sábado, 19 de janeiro de 2008

Venezuela: Parmalat em missões sociais


As Misiones Sociales, o instrumento eleito pelo presidente Hugo Chávez para alcançar setores pobres e marginais da população da Venezuela, continuam com o apoio do governo e acabaram atraindo várias empresas estrangeiras, entre as quais a italiana Parmalat, que destinam parte de seus lucros a projetos de desenvolvimento em áreas rurais.

"Efetivamente, nossas atividades com a infância nos estados de Falcón e Carabobo poderiam ser rebatizadas Missão Parmalat", disse à ANSA Gianluca Pesci, diretor-geral da filial venezuelana. Orgulhosos pelos resultados obtidos na luta contra a pobreza e o desemprego, Chávez antecipou recentemente que durante o primeiro trimestre de 2008 “haverá uma revisão do trabalho feito com as Missões para corrigir erros, mas também um forte relançamento, baseado em mais eficácia”. Sobre isso, o Ministério das Finanças anunciou que, dos 1,87 bilhão de bolívares de 2006 e dos 4,51 bilhões de 2007, em 2008 o valor disponível para esses empreendimentos será de 5,56 bilhões de bolívares.

As missões, populares na Venezuela e na América Latina e apoiadas também por alguns especialistas cubanos, chamam-se Barrio Adentro (Saúde), Milagros (Visão), Robinson (Alfabetização), Ribas (Educação de segundo grau), Sucre (Acesso à universidade), Mercal (Distribuição alimentícia), Identidad (Documentos), Negra Hipólita (Marginalidade) e Che Guevara (Pequena empresa). "Há vários anos a maioria das empresas venezuelanas e estrangeiras desenvolvem importantes programas de responsabilidade social nas áreas da saúde, educação, meio ambiente e desportos”, declarou Pedro Antonuccio, responsável pela área de Comunicação da Parmalat. "Além da companhia petroleira PDVSA, defenderam projetos ambiciosos a CanTV, Movistar, Coca Cola, General Motors, Sidor e British American Tobacco, entre outras, através da Fundação Bigott", explicou. Já Pesci acrescentou que “nós intervimos em zonas rurais muito pobres, onde se situam nossas fábricas, conectando-as com os governos locais e com conselhos comunais”.

Como exemplo dessa iniciativa, que visa criar uma forte relação entre população e empresas, Antonuccio citou a inauguração da Biblioteca Ali Primera, "que atende 1.500 crianças do município de Miranda, no estado de Carabobo". Também destacou “o apoio à escola María Eugenia Toyo de Calleja, em Yacaral, no estado de Falcón, como o primeiro passo para expandir a ajuda nos próximos dois anos a Carabobo, Merdia, Barinas e Bolívar". "Claro que não nos esquecemos de produzir queijo, leite, iogurte e sucos de frutas, mas em paralelo também tentamos resolver problemas imediatos”, concluiu Pesci.

Por Maurizio Salvi
Da Ansa

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