quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Governo quer ajudar empresas que investem na América Latina

O Ministério das Relações Exteriores da Itália recebeu nesta quarta-feira representantes de empresas do país que investem na América Latina e que estão interessadas em ampliar sua presença na região. Participaram do encontro diretores de grupos como a energética Enel, Fiat e Telecom, além de representantes de bancos e embaixadores de diversos países latino-americanos na Itália. O subsecretário das Relações Exteriores do país, Vincenzo Scotti, explicou que o interesse dos italianos pela América Latina se deve principalmente ao fato de a região "sofrer menos com a crise mundial e ter taxas de crescimento interessantes". De acordo com o funcionário, "a América Latina representa uma fundamental prioridade da política externa e de cooperação econômica, científica e cultural" da Itália. Para isso, revelou, o governo do país está organizando a 4ª Conferência Itália-América Latina, que acontecerá em outubro, em Milão, e contará com a participação de chefes de Estado e, sobretudo, de ministros da Economia e dos Transportes latino-americanos. O evento terá como objetivo discutir o desenvolvimento da infraestrutura, por meio de seminários que discutirão os sistemas bancários, as instalações portuárias e a logística oferecida pela região, entre outros temas. Desta forma, a chancelaria italiana espera ajudar as empresas de seu país a se consolidarem na América Latina, inclusive na solução de problemas com autoridades locais. O presidente da Enel para a América Latina, Valerio Cecchi, revelou que o grupo italiano está muito interessado no desenvolvimento de energias renováveis, já que segundo ele a região "dispõe de uma grande quantidade de recursos e taxas de crescimento superiores às europeias". Para a Associação de Construtores Italianos (Ance), a América Latina é o maior mercado das empresas italianas no exterior, onde há grandes projetos em andamento. A instituição, contudo, alertou para a presença ainda incipiente dos bancos italianos na região. Em resposta, o diretor central da Associação Bancária Italiana (ABI), Domenico Santececca, negou que as instituições financeiras estejam "ausentes" na América Latina, e ressaltou que não falta assistência às empresas italianas.

Ansa

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