sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MAXXI: novos espaços e novas exposições

Por Marzia Giglioli - Roma -  Novos espaços e três novas exposições para o MAXXI, onde se inaugura um pavilhão para o Centro de Pesquisas B.A.S.E., os arquivos, a biblioteca, o Centro editorial e o Centro de estudos interdisciplinares sobre as artes do século XXI.

Concebido como um laboratório de pesquisa, o BASE colocará à disposição dos visitantes equipamentos e ferramentas para estudar os fenômenos artísticos. A biblioteca contém mais de 10 mil volumes, 40 estações de computador e revistas especializadas, enquanto que o arquivo abriga todos os documentos do museu.

O Centro de Pesquisas BASE será aberto ao público a partir de 25 de fevereiro, com acesso gratuito.

As duas mostras estreantes são respectivamente ''Il Confine evanescente'', sobre as ''Immagini italiane dalla pittura al digitale'', que permanecerá aberta até 2 de novembro; ''Nature/01 Francesco Venezia'', a primeira das quatro instalações para ''vivenciar uma forma diferente de entender as mostras monográficas'' (até maio), e a ''Architettura che ti piace'', 18 projetos de edifícios realizados entre 200 e 2010 em outras tantas instalações entre o edifício de Zaha Hadid e o MAXXI BASE.

A abertura de outra super exposição está programada para 3 de março e será dedicada a Michelangelo Pistoletto.

E este verão o Museu do século XXI criará lugares de encontro maravilhosos na enorme praça que recebe os visitantes do museu, nascido da inspiração irrefreável de Zaha Hadid, e um novo restaurante, o Maxxi 21, dentro do prédio que hoje é bookshop. Edifício que outrora fazia parte do complexo de quartéis, a partir do qual surgiu o museu. Será um restaurante '0' quilômetro gerenciado por Relais Le Jardin. Menu light para o dia, mais refinado à noite e mesinhas do lado de fora, na praça do museu.

Um novo projeto para o verão e principalmente um novo local de encontro que vinculará o museu ao bairro adjacente. Um arquipélago verde constituído por ilhas móveis espalhadas na praça do MAXXI, o coração do projeto Whatami do estúdio romano stARTT, vencedor da primeira edição de YAP MAXXI.

Um concurso para jovens designers, em paralelo com as instalações igualmente concebidas para os encontros urbanos e que terá um emaranhado de fios finos unindo o Moma de Nova York aos edifícios circundantes, mas também a bancos e espelhos no projeto YAP MoMA - HOLDING PATTERN, vencido pelo estúdio de Brooklyl Interboro Partners. Dois espaços pensados para as pessoas e a arte, para criar fios espessos na distração da cidade.

As metrópoles queimam o tempo e por isso a arte se torna mais uma vez um pequeno universo onde as pessoas podem se encontrar e refugiar juntas. Mas no espaço externo do MAXXI, tão sólido e monumental, a criatividade dos jovens designers também oferecerá respostas irônicas, leia-se abertas à pura inovação. No próximo verão (boreal), no novo jardim urbano do MAXXI, haverá mostras, concertos e happenings para agitar a vida romana.

As ilhas verdes do MAXXI, junto com uma série de instalações, serão inauguradas em 23 de junho quase em paralelo com os preparativos do Moma de Nova York, que estreará em 24 de junho. Dois museus unidos por dois projetos emergentes que têm em comum a reciclagem. Passado o verão, os itens arquitetônicos serão doados para o bairro.

No caso do MAXXI, as ilhas verdes, que funcionam como bancos e objetos onde se sentar, poderão ser deslocados para ruas e praças vizinhas, criando novos lugares de encontro. As flores gigantes que dão sombra de dia e luz à noite, como mágicos lampiões, também serão 'recicláveis' para fora do museu, dando uma continuidade ideal entre os seus espaços 'interno' e 'externo'.
 
www.ansa.it/www.italianos.it
http://www.fondazionemaxxi.it/eventi.aspx

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