terça-feira, 19 de maio de 2009

Frattini quer cúpula europeia sobre imigração

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, voltou a pedir a realização de uma cúpula de governos da União Europeia para discutir a imigração. O chanceler defendeu a organização do evento ante a polêmica entre a Itália e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), que tem questionado as medidas adotadas recentemente pelo governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi para coibir a entrada de estrangeiros que chegam ao país de forma clandestina.

Há pouco mais de uma semana, a Itália passou a repatriar ainda em alto-mar pessoas que são socorridas ou presas em embarcações interceptadas na costa do país. Por meio de um acordo bilateral, os imigrantes são enviados para a Líbia. O Acnur é contra a medida, pois acredita que os estrangeiros têm direito a pedir asilo político e lembra que para tanto eles precisariam pisar em solo italiano. A entidade, além disso, chama a atenção para o fato de que a Líbia não assinou as convenções da ONU para os refugiados.


De maneira indireta, Frattini se referiu hoje às críticas do Acnur, inclusive condenando seu posicionamento. "Não vamos personalizar, mas é preciso dizer com clareza que nenhuma instituição pode considerar a Itália um país racista e xenófobo", sustentou.


Segundo o chanceler, as acusações não dizem respeito à Itália, já que o país "salva milhares de vidas em alto-mar, tem uma tradição de acolhimento que não faz distinções e aplica regras europeias para estar de acordo com os interesses do resto do continente".

Da Ansa

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