segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Berlusconi volta a criticar a mídia


O premier italiano, Silvio Berlusconi, voltou a criticar alguns meios de comunicação do país que, em sua visão, lançam "insultos contra ele", e também se referiu mais uma vez à revogação do Laudo Alfano, lei que lhe dava imunidade penal. Em um ato de seu partido, o Povo da Liberdade (PDL), realizado em Benevento, no sul do país, o premier declarou que não pode "considerar normal que todos lancem impropérios, insultos e infâmias" contra uma autoridade "eleita diretamente pelos italianos". "Temos o consenso de 68% dos italianos", disse ele. "Dou a vocês a mais ampla garantia de que levaremos até o fim este mandato que nos foi confiado."

Desta forma, o chefe de Governo respondeu a adversários políticos que, após a revogação do Laudo Alfano, chegaram a sugerir que ele renunciasse.

Berlusconi também voltou a criticar a decisão da Corte Constitucional de derrubar a lei, que garantia imunidade a ele, ao presidente da República, Giorgio Napolitano, e aos titulares do Senado, Renato Schifani, e da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini. O Laudo Alfano havia sido aprovado há mais de um ano pelo Legislativo, mas foi revogado pela máxima instância do Judiciário porque os magistrados consideraram que ele contraria o princípio de igualdade entre os cidadãos, assegurado pela Constituição italiana. Para o primeiro-ministro, porém, a Corte Constitucional agiu de maneira "completamente desleal com respeito à instituição parlamentar".

Com a queda da imunidade, Berlusconi terá de responder a processos contra ele que já haviam sido arquivados. Alguns de seus colaboradores afirmam que, para que possa se defender ante a Justiça, o premier terá de dedicar menos tempo ao governo. Um levantamento do instituto IPR Marketing feito no dia 8 de outubro indicou que 59% dos consultados concordam com a revogação do Laudo Alfano. Para 61%, Berlusconi agiu de maneira excessiva à queda de sua imunidade. No entanto, apenas 25% disseram apoiar o encurtamento do mandato do primeiro-ministro, com a convocação de eleições antecipadas. Berlusconi deve permanecer no poder até 2013.


Da Ansa

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