O presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Gianfranco Fini, comparou os imigrantes que tentam chegar ao país europeu hoje aos cidadãos italianos que emigraram para a América nos séculos passados. "Há rostos de pessoas [das regiões italianas] da Ligúria, Calábria, Vêneto e Campânia que partiam [do porto] de Genova e pareciam os rostos dos pobres desgraçados que [hoje] tentam chegar aqui através do Canal da Sicília", assinalou Fini. O pronunciamento foi feito durante uma visita à mostra "La Merica", sobre a imigração italiana nos Estados Unidos entre o final do século XIX e o início do XX. A exposição está hospedada no museu do mar Galata, em Genova, no norte da Itália. "É uma mostra belíssima. Espero que muitos jovens possam vê-la para entender que boa parte de seus avós, bisavós ou trisavós eram há 100 anos exatamente o que hoje são os imigrantes que chegam aqui na Itália", explicou o presidente da Câmara. De acordo com o 19º relatório sobre imigração produzido pela fundação católica Caritas Migrantes, o país europeu possui cerca de 4,5 milhões de imigrantes regularizados -- o que equivale a 7,2% da população. O documento projeta que em 2050, serão 12 milhões de estrangeiros vivendo em território italiano. No início do ano, o governo do premier Silvio Berlusconi adotou uma série de medidas para conter o aporte de imigrantes. Uma delas refere-se à repatriação imediata de estrangeiros apreendidos em alto mar. Além disso, a nova Lei de Segurança, aprovada em agosto, criminaliza a imigração clandestina e permite a detenção, aplicação de multas e expulsão de cidadãos sem documentações, entre outros itens.
Da Ansa














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