terça-feira, 5 de maio de 2009

Possível divórcio de Berlusconi divide governo e oposição




O pedido de divórcio feito publicamente por Veronica Lario, esposa do premier italiano, Silvio Berlusconi, dividiu os políticos italianos e fez o Partido Democrata (PD), principal força de oposição, pedir para o chefe de governo parar de culpar a esquerda pelo caso. "Que Berlusconi pare agora. Pare de dizer que teria sido um complô (para separá-lo da esposa) e que foi preparado pela esquerda", declarou o secretário do PD, Dario Franceschini, ressaltando que as acusações do premier são "patéticas". Em resposta, o porta-voz do partido governista Povo da Liberdade (PDL), Daniele Capezzone, afirmou que Franceschini deveria se preocupar com outro divórcio, ou seja, com a separação "entre o PD e os eleitores". O secretário da principal força de oposição, por sua vez, justificou que não está discutindo questões pessoais de Berlusconi. "Sobre o caso, nós nos comportamos como pessoas sérias, deixando de fora a política de um caso pessoal. Em outros países e em outras democracias aconteceu bem pior", reforçou Franceschini.

Por sua vez, o deputado Antonio Borghesi, do partido de centro Itália dos Valores, pediu que o premier esclareça se teve ou não relações com uma jovem menor de 18 anos. Berlusconi teria participado, na semana passada, de uma festa de 18 anos da italiana Noemi Letizia, ao passo que, de acordo com Lario, o premier não comparece nem mesmo às festas de aniversário dos filhos.

De acordo com o jornal italiano La Stampa, foi esse episódio que levou Lario a anunciar publicamente o divórcio. Dessa forma, a senadora do PD Vittoria Franco considera que o divórcio "é um caso público, porque Veronica Lario levou razões públicas de ética política à sua decisão". Para a deputada governista Barbara Saltamartini, contudo, a senadora Franco "perde o próprio tempo atrás dos casos privados do premier, na angustiante busca de votos e visibilidade", enquanto o governo se empenha em políticas públicas voltadas para resolver problemas do país, como a questão da violência.

Da Ansa

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