O chanceler italiano, Franco Frattini, afirmou ontem que o governo de seu país cancelará a dívida de aproximadamente 40 milhões de euros do Haiti, cuja capital, Porto Príncipe, foi devastada por um terremoto na última terça-feira.
"Damos nossa disponibilidade desde agora para cancelar a dívida que o Haiti tem com a Itália", anunciou o chefe da diplomacia, acrescentando que este "é um primeiro modo para ajudar a reconstrução do país".
Segundo Frattini, a Itália já deu provas de uma "primeira disponibilidade e destinou quase 5 milhões de euros" para as ajudas ao Haiti, que sofre com a devastação causada por um terremoto de 7 graus na escala Richter.
Fontes da diplomacia italiana confirmaram que há menos de dez italianos tidos como desaparecidos. São pessoas que, desde o dia do tremor, não entraram em contato com parentes, amigos ou com o próprio Ministério das Relações Exteriores.
Entre os desaparecidos estão os dois funcionários italianos da ONU, que teriam morrido sob os escombros da sede da instituição no Haiti. Para os sobreviventes, o governo italiano estuda um plano de evacuação do país caribenho.
Pouco antes, Frattini havia informado que 12 italianos ainda não tinham sido contatados desde o abalo sísmico, o mais forte em 200 anos na região. "Estamos continuando as buscas: são ainda 12 os italianos de quem não se tem notícia", disse o chanceler, que regressou de um giro por sete países da África.
O terremoto de terça-feira matou ao menos 50 mil pessoas e deixou 300 mil desabrigadas, segundo estimativas divulgadas pela ONU.














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