quarta-feira, 28 de outubro de 2009

esidente da região italiana de Lazio sai após suposto vídeo com transexual


O presidente demissionário da região de Lazio, Piero Marrazzo, em foto de 2 de junho de 2006. (Foto: Wikimedia Commons)


Piero Marrazzo teria sido chantageado por policiais, diz investigação.Um dos envolvidos no caso seria brasileiro, segundo jornais italianos.

Do G1, com agências internacionais

O presidente (governador) da região italiana de Lazio, Piero Marrazzo, demitiu-se nesta terça-feira (27) depois que foi revelado na semana passada um vídeo em que supostamente aparece em atitude carinhosa com um transexual.

Quatro policiais teriam chantageado o político por conta do vídeo, gravado em julho em um apartamento na capital italiana, Roma, que fica na região de Lazio. Os quatro estão presos.Segundo a imprensa local, um dos transexuais envolvidos no escândalo seria brasileiro e se chamaria Brenda.Marrazzo, de 51 anos, é casado, tem três filhas, e pertence ao Partido Democrata, que faz oposição ao governo de centro-direita do premiê Silvio Berlusconi.

Em texto divulgado na internet, Marrazzo diz que a situação tornou sua permanência no cargo insustentável.

"Minha condição pessoal de extremo sofrimento faz com que minha permanência à frente da região não seja mais útil para os cidadão de Lazio", diz o comunicado.

Ele disse que sua renúncia era "final e irrevogável". Ele também disse que sempre agiu "pelo bem dos cidadãos", mesmo tendo cometido "erros pessoais" em sua vida privada. No sábado, Marrazzo havia deixado o posto provisoriamente nas mãos do vice Esterino Montino.

O escândalo veio à tona depois da prisão dos quatro policiais militares que teriam pedido a Marrazzo 80 mil euros para não divulgar o vídeo, que ainda não veio a público.

Os policiais defenderam-se negando a chantagem e dizendo que foi o político quem lhes ofereceu dinheiro. As autoridades estão investigando se realmente houve pagamento.

Agora, Marrazzo, que deve formalmente continuar no cargo, tem 90 dias para chamar novas eleições. A campanha eleitoral deve durar 45 dias.

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