quarta-feira, 3 de março de 2010

Corte Européia acata recurso da Itália contra proibições de crucifixos nas escolas

A Corte Europeia de Direitos Humanos acatou o recurso apresentado pela Itália contra a sentença que proíbe a exposição de crucifixos em escolas do país, emitida em 3 de novembro do ano passado.


Deslizamento de terra força retirada de 120 pessoas em Messina, na ilha da Sicilia, na Itália

Cerca de 120 pessoas que vivem na província italiana de Messina, na ilha da Sicília, foram retiradasde uma área de aproximadamente 50 hectares devido a um novo deslizamento de terra.

Segundo especialistas, quando as mais de 100 pessoas foram retiradas, a terra na região se deslocava a 7 km/h.
O deslizamento, que em meados de fevereiro forçou a retirada de cerca de 1.500 pessoas da localidade siciliana de San Fratello, agora atinge o município de Caronia, no litoral norte da ilha, informou a edição eletrônica do jornal "Corriere della Sera".
 
 

terça-feira, 2 de março de 2010

Itália lança novos uniformes para a Copa do Mundo na África do Sul

A seleção italiana lançou nesta segunda, em Florença, o uniforme para a disputa da Copa da África. A estreia da nova camisa ocorrerá no amistoso com Camarões, nesta quarta, em Mônaco.

A fornecedora de material esportivo manteve o tradicional tom de azul da equipe, atual campeã do mundo.


Greve: um dia sem o trabalho dos imigrantes

Milão, Ansa - Manifestações em Milão, Nápoles e em várias cidades italianas pelo primeiro dia de greve dos trabalhadores imigrantes ontem . A iniciativa, cujo objetivo é dar "visibilidade" aos imigrantes e lutar contra o racismo, partiu da França. Sua cor símbolo: o amarelo. Em Nápoles, mais de 20 mil trabalhadores foram às ruas. Iniciativas de solidariedade ocorreram em 60 praças públicas de toda a Itália.

"Chega de racismo, somos os novos cidadãos, nós pagamos as pensões dos italianos", foram algumas das palavras de ordem dos trabalhadores imigrantes durante as passeatas deste 1º de março em Milão.

Emanuel, 34 anos, da República dos Camarões, trabalha na recepção de um grande hotel. "Estou em Milão há seis anos e no metrô ainda sou olhado com desprezo", relata. Hoje (1º) ele decidiu faltar ao trabalho: "São muitos os motivos desta escolha. O principal deles é que não somos considerados como cidadãos", explicou.

Eder Herrera tem 22 anos e é um estudante peruano da Universidade Estatal. "Me juntei aos meus pais, que trabalham aqui. Nunca vou esquecer o dia em que fui parado pelos controladores da ATM (empresa de transporte de Milão). Tinha esquecido minha carteira com o tíquete e fui tratado como um criminoso".

"Eu tinha que renovar o visto de residência, mas me senti jogado no limbo", explicou Roberto, equatoriano, que trabalha como motorista. Casei-me aqui, trabalho aqui, tenho um filho que nasceu aqui. Precisei de tratamento médico, mas com o visto vencido no máximo você tem acesso a um pronto socorro.É por isso que hoje aderi à greve".

Do protesto também participaram representantes sindicais da empresa Maflo e uma delegação das RSU (União das Representações Sindicais) do hospital milanês de San Raffaele.

Os organizadores estimaram em cerca de 20 mil manifestantes no protesto anti-racista em Nápoles, como parte dos eventos do Dia de Ação "24 horas sem a nossa presença" (Ventiquattro ore senza di noi), promovido para defender os direitos dos não-europeus.

A manifestação foi pacífica e não houve incidentes.

O cortejo saiu da Praça Garibaldi e seguiu para a Praça do Povo, onde ao longo da tarde se apresentaram músicos e atores. Todas as comunidades estrangeiras presentes no território da Campania estiveram lá: de Burkina Faso a Gana, da Nigéria ao Marrocos, de Bangladesh ao Senegal.

"Os trabalhadores extra-comunitários - destaca o responsável pelos imigrantes da CGIL Campania, Jamal Qaddorah - responderam massivamente ao apelo das associações e do sindicato. Chegaram em Nápoles provenientes das cidades da província, de Castelvolturno e de San Nicola Varco. É um grande e lindo dia de mobilização, com a presença de muitos italianos".

Em Roma, estrangeiros deram "aulas de clandestinidade" na Praça Montecitorio, diante do Parlamento, onde alunos universitários se sentaram no chão e em silêncio ouviram "os professores" dos imigrantes, que intervieram para falar de sua condição na Itália e descrever suas experiências, protestando contra "o racismo institucional".

A iniciativa se realizou por ocasião da greve nacional dos estrangeiros que vivem na Itália, para destacar a importância do papel dos imigrantes no mundo do trabalho e contra o racismo.

Em um pequeno quadro-negro expuseram por escrito críticas ao pacote de segurança do governo que "os criminaliza" e ao teto de 30% para a inscrição de alunos estrangeiros nas escolas, considerado "discriminatório".

Entre os cerca de 150 manifestantes, predominou o amarelo, a cor de referência do dia de mobilizações.

"Não somos criminosos, na Itália estudamos e trabalhamos", disseram os estrangeiros aos microfones, que se alternaram aos discursos dos italianos e em outros idiomas.

Os oradores foram alguns migrantes de segunda geração, trabalhadores, estudantes estrangeiros, africanos de Rosarno e solicitantes afegãos de asilo.

Entre os presentes também alguns professores e a diretora da escola primária Iqbal Masih, Simonetta Salacone.

Estiveram expostos por todos os cantos cartazes, faixas e as imagens de San Papier, a padroeiro dos imigrantes.

"Não acreditamos que baste um pedaço de papel para ser cidadãos e para reivindicar direitos. O caminho a percorrer é outro e o 1º de março é só uma etapa", disseram os manifestantes.

"Nós compartilhamos a cultura para mudar as leis sobre a cidadania", disse em seu discurso a escritora ítalo-somali Igiaba Sciego.

Imigrantes são determinantes na produção alimentar

Roma, Ansa - A Coldiretti, a associação dos agricultores italianos, afirmou hoje, em virtude da primeira greve dos imigrantes, que a contribuição dos estrangeiros na produção dos alimentos italianos é "determinante".     Sem a contribuição dos imigrantes "não seria possível a produção de muitas excelências do Made in Italy alimentar [produtos alimentares típicos italianos]", desde a colheita das maçãs do Vale de Non na região do Trentino Alto-Adige, até a ordenha das vacas de leite para a produção do (queijo) Parmigiano Reggiano, afirmou a associação.

Segundo a Coldiretti, de cada dez trabalhadores nos campos italianos, mais de um é imigrante extra-comunitário (que não integra a União Européia), com cerca de 30 mil empresas agrícolas italianas que contratam estes trabalhadores.

Na Itália, trabalham regularmente mais de 90 mil imigrantes extra-comunitários, dos quais cerca de 15 mil com contratos temporários, "que contribuem de forma estrutural e determinante na economia agrícola do país", segundo o XIX Relatório Caritas/Migrantes sobre a imigração na qual a Coldiretti contribuiu.

Os imigrantes que mais aparecem na área agrícola na Itália são os albaneses (17,2%), os marroquinos (12,6%) e os indianos (13,8%), que encontram vagas principalmente nas criações de vacas no norte do país pela habilidade e o cuidado que têm com estes animais, informou a Coldiretti.

Para o diretor da Confederação Nacional do Artesanato e da Pequena e Média Empresa italiana (CNA), Lorenzo Tagliavanti, "hoje, 1 de março acontece a primeira greve nacional dos imigrantes e deveria ser feita uma reflexão sobre o tema economia e imigração já que 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) está direta ou indiretamente ligado à imigração".

"Em particular, gostaria de destacar o grande peso das empresas estrangeiras, em Roma são mais de 19 mil e na região do Lazio são 24 mil, elas também contribuem para o nosso PIB. Portanto, deveria existir uma leitura mais equilibrada do fenômeno imigração", disse Tagliavanti.

Na Itália foi realizada hoje a primeira greve nacional dos imigrantes, onde em várias cidades, estrangeiros e italianos foram às ruas para defender a importância que estes trabalhadores têm na economia do país.

Cônsul-geral da Itália do Rio: mais rapidez na liberação dos processos de cidadania

Em reunião com o prefeito de Vitória, João Coser, o cônsul italiano no Rio diz que, no último ano, 3 mil processos de cidadania foram liberados.Foto: Marcos Salles

 O prefeito de Vitória, capital do Espírito Santo, João Coser, recebeu, em seu gabinete, o cônsul geral da Itália no Rio de Janeiro, Umberto Malnati. O objetivo da visita foi trazer aos capixabas uma boa notícia. Os processos de cidadania italiana estão sendo liberados com mais rapidez.

Segundo o cônsul geral da Itália no Rio de Janeiro, no último ano, aproximadamente 3 mil processos foram liberados, sendo que desses, 600 são pedidos de trentinos. O consulado italiano no Rio de Janeiro atende ainda os estados do Espírito Santo e da Bahia.   O cônsul lembrou que o Estado do Espírito Santo se destaca no cenário nacional por possuir uma densidade italiana muito alta. "Estamos acompanhando melhor os pedidos dos capixabas.

Nosso trabalho tem sido realizado no sentido de dinamizar o andamento desses processos", destacou.

Relação internacional
O prefeito agradeceu a atenção dispensada pelo consulado aos capixabas. "Fico satisfeito em ver esse empenho para acelerar os procedimentos". O prefeito destacou ainda que os pedidos de cidadania atendidos fortacelem a relação ítalo-brasileira, que tem repercussões comerciais, turísticas e possibilita a troca de experiências.

Também estiveram presentes o vice-cônsul da Itália no Espírito Santo, Franco Gaggiato, o professor José Renato Margon e o consultor da província autônoma de Trento, Jose Eraldo Stenico.

Redação revista eletrônica Oriundi
http://www.oriundi.net/

segunda-feira, 1 de março de 2010

Festas italianas: o Festival do chocolate de San Benedetto del Tronto


O Festival do Chocolate de San Benedetto del Tronto (Província de Ascoli Piceno) chega a sua quarta edição. Este Festival de chocolate se caracteriza pelos seus eventos que permitem a apreciação do chocolate em todas as suas facetas e não apenas do ponto de vista alimentar.

O evento acontece dias 27 e 28 de março e é um verdadeiro e próprio momento de agregação coletiva, através de espetáculos, mostras de produtos, degustações, laboratórios de degustação e práticos, eventos literários e temáticos, convenções e concursos.

O programa é de fato muito rico e está disponível aqui (em italiano). Uma forma para conhecer de perto uma região extraordinária como as Marche.

Obscura Day: 20 de março de 2010 é a data para explorar os tesouros escondidos. Como a Pirâmide em Roma


O título do evento parece mais uma chamada para uma jornada mística de magia que para uma manifestação turística. Mas de qualquer forma o Obscura Day, marcado para o dia 20 de março de 2010, propõe um dia de expedições, explorações e descoberta de tesouros escondidos na cidade.

Atualmente o programa do Obscura Day contempla muitas cidades norte-americanas, pois foi inventado lá nos Estados Unidos. Mas se procurarmos, encontramos também algumas cidades européias. Como Bruxelas, Budapeste, Roma, Belgrado e Londres.

Vamos nos concentrar em Roma, onde está prevista a exploração da Pirâmide Cestia. O evento é às 9h45 na parada do metrô… Pirâmide, a entrada custa 35 euros e podem participar 20 pessoas no máximo.

Il Museo dell'Emigrazione

Il Museo dell'Emigrazione - Piemontesi nel Mondo - è un'opera di memoria e attualità, una creazione che mira a evocare e dare adeguato rilievo al passato dei processi migratori e a quelli piemontesi in special modo, e a condividere le dinamiche di oggi e di domani verso i piemontesi che vivono e lavorano nel mondo.

La sua istituzione è stata voluta fortemente dall'Associazione Piemontesi nel Mondo, ideata e presieduta fin dalla sua costituzione da Michele Colombino e dal Comune di Frossasco che ha destinato un suo edificio ad accogliere nelle diverse espressioni il patrimonio e il valore dei piemontesi e delle comunità piemontesi all'estero.
 
 

Annuale incontro dei piemontesi del brasile


Come consuetudine, la prima domenica   di marzo, l'Associazione Piemontese di  San Paolo del Brasile, unitamente alla     Federazione (FAPIB), si attiva affinchè la    Santa Messa, celebrata in lingua italiana, sia anche motivo di incontro della nostra    collettività. Durante la cerimonia, con la    presenza dei rappresentanti delle    Associazioni d'Arma, saranno ricordati i   morti di tutte le guerre nella figura del   Príncipe Amedeo di Savoia - Duca   d'Aosta.

Appuntamento dunque, domenica 7   marzo p.v. alle ore 11, nella chiesa   Nossa Senhora da Paz, rua do  Glicério, 225- S. Paulo.

web: http://www.museoemigrazionepiemontese.org/

Sandro Botticelli

Provável auto-retrato de Botticelli, em sua Adoração dos Magos (Uffizi , Florença)

Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, dito Sandro Botticelli (Florença, 1º de março de 1445 – 17 de maio de 1510), foi um célebre pintor italiano da Escola Florentina do Renascimento. Igualmente receptivo às aquisições do introduzidas por Masaccio na pintura do Quatrocento e às tendências do Gótico tardio, seguiu os preceitos da perspectiva central e estudou as esculturas da Antiguidade, evoluindo posteriormente para a acentuação das formas decorativas e da atenção dispensada à harmonia linear do traçado e ao vigor e pureza do colorido. Suas obras tardias revelariam ainda um expressionismo trágico, de agitação visionária, fruto certamente da pregação de Savonarola.

Protegido dos Médici, para os quais executou preciosos registros da pintura de cunho mitológico, foi bem relacionado no círculo florentino, trabalhando também para o Vaticano, produzindo afrescos para a Capela Sistina. Foi ainda destacado retratista, e seu talento excepcional de transpor para a linguagem formal as concepções de seus clientes o tornou um dos pintores mais disputados de seu tempo. Sua reputação, alvo de um curto reavivar de interesse no século XVI, logo esvaiu-se, e somente com o reaparecimento de uma crescente curiosidade pelo Renascimento, registrada no século XIX, e, em particular, pela interpretação filosófica de suas obras, é que sua arte volta a adquirir o êxito e a fama que mantém até hoje.

Nascido em Florença, na popular rione (bairro) de Ognissanti, aprendeu inicialmente ourivesaria com seu irmão e depois foi aprendiz de Fra Filippo Lippi, e com ele aprendeu a arte de Masaccio. Também estudou com Andrea del Verrocchio, entre 1467 e 1470, na mesma época em que com ele estudava Leonardo da Vinci. Em 1470, aos vinte e cinco anos, abriu seu próprio ateliê. Nesse ano, foi encarregado de pintar o quadro A Coragem, que seria colocado no Tribunal do Palácio do Mercado.

Dedicou boa parte da carreira às grandes famílias florentinas, especialmente a Família Médici, para os quais pintou retratos. Entre tais obras, destacam-se: Retrato de Giuliano de Medici e A adoração dos Magos. O último rendeu-lhe a admiração e atenção da Família Médici, que o colocou sob sua proteção e patronato. Seus contatos com a Família Médici foram sem dúvidas úteis para que obtivesse proteção e condições para que produzisse várias de suas obras-primas. Participou dos círculos intelectual e artístico da corte de Lourenço de Médici, recebendo a influência do neoplatonismo cristão lá presente, o qual pretendeu conciliar com as idéias clássicas. Por exemplo, a sua obra Minerva e o Centauro, parece representar a ideia do amor desenvolvida pelo filósofo neoplatônico Marsilio Ficino.Tal síntese expressa-se em A Primavera e O Nascimento de Vênus, ambas realizadas sob encomenda para enfeitar uma residência dos Médici e que hoje estão expostas na Galeria Uffizi, em Florença, na Itália. Até hoje não há consenso na interpretação dessas pinturas, embora creia-se que Vênus pode ser vista como símbolo do amor tanto cristão como pagão.

Para A Primavera foi provavelmente buscar inspiração às odes de Poliziano, aos Faustos de Ovídio e á poesia filosófica De rerum natura de Lucrécio.Nesta linha pagã, destacam-se também a série de quatro quadros Nastagio Degli Onesti, produzidos em 1483, nos quais o artista recria uma das histórias do Decameron, de Boccaccio. Também pintou diversos quadros de temática religiosa, como A Virgem Escrevendo O Magnificat (1485); A Virgem de Granada (1487) e A Coroação da Virgem (1490), todas expostas na Galeria Uffizi, e Virgem com o Menino e Dois Santos (1485), exposta no Staatliche Museen, em Berlim. Em 1472 ingressou na Companhia de São Lucas, uma fraternidade dedicada à caridade gerida por artistas. No ano seguinte, Botticelli foi chamado a Pisa, para pintar um fresco na catedral da cidade (essa obra foi perdida pelo desgaste do tempo).

445 anos de fundação da Cidade do Rio de Janeiro

No dia 1º de março de 1565, Estácio de Sá lançou os fundamentos da cidade que fora incumbido de criar na baía de Guanabara - o Rio de Janeiro. A missão de fundar a cidade estava relacionada à luta entre portugueses e franceses pelo domínio daquela região.

Em meados do século 16, os portugueses ainda não tinham conseguido se espalhar por todo o litoral brasileiro. Seus domínios restringiam-se principalmente ao Nordeste, onde ficava a sede do Governo-geral (na cidade de Salvador) e à vila de São Vicente, no litoral paulista. Aproveitando-se dessa situação, um grupo de franceses, sob o comando de Nicolas Durand de Villegaignon, se estabeleceu em duas ilhas da baía da Guanabara (atuais Villegaignon e ilha do Governador) e na região da atual praia do Flamengo, com a intenção de criar uma colônia, a França Antártica.

Os portugueses conseguiram expulsá-los, mas perceberam que, se não se estabelecessem no local, os franceses voltariam. Por isso, o Governador-geral do Brasil, Mem de Sá, colocou seu sobrinho Estácio de Sá em ação. A expedição de Estácio desembarcou na estreita faixa de terra situada entre o Pão de Açúcar e o Morro Cara de Cão, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Lá se construíram trincheiras para a defesa, as primeiras casas e as paredes da primeira igreja, consagrada ao santo padroeiro da cidade.

A cidade recebeu o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao rei de Portugal na época: dom Sebastião. E por que Rio de Janeiro? O nome tem origem em um engano dos portugueses: quando chegaram pela primeira vez à entrada da baía de Guanabara, em janeiro de 1502, pensaram que se tratava da foz de um rio.

Dois anos depois, Mem de Sá iria transferir a sede da cidade para o Morro do Castelo, mas ali permaneceram muitos dos primeiros moradores, cuidando de suas roças espalhadas pela região que é hoje o bairro de Botafogo. E não se pode deixar de mencionar que, durante os dois anos em que Estácio de Sá permaneceu ali, os combates contra os franceses e os índios seus aliados prosseguiram. Lutando contra eles, na região do atual Outeiro da Glória, Estácio de Sá foi atingido no rosto por uma flecha, e morreu em conseqüência do ferimento. A derrota imposta aos franceses, porém, foi definitiva.

O Rio de Janeiro era agora dos portugueses, que logo transformariam a cidade em sede de governo da Colônia. O Rio, aliás, manteve-se nessa condição também durante o Império e boa parte da República. Só na década de 1960, sob o governo do presidente Juscelino Kubitscheck, a capital do Brasil foi transferida para Brasília. Nem por isso a Cidade Maravilhosa deixou de ser um símbolo brasileiro, principalmente no plano internacional.