terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cresce o número de gêmeos na Itália

Na Itália se registra um aumento constante do nascimento de gêmeos. Segundo os dados disponíveis mais recentes, de 1990 a 2005 os partos de gêmeos aumentaram 25%, contra por exemplo os 21% de aumento registrado neste mesmo período nos Estados Unidos. Trata-se de um dos dados apresentados hoje (16) em Roma durante o primeiro convênio nacional sobre Gêmeos em idade pediátrica organizado pelo Instituto Superior da Saúde (ISS), em colaboração com a Unidade de neonatologia, patologia e tratamento intensivo neonatal do Hospital Umberto I.

Aumenta o número de partos múltiplos
Entre as causas do aumento dos nascimentos de gêmeos, as técnicas de fecundação artificial ocupam o primeiro lugar, mas a frequência também é mais elevada entre as mães com mais de 30 anos. Falta entender o que determina os nascimentos de gêmeos e este é justamente o objetivo do estudo promovido pelo Registro Nacional Gêmeos do ISS, no qual atualmente se registram 22 mil gêmeos, cerca de 2 mil dos quais têm menos de 12 anos. Em se comparando as informações fornecidas pelos gêmeos e aquelas de seus amigos não gêmeos, o estudo tentará entender como se dá a transmissão gemelar, explica Sonia Brescianini, cientista do Registro. Em particular, a pesquisa quer esclarecer se existe hereditariedade da linha materna ou da paterna, e se há diferenças entre gêmeos monozigóticos (ou idênticos) ou dizigóticos.

Os riscos envolvidos
O aumento de nascimentos de gêmeos comporta problemas de saúde pública, revela o responsável pela Unidade de Neonatologia da Universidade romana La Sapienza, Mario De Curtis. Os gêmeos, explica, sofrem "um risco maior de morte e doença principalmente por causa de sua prematuridade, isto é, pelo fato de nascerem antes das 37 semanas de gestação". Os gêmeos prematuros, em especial os que nascem pesando menos de 1,5 quilo, precisam de "cuidados caros e constantes nas unidades de neonatologia, que, infelizmente, apresentam uma grave carência de vagas disponíveis". Sempre segundo De Curtis, esta carência é mais evidente no centro-sul da Itália. "Muitos recém-nascidos não podem ser tratados na maternidade onde nascem e nas primeiras horas de vida são transferidos de um hospital a outro, o que agrava consideravelmente seu prognóstico", destaca. "O problema deveria ser enfrentado com uma mais eficiente organização regional dos tratamentos perinatais", conclui.
Ansa

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