quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Battsti: Itália afirma que prazo para Haia vence em 15 de setembro

Roma - O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, informou hoje que se encerra no próximo dia 15 de setembro o prazo para a formação da Comissão de Conciliação sobre o caso do ex-terrorista Cesare Battisti.    "Ontem à tarde, demos um passo adiante em Roma com o embaixador do Brasil, e em Brasília, com o nosso embaixador, e dissemos com grande clareza que no dia 15 de setembro vence o termo para constituir a Comissão de Conciliação", atestou.  Frattini explicou que, "se o Brasil não nomear o representante de sua competência" na Comissão de Conciliação, o caso será levado, de todo modo, pela Itália, à Corte Internacional de Haia, na Holanda.

O chanceler também afirmou que "pediu ao ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, para se reunirem em Nova York nos dias 22 e 23 de setembro". 
"Ao meu retorno de Nova York, este passo [de levar o caso ao Tribunal de Haia] já terá se realizado", afirmou o chanceler italiano, que voltou a falar do caso Battisti após novas declarações do ex-militante.
A Itália anunciou que levaria o caso de Battisti à Corte de Haia após o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro validar a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter o italiano no país.


Brasil deve sentir 'algum embaraço' por Battisti, diz chanceler italiano

O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmou hoje que o Brasil deve sentir "embaraço" pelo ex-terrorista Cesare Battisti.

"O aspecto pessoal desta figura de terrorista não arrependido que ofende a memória das vítimas é uma vergonha para o Brasil, que deve sentir algum embaraço", afirmou Frattini, após novas declarações do ex-militante.

"Fomos inundados de e-mails de cidadãos brasileiros de origem italiana, e a imprensa no Brasil se rebelou por este enésimo ato imprudente de uma pessoa que, além de ter, indevidamente, gozado de uma vantagem, pensou dar declarações para piorar as coisas", acrescentou o ministro.

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