sexta-feira, 17 de junho de 2011

Governo italiano fecha o cerco contra imigrantes ilegais

Maroni(imagem arquivo virtual Google)

Roma - O governo italiano anunciou o endurecimento de suas normas contra a imigração ilegal e um acordo sobre a questão com os rebeldes líbios, iniciativas que foram criticadas por organizações humanitárias católicas e provocaram um mal-entendido com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

"Aprovamos um decreto que contém um procedimento de expulsão forçada imediata para os extracomunitários ilegais (não pertencentes à União Europeia, ndr) e os comunitários que violarem as leis", comentou o premier Silvio Berlusconi na coletiva à imprensa após a reunião semanal do gabinete.

O ministro do Interior, Roberto Maroni, disse que pelo decreto-lei aprovado ontem (16) o tempo que os ilegais poderão permanecer nos Centros de Identificação e Expulsão (CIE) será de seis a 18 meses, mediante um procedimento de garantia que passa por um juiz de paz.

Maroni também explicou que o decreto "é coerente com as diretrizes europeias", apesar do Tribunal de Estrasburgo considerar ilegal a expulsão direta dos imigrantes sem documentos.
 

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