terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Hobby dos italianos: cultivar a terra


Italianos agricultores por hobby, mas capazes de produzir - como proprietários em média de um hectare, óleo e vinho etiquetados e dá-los para amigos e parentes. Com um número crescente de pessoas que decidem se mudar para o campo, dedicando-se também a atividades típicas das zonas rurais, a agricultura em primeiro lugar.


É o que surge do primeiro relatório Nomisma sobre hobby farmer na Itália, baseado em quatro mil entrevistas, que será apresentado na Feira Agrícola de Verona em 5 de fevereiro próximo, em colaboração com o jornal 'Vita in campagna' (Vida no Campo).

Essa turma de agricultores por hobby é bem diversificada e inclui de simples empregados de escritório, a profissionais liberais, autônomos, funcionários públicos, operários e até aposentados. A estes camponeses por opção não interessa tirar uma renda da terra. O que os une é a paixão de cultivar e praticar a atividade rural, visando produzir para o consumo familiar (61,9%), mas também para ficar ao ar livre (61,0%) e ter a chance de economizar (24,9%).

O tamanho médio dos terrenos cultivados não são marginais: está por volta de 1,3 hectare, não raro contendo também uma área de bosque.

O agricultor 'amador', no perfil traçado pela pesquisa, se caracteriza pela posse da terra cultivada no tempo livre (39,4% herdou a terra; 36% a comprou e só 3,4% são os casos de custódia e 1,4% os de locação).

Eles se distinguem do agricultor 'não profissional' que, mesmo dedicando menos de 50% do seu tempo à atividade, é periodicamente monitorado pelo Istat (Instituto Italiano de Estatísticas); e na Itália cerca de 70% dos administradores rurais desempenham essa atividade por meio período.

Este interesse pelas atividades agrícolas por não profissionais é reconhecido internacionalmente como uma "tendência crescente" e, ao nível italiano - destacam os pesquisadores, representa "uma realidade consolidada", mas jamais quantificada por ficar fora da verificação do censo.

Atualmente assume uma importância relevante, com a crise econômica que leva muitos a redescobrir a qualidade, o prazer e a conveniência dos produtos retirados da própria horta e pomar.

As culturas mais praticadas são hortaliças, legumes, frutas, vinhas e oliveiras. Muito frequentemente (72%) são acompanhadas por processos de transformação (compotas e geleias, conservas, vinhos, azeites, mel e queijos) - obviamente em pequena escala - e em alguns casos também por pequenos rebanhos.

Uma comparação com os censos agrícolas de 1990 e 2000, prossegue o relatório Nomisma, mostra um declínio contextual de 1,8 milhões de hectares e uma diminuição de cerca 430 mil empresas rurais.

"É impensável que estes milhões de hectares foram todos concretados, comentam os pesquisadores. A superfície agrícola que já não consta do Censo Istat não desapareceu, simplesmente mudou de titular, passando de um agricultor para outro indivíduo 'estranho' ao setor primário que se move segundo uma lógica direcionada principalmente à conservação ambiental e paisagística (69,8%).

"Os benefícios, apesar de subestimados - por falta de levantamentos estatísticos, permitem, junto com a contribuição dominante da atividade propriamente agrícola, uma preservação das áreas rurais (19,1%) e da biodiversidade (36,5%) cujas vantagens acabam recaindo sobre todos nós".


http://www.ansa.it/
http://www.italianos.it/

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