La Repubblica
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Roma, 22 jul (EFE).- A Itália pode perder cerca de meio milhão de postos de trabalho este ano por causa da crise econômica, advertiu hoje o Conselho Nacional da Economia e do Trabalho (CNEL), que afirmou que, no final de 2009, é possível que o desemprego fique ligeiramente abaixo de 9%.
Segundo o CNEL, que hoje publicou seu relatório anual sobre o mercado de trabalho, a instabilidade dos primeiros meses do ano poderia levar à eliminação de entre 350 mil e 540 mil postos de trabalho. Além disso, informou que o desemprego pode aumentar entre 270 mil e 460 mil pessoas, o que significaria uma porcentagem da população que oscilaria entre 7,9%, no melhor dos casos, e 8,6%, no pior. O desemprego teria uma maior incidência sobre as mulheres, e alcançaria um nível de 10%, frente aos 8,5% registrados em 2008.No caso dos homens, o desemprego aumentaria de 5,5% do ano passado para 7,1%.
No relatório, o CNEL explicou que as previsões para os próximos meses são "incertas", mas ressaltou que o desemprego continuará aumentando e que se seguirá recorrendo ao sistema de amortizadores sociais.Na entrevista coletiva de apresentação do relatório, o presidente do CNEL, Antonio Marzano, disse que a Itália tem que enfrentar "sérios problemas de competitividade e de coesão social, que devem encontrar uma solução no diálogo entre as instituições e os agentes sociais".
"Não há crescimento sem competitividade, mas também não há sem coesão social", concluiu.














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