Benghazi, Líbia, 7 de maio - (Reuters) - Rebeldes que estão lutando para derrubar o líder líbio Muammar Gaddafi disseram no sábado que fizeram um acordo com a Itália para o fornecimento de armas, mas a antiga metrópole contestou a declaração.
Abdel-Hafiz Ghog, porta-voz do Conselho Nacional de Transição disse em uma entrevista coletiva em Benghazi que as armas seriam fornecidas aos rebeldes em breve.
Instado a confirmar a declaração de que a Itália havia concordado em fornecer armas aos rebeldes, Ghoga disse: 'Sim, os oficiais militares confirmaram que eles têm um acordo com os italianos.'
'Eles vão nos fornecer armas. Eles já estiveram lá (em Roma) duas vezes e vamos recebê-las muito em breve.'
Ele se recusou a especificar que tipos de armas seriam fornecidos para os rebeldes, mas disse que seriam 'as armas necessárias para a libertação.'
Em Roma, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que nenhum acordo desse tipo havia sido feito. 'Não houve nenhum acordo de fornecimento de armas para eles.' o porta-voz disse à Reuters.
Ele disse que Roma poderia oferecer aos rebeldes apenas 'equipamentos de defesa pessoal' como fora combinado com o chamado 'grupo de contato' líbio durante uma reunião em Doha, no mês passado.
A Itália tem dado seu total apoio aos rebeldes líbios, reconhecendo formalmente o conselho de transição como os únicos representantes legítimos do país, mas é pouco provável que ele vá mais longe do que outros países da coligação anti-Gaddafi.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi tinha relações próximas com o líder líbio, antes do início das hostilidades e já enfrenta oposição interna do seu principal parceiro de coalizão, a Liga do Norte.
Os rebeldes dizem há muito tempo que precisam de armamentos mais pesados para ganhar das tropas líbias mais bem treinadas e armadas.














Nenhum comentário:
Postar um comentário