domingo, 8 de novembro de 2009

Brasil é ouro com Joana e Diego

Joana Maranhão


Joanna Maranhão garante segundo ouro na Copa do Mundo
Joanna Maranhão teve menos de uma hora para descansar entre a final dos 400m medley e a dos 200m borboleta da Copa do Mundo de Moscou, neste sábado. Mas a conquista do ouro na primeira prova parece ter feito a nadadora pernambucana esquecer do cansaço e garantir mais uma vez a vitória na competição disputada em piscina de 25m. Nas duas provas, ela ainda bateu os recordes sul-americano e do campeonato.

- Eu estava com uma expectativa muito boa para os 200m borboleta, cheguei a fazer 2m05s nos treinos. Só que aqui eu sabia que não ia ter muito tempo para descansar. Mas estou passando por uma fase muito boa no Minas, e os resultados de hoje são um reflexo disso - disse Joanna em entrevista ao SporTV, por telefone.

Na primeira prova, 400m medley, Joanna impôs um forte ritmo logo no início e abriu grande grande vantagem para as suas adversárias. Até mais da metade do percurso, a pernambucana nadou com quase um corpo de distância da linha do recorde mundial, mas, no nado peito, não conseguiu manter o ritmo e chegou em primeiro com o tempo de 4m26s98, menos de dois segundos da melhor marca do mundo: 4m25s06, da croata Mireia Belmonte. O tempo, entretanto, foi suficiente para a brasileira bater o antigo recorde sul-americano (4m35s56, de Georgina Bardach) e o do campeonato (4m27s21, de Kathryn Meaklin).

As primeiras braçadas de Joanna na final dos 200m borboleta poderiam sugerir que a nadadora não teria o mesmo fôlego da prova anterior. Mas, na metade da prova, a pernambucana cresceu e passou de terceiro para primeiro lugar. Depois, brigou mais uma vez pelo recorde mundial, mas acabou registrando novamente outras marcas sul-americana e de campeonato com o tempo de 2m04s01. Joanna já era detentora do antigo recorde sul-americano (2m06s49), enquanto a chinesa Yang Yu detinha a marca do campeonato (2m04s04).

Brasil sobe ao pódio em mais duas provas
O Brasil ainda subiu ao pódio da etapa de Moscou mais duas vezes neste sábado. A experiente Fabíola Molina, que já havia levado uma prata nos 50m costas, na sexta, garantiu mais uma medalha prateada na prova dos 100m. Ela ainda bateu novamente o seu próprio recorde sul-americano com o tempo de 57s72, cinco centésimos melhor do que a antiga marca (57s77).

Nos 200m medley masculino, Henrique Rodrigues também terminou em segundo lugar, com o tempo de 1m55s37. Outro brasileiro na disputa, Bruno Fratus ficou em quinto nos 50m livre (21s55), prova que revelou um novo recordista mundial: Roland Schoeman, com o tempo de 20s88. Nos 100m borboleta e nos 200m costas, mais dois recordes mundiais cairam. O russo Evgeny Korotyshkin e o sul-africano George Du Rand fizeram 48s99 e 1m47s08, respectivamente.

Com as quatro medalhas conquistadas neste sábado, o Brasil deixa a etapa de Moscou da Copa do Mundo com dois ouros, três pratas e um bronze.
Diego Hypolito é ouro na Croácia e fatura o tetracampeonato da Super Final
O ginasta Diego Hypolito teve mais um bom motivo neste sábado para afastar de vez a insegurança que tem sentido nos últimos tempos. Com uma bela apresentação, Diego conquistou o ouro na final do solo da Copa do Mundo de Osijek, na Croácia. O resultado garante ao brasileiro o inédito título de tetracampeão da Super Final.

- Fiquei bastante feliz por ter feito uma prova boa, por conseguir voltar a manter a tranquilidade. Estou mais do que contente por ter conquistado o tetracampeonato, um título inédito, que era minha principal meta. Foi um ano de muitas vitórias - disse Diego ao SporTV, por telefone.

No Mundial de Londres, em outubro, o nervosismo atrapalhou Diego Hypolito a conquistar o tricampeonato. Mas, após as falhas que lhe deixaram até fora da final na Inglaterra, o brasileiro foi para a Croácia determinado a não errar e conseguiu vencer a prova de solo e, de quebra, garantir o tetracampeonato por antecipação com 15,550 pontos. A medalha de prata foi para o croata Tomislav Markovic, que somou 15,225 pontos. O israelense Alexander Shatilov fez 14,925 e ficou com o bronze. O também brasileiro Victor Rosa terminou em quinto lugar(14,325 pontos).

- Foi uma prova muito boa, talvez a melhor desse ano. Acho até que poderia ter recebido uma nota mais alta. Nas eliminatórias, eu tinha tirado 15,675 pontos e achei essa série da final melhor - comentou o brasileiro, que também foi campeão em 2004, 2006 e 2008.

O título da Super Final é dado para o atleta que conseguir mais pontos no ranking da Copa do Mundo em cada categoria. Com a vitória na Croácia, o ginasta brasileiro somou 180 pontos na liderança do solo e não tem mais chances de ser alcançado por nenhum outro atleta. De qualquer forma, Diego ainda vai participar da última etapa do circuito, em Stuttgart.

Diego está fora da disputa no salto
A felicidade só não é completa porque o tetracampeão teve de abrir mão da disputa do título no salto. Em segundo lugar no ranking nesta categoria, Diego não poderá entrar na briga em Stuttgart porque ainda não está totalmente recuperado da lesão no ombro esquerdo.

- Ainda estou com um pouco de dor no ombro, mas agora é mais questão de preparação física. O grande problema é que o médico não me autorizou a competir o salto. Por enquanto, só posso disputar o solo. Agora só me resta torcer para continuar em segundo e esperar até o ano que vem para disputar o título no salto.


Globoesporte.com

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