sábado, 13 de dezembro de 2008

Associação de empresários assume antiga Alitalia

ROMA, 12 DEZ (ANSA) - Augusto Fantozzi, representante oficial da companhia aérea Alitalia, assinou nesta sexta-feira o acordo que transfere à associação de empresários Companhia Aérea Italiana (CAI) um conjunto de bens e atividades de vôos no valor de 1,52 bilhão de euros.

"A partir de hoje, a CAI é a proprietária da Alitalia", confirmou o presidente da associação, Roberto Colaninno.

"Essa operação se deve a dois sujeitos, o presidente do Conselho de Ministros [da Itália, Silvio Berlusconi] e o Banco Intesa, que ofereceu a oportunidade de investimento", comentou.

Colaninno ainda acrescentou que a aliança de empresários italianos que adquiriu a Alitalia não sofreu "nenhum tipo de pressão ou influência de ninguém", explicando que "Berlusconi nunca fez pressão, nem fez promessas de qualquer natureza a qualquer um de nós".

Colannino também ressaltou que "não se trata nem de um monopólio, nem de uma estratégia de aumento dos preços, nem de tolher mercado dos concorrentes naturais, mas de criar os pressupostos para que um serviço tão complexo possa se sustentar economicamente", acrescentou.

"Não compramos a 'polpa', com alguns disseram, compramos uma coisa por seu justo preço", prosseguiu o presidente da CAI, acrescentando que o grupo está "consciente de ter responsabilidade sobre um negócio não apenas privado, mas público, do qual nos encarregamos".

Por sua vez, o administrador da CAI, Rocco Sabelli, explicou que o plano para a nova Alitalia "é de desenvolvimento sustentável" e tem o objetivo de "ampliar o negócio, transportar mais passageiros e aumentar as entradas e os investimentos".

Segundo afirmou Sabelli na entrevista coletiva, com a parceria com a Air One a empresa tem o objetivo de alcançar uma cota do mercado interno de 55% já no próximo ano. Atualmente, essa participação é de 30%.

"Não faremos um aumento de preço, nem mesmo nas rotas que controlamos 100%, nem reduziremos a oferta", acrescentou.

Ao mesmo tempo, o administrador afirmou que "não se pode fazer uma empresa tão grande quanto se queira, mas se deve fazer uma companhia aérea tão grande quanto seja necessário".
"É melhor menos aviões cheios do que muitos aviões vazios", acrescentou. "Parece uma obviedade, mas em vista do que aconteceu nos últimos anos, não deve ter sido".

A compra foi concluída após meses de negociação entre governo, empresas estrangeiras e possíveis sócios italianos interessados em resgatar a companhia aérea que, em função de sua situação econômica, esteve à beira da falência.

Foto: Il Mattino

Nenhum comentário: