O empresário italiano Stefano Italiano, presidente da Cooperativa Agroverde de Gela, na Sicília, que em 2005 denunciou a extorsão praticada pela máfia na região, é investigado agora por lavagem de dinheiro agravada sob suspeita de ter favorecido a máfia siciliana Cosa Nostra. Segundo os investigadores, o homem, que vive sob proteção policial há mais de um ano, teria omitido "conluios anteriores com os bandos mafiosos", limitando-se a denunciar "os episódios extorsivos". Os juízes para investigações preliminares (Gip) do Tribunal de Caltanissetta pediram o seqüestro dos bens da Cooperativa Agroverde de Gela. A investigação tem como finalidade conhecer os mecanismos financeiros por trás da Cooperativa. Segundo a acusação, Italiano reciclava dinheiro da máfia utilizando o mecanismo do aumento de capital, cuja origem era real era omitida. "Na realidade, [essas operações econômicas] são fruto de reinvestimentos de capital de proveniência ilícita", explicam os investigadores. A Cooperativa Agroverde, que fatura 20 milhões de euros por ano, tinha se tornado há algum tempo um símbolo da luta contra a extorsão mafiosa na Itália, depois que Stefano Italiano e o prefeito de Gela, Saro Crocetta, iniciaram uma campanha para que os comerciantes da cooperativa denunciassem as tentativas de extorsão dos mafiosos. Mais de 70 comerciantes ligados à Cooperativa já denunciaram casos de extorsão desde o início da campanha.Ansa













Um comentário:
mto legal este blog, agora lerei ele sempre...´parabens a quem posta nele !
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