sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Partido de Berlusconi debate candidaturas na Sicília


As candidaturas de centro-direita para as eleições regionais na Sicília, de 13 a 14 de abril, são o nó central de um debate no interior do Povo da Liberdade (PDL), o novo partido fundado por Silvio Berlusconi a partir da fusão do Forza Italia e da Aliança Nacional com a Liga Norte. Um novo nome acaba de aparecer: Stefania Prestigiacomo. A ex-ministra da Igualdade de Oportunidades pode ser a carta na manga de Berlusconi para enfrentar Anna Finocchiaro, a candidata do adversário de centro-esquerda, o Partido Democrata (PD), liderado pelo ex-prefeito de Roma, Walter Veltroni.

A hipótese surgiu na última quinta-feira durante um encontro na residência romana de Berlusconi com outro alto expoente político siciliano, Gianfranco Micciché, que reiterou sua intenção de se apresentar como candidato a governador da região siciliana apesar do acordo alcançado entre o PDL e o líder do Movimento Para as Autonomias (MPA), Raffaele Lombardo. O dirigente é apoiado na Sicília também pela União Democrática de Centro (UDC), ex-partido democrata-cristão, ex-aliado de Berlusconi. A candidatura de Prestigiacomo, que nas últimas semanas já havia sido indicada por Micciché, poderia terminar com as tensões, já que uma série de vetos recaem sobre o último, em particular vindos do ex-governador Salvatore Cuffaro, protagonista de um duro choque com Micciché, e dos os principais apoiadores da candidatura de Lombardo.

A aparição de Prestigiacomo provocou atritos com o MPA. "Seguimos adiante em nosso caminho. Soubemos que o Forza Italia muda seu candidato, mas nossa atitude não muda: no domingo, relançaremos a candidatura de Lombardo como governador da região", anunciou o MPA. O PDL e o líder do MPA Lombardo haviam chegado a um acordo para que este fosse o candidato a governador, com o apoio da UDC. A candidatura de Prestigiacomo constituiria uma escolha feminina para se opor a Finocchiaro, que se apresenta como representante de toda a centro-esquerda do PD junto a Rita Borsellino, irmã do juiz siciliano assassinado pela máfia.

Da Ansa

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