Por Giorgio Gosetti - Roma - "O Poderoso Chefão" de Francis Ford Coppola, com Marlon Brando no papel histórico do chefão mafioso Don Vito Corleone na Nova York de meados do século XX, completa 40 anos transformado em um cult do cinema mundial.
Em 1972, Francis Ford Coppola ainda era um jovem cineasta com um par de filmes independentes em sua carreira, uma amizade profunda com George Lucas e um sonho escondido: o intenso "A Conversação", que rodaria dois anos mais tarde e apresentaria com sucesso no Festival de Cannes.
Coppola chegou à direção do filme que o consagraria quase por acaso: segundo a lenda, a Paramount propôs o roteiro do best-seller de Mario Puzo (publicado com grande sucesso em 1969) - a vários cineastas, incluindo Sam Peckinpah, que o queria transformar em um faroeste urbano.
Finalmente chegaram a Coppola por desespero, ignorando que um norte-americano de origem lucana (sua família veio do sul da Itália) pudesse conhecer os rituais da cultura siciliana transplantada nos Estados Unidos.
Mas o diretor tinha acabado de ganhar um Oscar pelo roteiro de "Patton" e parecia um artesão rigoroso a serviço do cinema comercial.
No entanto, rapidamente se tornou conhecido pela determinação com que impôs suas decisões artísticas, apostando em um elenco inovador e longe dos divos: entre outros, ele rejeitou Robert Redford, Jack Nicholson e Dustin Hoffman. Mas, acima de tudo, apostou em Marlon Brando.
Diz a lenda que Brando aceitou o desafio de passar por um teste, porque ninguém acreditava que ele pudesse encarnar o idoso Vito Corleone. Ele conseguiu o papel com truques geniais, como encher a boca de algodão para mudar os traços do rosto, que, em última análise, transformaram por completo sua fisionomia. Desde então, sua voz grave e rouca se tornou sinônimo do personagem mafioso.
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