O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, irá à região da Calábria no próximo dia 21 para reafirmar os valores de "legalidade e solidariedade obscurecidos pelos graves fatos de Rosarno" -- localidade que nos últimos dias vem sendo palco de confrontos entre imigrantes e população local.
De acordo com uma nota divulgada ontem pela Presidência, Napolitano aceitou o convite da ministra da Educação, Universidade e Pesquisa, Mariastella Gelmini, e participará do Dia da Legalidade "Juntos para não esquecer", que será promovido por uma entidade estudantil calabresa. Ainda em sua visita à região, o chefe de Estado italiano encontrará representantes das instituições locais e de órgãos governamentais.
Na última quinta-feira, dois africanos foram atingidos por tiros disparados com uma arma de ar comprimido em Rosarno, no sul da Calábria. A resposta dos imigrantes foi violenta e carros, vitrines de lojas e cestos de lixo foram depredados.
A população local reagiu ao clima de hostilidade e a polícia teve de intervir. Há 67 feridos, na maioria estrangeiros. Alguns foram agredidos com barras de metal e ao menos seis tiveram de ser hospitalizados.
A polícia italiana suspeita que pessoas com antecedentes penais e ligados a chefes da máfia estejam envolvidos nos conflitos e na "caça aos imigrantes" lançada nos últimos dias na localidade de Rosarno, sul do país, que já deixou pelo menos 53 pessoas feridas.
Uma das hipóteses da investigação é que integrantes da 'Ndrangheta, a máfia calabresa, tenham planejado os distúrbios para desviar a atenção de um atentado cometido no último dia 3, quando uma bomba explodiu em frente a um tribunal na capital regional, Reggio Calábria. O ataque vinha sendo atribuído à organização criminosa.
A ligação entre os conflitos com imigrantes e o atentado à sede da Justiça foi intensificada com a prisão de Antonio Bellocco, de 30 anos, filho do chefe mafioso Giuseppe Bellocco, capturado em 2002. Antonio foi detido hoje, junto a outras duas pessoas acusadas de terem agredido estrangeiros.
Na última quinta-feira, dois africanos foram atingidos por tiros disparados com uma arma de ar comprimido em Rosarno, no sul da Calábria. Os imigrantes responderam violentamente e carros, vitrines de lojas e cestos de lixo foram depredados. Eles também bloquearam estradas da região.
A população local reagiu ao clima de hostilidade e a polícia teve de intervir. Alguns dos feridos -- a maioria estrangeiros -- foram agredidos com barras de metal. Pelo menos seis deles tiveram de ser hospitalizados. Além disso, dez pessoas foram presas.
Ontem, o governo informou sobre a remoção de 1.128 estrangeiros, entre pessoas retiradas de Rosarno ou que deixaram a região por iniciativa própria.
No último domingo, o ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, já havia adiantado que entre as pistas seguidas por investigadores figurava um "possível" envolvimento da máfia calabresa.
Ontem, as autoridades de Justiça da cidade de Palmi, nas proximidades de Rosarno, se reuniram para analisar os conflitos ocorridos na localidade e discutir se a 'Ndrangheta está realmente por atrás dos ataques.
Também um comitê de cidadãos da localidade realizou uma manifestação com um cartaz onde se lia "Abandonados pelo Estado, criminalizados pelos meios de comunicação, 20 anos de convivência não são racismo".
Com informações da Ansa














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