HISTÓRIA DA ARTE ITALIANA
III
Este
curso, composto de quatro diferentes módulos temáticos, explorará a história da
arte italiana percorrendo os acontecimentos desde o final da Idade Média até ao
limiar do século XX.
Este
caminho oferecerá a possibilidade de conhecer a vida dos grandes artistas que
fizeram famoso o “Belpaese”, analisando as mais importantes obras expostas nos
grandes museus ao redor do mundo. Ao longo das aulas, discutiremos a arte em
relação aos acontecimentos históricos contemporâneos, descobrindo as conexões
sutis com os eventos políticos e religiosos de cada época. A história da
cultura, motivada por orientações aparentemente artísticas, oculta alguns macros
evento de intrigas e relações pessoais. A arte como a filha do seu
tempo!
Cada
módulo abordará um período cronológico bem delineado, acompanhado de diversas
imagens e pinturas, e seleções de textos da época, todos rigorosamente em
italiano.
Um
mergulho na arte mais famosa do mundo e uma oportunidade para valorizar a
diversidade cultural e linguística.
Terceiro
Módulo
A
arte do século XVII:
realismo, classicismo e barroco.
A descrição da arte italiana no
século XVII, com suas três vertentes ideológicas e temáticas, parte do que era,
de fato, o preâmbulo histórico: a
Contra-reforma pelo Concílio de Trento (1545-1563). A censura que a Igreja
implementou também atingiu o mundo da literatura e especialmente da arte, o
principal meio de persuasão de massas da época, com um excessivo rigor religioso
que condenava as características
refinadas, o erotismo e as referências sutis das pinturas maneiristas. Uma parte
dos grandes artistas e pensadores da época reagiram, adaptando-se aos novos
padrões moralistas; um outro grupo sofreu condenação da Inquisição, como
Tintoretto, forçado a mudar a sua Últiima Ceia, ou Giordano Bruno,
filósofo dominicano queimado vivo acusado de heresia. Conhecido também é o caso
do famoso afresco de Michelangelo na Capela Sistina, onde os poderosos nus foram
cobertos com "braghette" para cobrir a indecente nudez. O século XVII surgiu com
base na bandeira das contradições. O rigor cultural proferido pela Igreja foi,
lentamente, se apagando, sendo substituído por uma nova política religiosa que
teve como objetivo capturar os fiéis
pelo fascínio, enquanto a oposição veio de várias frentes: desde grandes
revoluções na ciência (12 mar 1610, Galileu publicou seu tratado sobre
astronomia Sidereus Nuncius)
passando pelo mundo da pintura com o surgimento de gêneros como paisagem e
natureza morta, surgindo também um ramo da arte que tomava como referência a
antiguidade clássica, com o seus temas mitológicos e idealizados. A arte de
século XVII pareceu então dividir-se em mais linhas, na verdade interligadas
entre si: o naturalismo de Caravaggio, o ideal clássico dos Carracci e de sua Academia degli Incamminati até o começo
do Barroco, em que a pintura, arquitetura e ficção cênica juntaram-se em uma
explosão de riqueza, tornando esta, paradoxalmente, a arte da Igreja Católica e
de Roma. As personalidades de Bernini e Borromini completam a arte desses anos,
juntamente com uma breve viagem ao longo do século seguinte, com a extrema
beleza alcançada pelo Rococó.
Aulas às
segundas-feiras, das 19hs às 21hs, de 20/08/12 a 08/10/12.
Nível
mínimo exigido: Básico
2 (Elementar 2).
Investimento:
R$
599,00 (parcelado em até setembro).
Inscrições:
até 15 de agosto de 2012
Professora:
Eleonora Bascherini
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