupo adquira a maioria do capital da montadora.
"Não queremos fechar qualquer fábrica na Alemanha. Precisaremos dessas fábricas no futuro. Mas, naturalmente, teremos de reduzir o quadro de funcionários", disse Marchionne na edição de hoje do jornal "Bild".
O executivo-chefe da Fiat afirmou ainda que "essas fábricas devem ser mais eficientes", mas não ofereceu números sobre o alcance da anunciada redução de elenco.
"A Opel nunca poderá ganhar dinheiro com seu atual tamanho, e se não se ganha dinheiro não se pode sobreviver. Compreendo o medo dos sindicatos, mas a realidade é esta", disse.
Marchionne afirmou também que ficará surpreso caso o Governo alemão aceite a oferta do grupo austríaco-canadense Magna para comprar a maioria do capital da Opel, já que este consórcio pretende adquirir a montadora "com ajuda russa".
"Nosso plano é sério. Queremos formar um autêntico consórcio automobilístico europeu de sucesso no mundo todo: a seção automobilística da Fiat se fundiria com a Opel e a Chrysler. Assim, nos transformaríamos no segundo maior grupo mundial, atrás apenas da Toyota", assegurou.














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