Os 35 eurodeputados romenos estão ultrajados com o estigma de que os seus conterrâneos são alvo em Itália. Por isso, todos, de esquerda como de direita, apoiam a carta aberta que Corina Cretu e Daciana Surbu escreveram a Silvio Berlusconi. Na carta, pedem ao chefe do governo italiano que respeite os direitos dos romenos que vivem em Itália, onde uma onda de racismo está a ganhar forma.
Depois da vaga de violações, uma das quais terá sido cometida por imigrantes vindos da Roménia, a palavra “romeno” tornou-se sinónimo de “criminoso” em Itália, alertam as subscritoras da carta.
O governo italiano quer expulsar os romenos do país, se forem condenados, como explica o eurodeputado conservador italiano, Vito Bonsignore: “Estamos dispostos a levar os delinquentes romenos a tribunal. Mas depois de condená-los, a Roménia deve aceitá-los de volta e fazê-los cumprir a pena nas suas prisões. Este seria um gesto concreto de boa vontade da parte do governo romeno, que deve colaborar com as nossas autoridades, para resolver os problemas.”
Este é um exemplo concreto da violação dos direitos dos romenos em Itália, afirma Marian-Jean Marinescu, eurodeputado romeno: “Tanto a Roménia como a Itália devem respeitar as leis europeias. Alguém que cometa um acto criminoso no território de outro Estado membro deve ser julgado e punido nesse mesmo território.”
A carta insiste: o importante “é punir os crimes, não a nacionalidade.”
Euronews














Nenhum comentário:
Postar um comentário