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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

A imigração italiana


Imigração Italiana

por Leila Ossola
“Per questo fummo creati:
Per ricordare ed essere ricordati.”
(Poema di Natale – Vinicius de Moraes)
Muitas publicações tratam sobre a grande imigração ocorrida a partir de 1875 para as Américas.  Que fatores levaram o povo italiano a isto? O artigo visa mostrar alguns pontos decisivos para essa imigração em massa e é parte de uma pesquisa de 30 anos por parte da autora que busca seus ancestrais italianos.
A unificação italiana foi um dos principais fatores para esta grande leva de italianos que aportaram neste continente. Em 476 d.C., o Império Romano foi dissolvido fazendo com que a Itália ficasse dividida em várias unidades políticas (regiões) independentes entre si. Em 1815, após o Congresso de Viena, estas regiões passaram a ser dominadas por austríacos, franceses e pela própria  Igreja Católica. Os reinos e ducados das regiões da Lombardia-Veneza, Toscana, Parma, Modena e Romagna estavam sob o domínio austríaco. O Reino das Duas Sicílias pertencia à dinastia francesa dos Bourbon. O Reino do Piemonte-Sardenha era autônomo, governado por um monarca liberal e os Estados da Igreja pertenciam ao Papa.
No início do século XIX, devido ao desenvolvimento industrial, o norte da Itália passou por transformações sociais e econômicas, fazendo com que várias cidades italianas do norte crescessem e o comércio se intensificasse.
Em 1848, ocorreu a primeira tentativa de unificação, com a declaração de guerra à Áustria pelo Rei Carlos Alberto, do Reino do Piemonte-Sardenha. Vencido, o rei deixou o trono para seu filho Vítor Emanuel II, em cujo governo o movimento a favor da unificação da Itália foi liderado pelo seu primeiro-ministro, o Conde de Cavour. Apoiado pela França, em 1859, Cavour deu início à guerra contra a dominação austríaca. Conseguiu anexar ao reino sardo-piemontês as regiões de Lombardia, Parma, Modena e Romagna.
Outros grupos também lutavam pela unificação, com a intenção de transformar o país em uma República. Mazzini e Garibaldi foram os líderes mais conhecidos desta corrente. Em 1860, Guiuseppe Garibaldi alia-se a Cavour e, liderando um exército de mil voluntários, conhecidos como camisas vermelhas, ocupou o reino das Duas Sicílias, afastando do poder o representante da dinastia dos Bourbon, Francisco II. Em março de 1861, dominando quase todo o território italiano, Vítor Emanuel II foi proclamado Rei da Itália.
É importante deixar claro que a Unificação Italiana ocorreu apenas alguns anos antes da grande emigração para as Américas, especialmente para o Brasil, e não foi de modo algum um movimento único. A Unificação acontece em 1861, mas Veneza só foi anexada em 1866, Roma em 1870. A região de Trento só foi incorporada à Itália Unificada após a 1ª Guerra Mundial em 1919 e a questão dos Estados Pontifícios só foi  resolvida em 1929 com a assinatura do Tratado de Latrão, no governo fascista. Por isso, a capital do Reino da Itália de 1861 até 1866 foi Turim, depois Florença (1866 até 1870) e, só então, Roma.
Ainda na década de 60 do século XIX, antes de concluída a unificação, a supressão das alfândegas regionais, a oferta de produtos industriais a preços reduzidos e o desenvolvimento das comunicações haviam destruído a produção artesanal, atingindo os pequenos agricultores, que complementavam as suas rendas com o artesanato familiar ou o trabalho em indústrias artesanais existentes no campo.  A unificação alfandegária impôs a toda a Itália o sistema alfandegário da Sardenha, que tinha as taxas mais baixas, e fez com que as economias regionais, que eram mais ou menos fechadas e até então conseguiam manter certo equilíbrio, sofressem um violento baque. A disparidade econômica do Norte, que se industrializou mais cedo, e do sul, predominantemente agrícola, agravou o quadro econômico do país.
O governo italiano passou a tomar medidas impopulares, pois estava preocupado em obter recursos para a realização de obras públicas – devido a isto, criou o imposto sobre a farinha, que atingia duramente a classe mais pobre.
Contudo, a unificação política e aduaneira impulsionou a industrialização, intensificada no período de 1880-1890. O Estado reservou a produção de ferro e aço para a indústria nacional, favorecendo a criação da siderurgia moderna que se concentrava ao norte e era protegida pelo Estado. Mas sua produção não era suficiente,  o que passou a exigir  importações. A indústria mecânica cresceu mais depressa, especialmente as de construção naval e ferroviária, máquinas têxteis e principalmente motores e turbinas. A partir de 1905, a indústria automobilística de Turim conseguiu excelentes resultados.
O problema mais grave estava na total concentração do processo de crescimento no norte, enquanto o sul permanecia agrário. Esta situação econômica fez com que houvesse uma crise na Itália durante o período final do século XIX. O norte foi a primeira área a ser atingida, pois ali começou a se desenvolver a industrialização, deixando os agricultores que complementavam sua renda com o trabalho artesanal sem emprego e sem ter mercado para seus produtos. Por isto, o norte da Itália forneceria as primeiras grandes levas de emigrantes, e o sul só viveria o processo de emigração mais tarde, principalmente a partir do início do século.
Também a aplicação de formas administrativas do Reino de Savóia provocou com o tempo o agravamento das diferenças já existentes entre as regiões da Itália, criando as condições para um grande movimento migratório de classes rurais para os países das duas Américas entre o fim do século XIX e o início do século XX, quando muitos milhões de italianos emigraram. A emigração era a única saída em face ao desemprego e a miséria; além disto, as colônias agrícolas existentes no Brasil eram o grande atrativo para os italianos famintos, sem emprego, sem lar… a igreja, incentivava seus fiéis a conhecerem a nova terra, o paraíso.
Em 1902, por meio do decreto Prinetti, que refletia o debate provocado pela migração, foi proibido pelo Comissariado Geral da Emigração na Itália a emigração subvencionada para o Brasil.
Uma  leva de imigrantes italianos aportou nos Estados Unidos, Argentina, Uruguai e especialmente no Brasil, cujo destino seriam as fazendas de plantação de café no interior de São Paulo; o recebimento de lotes de terra e fundação de colônias no Sul; construção de ferrovias e colônias agrícolas em outros estados, sem contar que entre tais imigrantes (a maioria sem instrução),  artistas, engenheiros, arquitetos  vieram aportar aqui.
A imigração italiana é um capítulo da história rico em experiências sofridas, ao mesmo tempo escasso em informações legadas aos descendentes: os navios que chegavam aos principais portos (Vitória, Rio de Janeiro, Santos e Rio Grande) não forneciam em suas listagens as cidades de origem. Para os italianos, não importava muito deixar isto registrado, como um legado para gerações futuras… Eles estavam começando a construir um novo Brasil,  no processo de substituição do trabalho escravo dos negros pelo trabalho livre do europeu. .
Com a lei de terras de 1850, cessou a distribuição gratuita de lotes  para os imigrantes, despertando interesse da iniciativa privada. Isso fez com que, ao lado das colônias imperiais e provinciais, surgissem colônias particulares,  como as  de Conde d’Eu e Dona Isabel, na região onde atualmente estão localizados os municípios de Garibaldi e Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul. Estas colônias foram criadas em 1870, antes que se iniciasse o processo de imigração italiana no estado e com o objetivo de que quarenta mil colonos italianos fossem contratados num prazo de dez anos para ali se estabelecerem e aumentarem a produção agrícola da região. Dificuldades como uma prevenção generalizada contra o Brasil por parte da Europa, onde o Brasil era visto como um país onde imigrantes sofriam provações, bem como o custo do transporte dos imigrantes até as colônias, fizeram com que apenas um número menor de colonos italianos fossem realmente assentados .
Foi a partir de 1875, sob a administração da União, que chegaram as primeiras levas de italianos para Conde D’Eu e Dona Isabel. Essas primeiras levas vieram das regiões do Piemonte e Lombardia, e depois do Vêneto. Desta maneira,  assim, quando começou a emigração do Sul da Itália, em 1901, as terras disponíveis já estavam quase que totalmente ocupadas e, por isso, no Rio Grande predominaram os italianos vindos do norte.
No Rio de Janeiro, era na Ilha das Flores que atracava a maioria dos grandes navios com imigrantes italianos, para que cumprissem a quarentena. A soberana Maria Teresa Cristina de Bourbon, natural de Nápoles, esposa do Imperador D.Pedro II, estimulou a vinda de imigrantes lligados ao comércio e as artes.

sábado, 30 de julho de 2016

Emigrazione italiana in Brasile_ Francine Arioza – ROMA

Emigrazione italiana in Brasile
Tra il 1870 e il 1920 gli italiani rappresentavano il 42% di tutti gli emigrati che entrarono in Brasile. La maggior parte proveniva dalla Regione Veneto (Treviso, Verona, Venezia, Padova, Vicenza, Rovigo, Belluno), dopo Campania (Napoli, Caserta ) Calabria (Cosenza, Catanzaro ) e Lombardia (Milano, Mantova, Cremona, Bergamo ).
Le ragioni principali che hanno portato gli italiani in Brasile sono state:
Crisi economica in Italia soprattutto nel nord Italia a causa del periodo della rivoluzione industriale in Europa;
-La necessità per i lavoratori di manodopera qualificata per sostituire il lavoro degli schiavi;
-Necessità del governo brasiliano di schiarire la popolazione nazionale dal momento che la maggior parte era di razza nera;
-La necessità del governo brasiliano di colonizzare terre soprattutto nel sud.
Gli italiani hanno influenzato fortemente le abitudini alimentari nelle regioni in cui si stabilirono e hanno dato un contributo importante per l’ industrializzazione del Rio Grande do Sul e São Paulo. Le famiglie italiane più ricche di São Paulo erano la Matarazzo e la Crespi formando il gruppo dei cosiddetti “conti italiani”.
Curiosità:
– “PORCOS”: così si chiamano i tifosi della squadra Palmeiras. L’origine del termine dispregiativo può essere correlato alla polenta, sconosciuta dai brasiliani e per gli agricoltori ricchi “solo cibo per i porci”. Per quanto riguarda gli italiani il riso e fagioli erano cibi per i porci.
– Per via della seconda guerra mondiale alcuni  italiani  non uscivano da casa perché erano insultati con  frequenza.
-In Caxias do Sul (RS) quasi tutti parlano il dialetto veneto.
– São Paulo è la città “più italiana” al mondo con più di cinque milioni di discendenti
All’inizio del secolo circolavano a São Paulo  quattro giornali in lingua italiana.
-Attualmente a Rio Grande do Sul vivono 3,2 milioni di italiani e discendenti che rappresentano circa il 30% della popolazione dello stato.
–  A Santa Catarina troviamo tre milioni di italiani e discendenti che rappresentano circa la metà della popolazione dello stato.
–  A  Paranà gli italiani e i loro discendenti rappresentano circa il 40% della popolazione dello stato.
– Si ritiene che ci fu un tempo in cui la lingua più parlata era l’italiano.
– Si stima che  HYPERLINK “javascript:mails_addtocal(1,”oggi”);”oggi  São Paulo ha la terza più grande colonia italiana dopo New York e Buenos Aires.
Chiesa del vinho ( igreja do vinho)
In Serra Gaucha  tra le città di Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul si trova la Vale dos Vinhedos conosciuta così per le valli che compongono il suo paesaggio naturale. Questa piccola area è stata colonizzata a metà del 1875 da emigrati italiani provenienti per lo più dalle regioni di Trento e Veneto.
Gli emigrati italiani che si stabilirono nel Sud sono sempre stati molto religiosi. La storia racconta che ogni nuova comunità costruiva una cappella o una chiesa. Chi va per le strade principali e secondarie della città di Valle assiste ad una collezione di 20 piccole cappelle che raffigurano la religiosità ereditata dagli emigrati e che è conservata fino ad  HYPERLINK “javascript:mails_addtocal(1,”oggi”);”oggi.
Curiosa è la storia della costruzione della Cappella della Madonna della Neve (NOSSA SENHORA DAS NEVES). Intorno all’anno 1910  i coloni hanno deciso di costruire una chiesa ma sono stati sorpresi da una grave siccità che ha colpito la regione.
In assenza di acqua hanno deciso di impastare la creta con il vino per unire i mattoni. In quel momento non è stato utilizzato il cemento ma argilla impastata con il vino. La chiesa è molto bella e piccola, decorata da figure di santi.
La storia interessante della Cappella della Madonna della Neve promuove ulteriormente il turismo del vino regionale e la chiesa del  vino è il primo punto di sosta per i turisti che visitano La Vale dos Vinhedos ed è aperta tutti i giorni ai visitatori. Vale la pena di conoscerla.
http://www.brazilconnected.it/emigrazione-italiana-in-brasile_-francine-arioza-roma/

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Relembrando - VI Seminário Imigração Italiana em Minas Gerais



MINICURSO DE INICIAÇÃO À PESQUISA GENEALÓGICA
DE FAMÍLIAS ITALIANAS

INSCRIÇÕES e INFORMAÇÕES: (31) 996800109
seminarioimigracaoitalianamg@gmail.com

O objetivo do minicurso é apresentar as peculiaridades das pesquisas genealógicas relativas a famílias de origem italiana, com informações sobre fontes disponíveis e ferramentas úteis. Buscar-se-á, com isso, que o participante, ao fim, tenha condições de iniciar e desenvolver suas pesquisas genealógicas.

Ministrante: STANLEY SAVORETTI DE SOUZA.
Bacharel em Direito pela Universidade FUMEC. É sócio efetivo do Colégio Brasileiro de Genealogia; da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia – ASBRAP; e do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.



segunda-feira, 23 de maio de 2016

Museu de Garibaldi recebe exposição sobre imigração italiana na Serra

Fotografias dos primórdios da imigração italiana na região da Serra Gaúcha, entre 1885 e 1900, podem ser conferidas na exposição Recordações: Imagens e Reminiscências da Imigração Italiana no RS, no Museu Municipal de Garibaldi. Há retratos também das cidades de Bento Gonçalves, Veranópolis, Antônio Prado e Caxias do Sul.


 
São 67 fotografias de provável autoria de Fransesco Müscani e Giovanni Battista Serafini, em cópias de albumina - processo que possibilita a revelação de imagens detalhadas com um contraste tonalizado. Os registros contemplam o início colonização, das atividades do processo de ocupação da terra com a abertura de caminhos, as primeiras construções urbanas e a paisagem rural.

 

O museu funciona das 9h às 11h30min e das 13h às 17h de terça-feira a sábado. Aos domingos e feriados o horário vai das 10h às 12h e, à tarde, das 13h às 17h. A exposição segue até o dia 19 de junho.





Com informações da Prefeitura de Garibaldi
- See more at: http://www.leouve.com.br/ultimas/item/73689-museu-de-garibaldi-recebe-exposicao-sobre-imigracao-italiana-na-serra#sthash.DdO9UHmb.dpuf

terça-feira, 17 de maio de 2016

Seminário sobre imigração italiana em MG



Colaboração Stanlley Savoretti de Souza - BH - MG

sábado, 7 de maio de 2016

ARQUIVO NACIONAL – ACERVO SOBRE IMIGRANTES




quarta-feira, 4 de maio de 2016

VI Seminário Imigração Italiana em Minas Gerais




CHAMADA PARA APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES

A comissão organizadora do VI Seminário sobre Imigração Italiana em Minas Gerais abre chamada para trabalhos, acadêmicos ou não, a serem apresentados em comunicações de 10 minutos, no dia 18 de junho de 2016, no âmbito do Seminário.

As comunicações têm como objetivo divulgar de forma sintética e objetiva as pesquisas concluídas (ou ainda em andamento) sobre a Imigração Italiana em Minas Gerais.

Incentiva-se a submissão de trabalhos que enfoquem a constituição socioeconômica, cultural e política de Minas Gerais, a partir da circulação ou movimento de italianos, que foram fixando-se em diversos pontos deste imenso Estado, contribuindo para a formação de colônias agrícolas, povoados, vilas e cidades.

Os interessados em apresentar comunicação no VI Seminário deverão encaminhar proposta para a comissão organizadora do evento até a data: 20 de maio de 2016.

O endereço para encaminhamento da proposta: seminarioimigracaoitalianamg@gmail.com


Stanley Savoretti de Souza

Veja mais em 
https://www.facebook.com/VISeminarioImigracaoItalianaMG/?notif_t=fbpage_fan_invite&notif_id=1462307955992553

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Memorial do Imigrante

A Hospedaria do Imigrante foi criada para reunir e preservar a documentação, memória e objetos de imigrantes que vieram para o Brasil em busca de esperança, aventuras, fortuna ou simplesmente fugindo de uma situação difícil nas suas pátrias de origem. Instalado em um dos poucos edifícios centenários da cidade de São Paulo, o museu ocupa parte da antiga Hospedaria, um imponente complexo, construído entre 1886 e 1888 no bairro do Brás, com finalidade de receber e encaminhar ao trabalho os imigrantes trazidos por conta do governo. De 1882 a 1978, passaram por ali mais de 60 nacionalidades e etnias, todas devidamente registradas em livros e listagens. Eram atendidas cerca de 3 mil pessoas por vez e, em casos extremos, até 8 mil. Além do trabalho de divulgação destas histórias, há também a recuperação dos carros de madeira (o termo vagão é usado quando se trata de transporte de carga), da antiga São Paulo Railway. Dois deles estão restaurados, sendo um carro de bagagem, correio e chefe de trem, de 1914, e outro de passageiros, 2ª classe, de 1931. O Memorial do Imigrante é uma justa homenagem aos homens e mulheres que, com seus sonhos, vontade de vencer e muito trabalho, transformaram São Paulo e o Brasil.
Atualmente, o museu encontra-se fechado para reforma.
Memorial do ImigranteRua Visconde de Parnaíba, 1.316 - Mooca - São Paulo/SP 
Fone: (11) 2692-1866 
Site: www.memorialdoimigrante.org.br
O museu encontra-se fechado para reforma.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Dicas para encontrar a cidade de origem de um italiano que imigrou para o Brasil

Milhares de italianos imigraram ao Brasil durante a virada do século XX. Infelizmente, em muitos casos, o registro apenas indicava o local de origem como "Itália". Como consequência, milhões de italo-brasileiros não sabem o local exato de procedência de seus ancestrais italianos. Os seguintes passos podem auxiliar os que buscam descobrir a cidade de origem de um imigrante italiano.

https://familysearch.org


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Imigração Italiana


Imigração Italiana

por Leila Ossola

“Per questo fummo creati:
Per ricordare ed essere ricordati.”
(Poema di Natale – Vinicius de Moraes)

Muitas publicações tratam sobre a grande imigração ocorrida a partir de 1875 para as Américas. Que fatores levaram o povo italiano a isto? O artigo visa mostrar alguns pontos decisivos para essa imigração em massa e é parte de uma pesquisa de 30 anos por parte da autora que busca seus ancestrais italianos.

A unificação italiana foi um dos principais fatores para esta grande leva de italianos que aportaram neste continente. Em 476 d.C., o Império Romano foi dissolvido fazendo com que a Itália ficasse dividida em várias unidades políticas (regiões) independentes entre si. Em 1815, após o Congresso de Viena, estas regiões passaram a ser dominadas por austríacos, franceses e pela própria Igreja Católica. Os reinos e ducados das regiões da Lombardia-Veneza, Toscana, Parma, Modena e Romagna estavam sob o domínio austríaco. O Reino das Duas Sicílias pertencia à dinastia francesa dos Bourbon. O Reino do Piemonte-Sardenha era autônomo, governado por um monarca liberal e os Estados da Igreja pertenciam ao Papa.

No início do século XIX, devido ao desenvolvimento industrial, o norte da Itália passou por transformações sociais e econômicas, fazendo com que várias cidades italianas do norte crescessem e o comércio se intensificasse.

Em 1848, ocorreu a primeira tentativa de unificação, com a declaração de guerra à Áustria pelo Rei Carlos Alberto, do Reino do Piemonte-Sardenha. Vencido, o rei deixou o trono para seu filho Vítor Emanuel II, em cujo governo o movimento a favor da unificação da Itália foi liderado pelo seu primeiro-ministro, o Conde de Cavour. Apoiado pela França, em 1859, Cavour deu início à guerra contra a dominação austríaca. Conseguiu anexar ao reino sardo-piemontês as regiões de Lombardia, Parma, Modena e Romagna.

Outros grupos também lutavam pela unificação, com a intenção de transformar o país em uma República. Mazzini e Garibaldi foram os líderes mais conhecidos desta corrente. Em 1860, Guiuseppe Garibaldi alia-se a Cavour e, liderando um exército de mil voluntários, conhecidos como camisas vermelhas, ocupou o reino das Duas Sicílias, afastando do poder o representante da dinastia dos Bourbon, Francisco II. Em março de 1861, dominando quase todo o território italiano, Vítor Emanuel II foi proclamado Rei da Itália.

É importante deixar claro que a Unificação Italiana ocorreu apenas alguns anos antes da grande emigração para as Américas, especialmente para o Brasil, e não foi de modo algum um movimento único. A Unificação acontece em 1861, mas Veneza só foi anexada em 1866, Roma em 1870. A região de Trento só foi incorporada à Itália Unificada após a 1ª Guerra Mundial em 1919 e a questão dos Estados Pontifícios só foi resolvida em 1929 com a assinatura do Tratado de Latrão, no governo fascista. Por isso, a capital do Reino da Itália de 1861 até 1866 foi Turim, depois Florença (1866 até 1870) e, só então, Roma.

Ainda na década de 60 do século XIX, antes de concluída a unificação, a supressão das alfândegas regionais, a oferta de produtos industriais a preços reduzidos e o desenvolvimento das comunicações haviam destruído a produção artesanal, atingindo os pequenos agricultores, que complementavam as suas rendas com o artesanato familiar ou o trabalho em indústrias artesanais existentes no campo. A unificação alfandegária impôs a toda a Itália o sistema alfandegário da Sardenha, que tinha as taxas mais baixas, e fez com que as economias regionais, que eram mais ou menos fechadas e até então conseguiam manter certo equilíbrio, sofressem um violento baque. A disparidade econômica do Norte, que se industrializou mais cedo, e do sul, predominantemente agrícola, agravou o quadro econômico do país.

O governo italiano passou a tomar medidas impopulares, pois estava preocupado em obter recursos para a realização de obras públicas – devido a isto, criou o imposto sobre a farinha, que atingia duramente a classe mais pobre.

Contudo, a unificação política e aduaneira impulsionou a industrialização, intensificada no período de 1880-1890. O Estado reservou a produção de ferro e aço para a indústria nacional, favorecendo a criação da siderurgia moderna que se concentrava ao norte e era protegida pelo Estado. Mas sua produção não era suficiente, o que passou a exigir importações. A indústria mecânica cresceu mais depressa, especialmente as de construção naval e ferroviária, máquinas têxteis e principalmente motores e turbinas. A partir de 1905, a indústria automobilística de Turim conseguiu excelentes resultados.

O problema mais grave estava na total concentração do processo de crescimento no norte, enquanto o sul permanecia agrário. Esta situação econômica fez com que houvesse uma crise na Itália durante o período final do século XIX. O norte foi a primeira área a ser atingida, pois ali começou a se desenvolver a industrialização, deixando os agricultores que complementavam sua renda com o trabalho artesanal sem emprego e sem ter mercado para seus produtos. Por isto, o norte da Itália forneceria as primeiras grandes levas de emigrantes, e o sul só viveria o processo de emigração mais tarde, principalmente a partir do início do século.

Também a aplicação de formas administrativas do Reino de Savóia provocou com o tempo o agravamento das diferenças já existentes entre as regiões da Itália, criando as condições para um grande movimento migratório de classes rurais para os países das duas Américas entre o fim do século XIX e o início do século XX, quando muitos milhões de italianos emigraram. A emigração era a única saída em face ao desemprego e a miséria; além disto, as colônias agrícolas existentes no Brasil eram o grande atrativo para os italianos famintos, sem emprego, sem lar… a igreja, incentivava seus fiéis a conhecerem a nova terra, o paraíso.

Em 1902, por meio do decreto Prinetti, que refletia o debate provocado pela migração, foi proibido pelo Comissariado Geral da Emigração na Itália a emigração subvencionada para o Brasil.

Uma leva de imigrantes italianos aportou nos Estados Unidos, Argentina, Uruguai e especialmente no Brasil, cujo destino seriam as fazendas de plantação de café no interior de São Paulo; o recebimento de lotes de terra e fundação de colônias no Sul; construção de ferrovias e colônias agrícolas em outros estados, sem contar que entre tais imigrantes (a maioria sem instrução), artistas, engenheiros, arquitetos vieram aportar aqui.

A imigração italiana é um capítulo da história rico em experiências sofridas, ao mesmo tempo escasso em informações legadas aos descendentes: os navios que chegavam aos principais portos (Vitória, Rio de Janeiro, Santos e Rio Grande) não forneciam em suas listagens as cidades de origem. Para os italianos, não importava muito deixar isto registrado, como um legado para gerações futuras… Eles estavam começando a construir um novo Brasil, no processo de substituição do trabalho escravo dos negros pelo trabalho livre do europeu. .

Com a lei de terras de 1850, cessou a distribuição gratuita de lotes para os imigrantes, despertando interesse da iniciativa privada. Isso fez com que, ao lado das colônias imperiais e provinciais, surgissem colônias particulares, como as de Conde d’Eu e Dona Isabel, na região onde atualmente estão localizados os municípios de Garibaldi e Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul. Estas colônias foram criadas em 1870, antes que se iniciasse o processo de imigração italiana no estado e com o objetivo de que quarenta mil colonos italianos fossem contratados num prazo de dez anos para ali se estabelecerem e aumentarem a produção agrícola da região. Dificuldades como uma prevenção generalizada contra o Brasil por parte da Europa, onde o Brasil era visto como um país onde imigrantes sofriam provações, bem como o custo do transporte dos imigrantes até as colônias, fizeram com que apenas um número menor de colonos italianos fossem realmente assentados .

Foi a partir de 1875, sob a administração da União, que chegaram as primeiras levas de italianos para Conde D’Eu e Dona Isabel. Essas primeiras levas vieram das regiões do Piemonte e Lombardia, e depois do Vêneto. Desta maneira, assim, quando começou a emigração do Sul da Itália, em 1901, as terras disponíveis já estavam quase que totalmente ocupadas e, por isso, no Rio Grande predominaram os italianos vindos do norte.

No Rio de Janeiro, era na Ilha das Flores que atracava a maioria dos grandes navios com imigrantes italianos, para que cumprissem a quarentena. A soberana Maria Teresa Cristina de Bourbon, natural de Nápoles, esposa do Imperador D.Pedro II, estimulou a vinda de imigrantes ligados ao comércio e as artes.

Não apenas São Paulo e estados do sul do país receberam imigrantes italianos mas também Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e algumas cidades no norte e nordeste. 

Muito se tem a falar e pesquisar sobre imigração italiana… os italianos são um povo valoroso que contribuiu para o crescimento e engrandecimento de nosso país.


Leila Ossola
www.cbg.org.br

imagem Google

sábado, 19 de dezembro de 2015

"Você era um estranho e o Brasil o acolheu"

De 1883 a 1966, a Hospedaria da Ilha das Flores, em São Gonçalo, recebeu milhares de imigrantes que chegavam ao Brasil. Hoje um museu a céu aberto, o espaço convida à reflexão sobre como recepcionamos os que migram para o Brasil. [Foto: Refeitório da Ilha das Flores, sem data. Coleção Leopoldino Brasil, cedida pelo Centro de Memória da Imigração Ilha das Flores].
Minutos depois de pôr os pés em terra firme no Brasil, a ucraniana Irene Popow ouviu ecoar o som de um piano. Curiosa, a menina de 14 anos, recém-chegada de um campo de refugiados na Alemanha, aproximou-se da casa de onde vinha a música. Viu um homem ir até o portão: “Ele perguntou: te gustas la música? Viene, viene”, lembra ela. “Quinze minutos depois de chegar ao Brasil, eu estava dentro da casa de um brasileiro. Em sete anos na Alemanha, jamais um alemão me convidou para uma visita.”
O episódio aconteceu em 1949, na Hospedaria da Ilha das Flores, em São Gonçalo — um espaço financiado pelo governo brasileiro e propício a este tipo de encontro. De 1883 a 1966, a hospedaria abrigou dezenas de milhares de estrangeiros oriundos de várias partes do mundo, da Itália ao Japão, da Rússia à Espanha, da Alemanha à Síria. Nas primeiras décadas do século XX, os alojamentos chegaram a hospedar simultaneamente 3.500 pessoas, que chegavam ao Brasil com a esperança de reconstruir suas vidas e encontravam na Ilha das Flores instituições e pessoas dispostas a ajudar na empreitada.
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Desembarque na Ilha das Flores. Coleção Leopoldino Brasil, sem data.
Hoje, duas organizações funcionam no local que, a esta altura, já deixou de ser uma ilha, tendo sido anexado ao continente por um aterro em 1985. Desde 1971, o espaço é uma das sedes do corpo de fuzileiros navais da Marinha brasileira, que montou ali uma base aproveitando boa parte das instalações do antigo centro de imigração. Já em 2012, um grupo de pesquisadores da história de São Gonçalo inaugurou um museu a céu aberto sobre os antigos imigrantes que por ali passaram, chamado Centro de Memória da Imigração da Ilha das Flores.
O museu, patrocinado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), assinou no começo de novembro um termo de cooperação técnica com o Museu de Ellis Island, em Nova York, porta de entrada de imigrantes nos Estados Unidos. No último dia 27 de novembro, foi visitado por uma comitiva dos Jogos Olímpicos de 2016, que foi conhecer o centro cultural para inclui-lo entre as atrações que serão divulgadas ao público da competição.
Essa recente visibilidade do espaço é celebrada pelos gestores do museu, que apostam na possibilidade de obter mais recursos e visitantes. “Estamos fazendo um movimento para incrementar o museu”, afirma o professor de história da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Luís Reznik, um dos responsáveis pelo projeto. “Quem sabe conseguimos entrar no circuito cultural do estado do Rio”.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Globo Repórter conta histórias dos 140 anos de imigração italiana

Programa desta sexta (11) mostra como os primeiros imigrantes  reconstruíram a vida no Brasil e também conhece seus descendentes.






No Globo Repórter desta sexta (11), 140 anos de migração italiana. O Brasil seria o mesmo sem eles?  

Alegria, amor à família e ao trabalho.

A pizza, as massas, os pães e o vinho.
As festas típicas, o jogo, as brincadeiras.
Nossos repórteres vão à Veneza e mostram a região onde viviam os primeiros migrantes. O porto de onde saíram. Gente que fugia da fome e da miséria. Como eles conseguiram reconstruir, no Brasil, casas e vilas iguais às da terra que deixaram?
A beleza das pequenas cidades e da arquitetura italiana reproduzida no sul do nosso país. 

São Paulo: como ajudaram a construir a maior cidade do país?

Você sabia que de cada cem brasileiros, 15 são filhos, netos ou bisnetos de italianos? E que até hoje descendentes ganham a vida fabricando doces com as receitas secretas trazidas pelos antepassados?
E aventura dos jovens que fazem o caminho inverso ao dos pais. Por que eles amam tanto a pátria original da família?
Sexta (11), no Globo Repórter.
www.g1.globo.com

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

5.014.000 GLI STRANIERI IN ITALIA


ROMA\ aise\ - A inizio 2015 in Italia risiedevano 5.014.000 stranieri(5.421.000 se si aggiungono quelli ancora in attesa di registrazione). È stato presentato questa mattina a Roma – e in contemporanea in diverse città d’Italia – il Dossier Statistico Immigrazione 2015 del Centro studi e ricerche Idosin collaborazione con l’UNAR – Ufficio nazionale antidiscriminazioni razziali del Dipartimento per le Pari Opportunità della presidenza del Consiglio dei ministri. 

La maggior parte degli stranieri che risiede nel nostro Paese arriva dall’Europa. La comunità più numerosa è quella romena (1.131.839), seguita dall’albanese (490.483), marocchina (449.058), cinese (265.820) e ucraina (226.060). In totale, gli stranieri sono l’8,2% della popolazione residente in Italia.

Il rapporto rivela che nel 2014 sono stati 129.887 gli stranieri che hanno acquisito la cittadinanza italiana (+29,0% rispetto al 2013), mentre risultano in leggera diminuzione i matrimoni misti. Su un totale di 502.596 bambini nati nel corso del 2014, quelli con genitori entrambi stranieri sono stati 75.067, il 14,9% del totale. Dei quasi 1,1 milioni di minori stranieri, sono stati 814.187 gli iscritti a scuola nell’anno scolastico 2014/2015, (11.343 in più rispetto all’anno precedente).

Dati, è stato evidenziato, da cui emerge la forte tendenza all’insediamento stabile degli immigrati in Italia, soprattutto dei non comunitari. 

Sul fronte lavorativo, secondo l’Istat, gli occupati stranieri nel 2014 sono risultati 2.294.000 (1.238.000 uomini e 1.056.000 donne), più di un decimo degli occupati complessivi (10,3%), con un tasso di occupazione nuovamente in aumento.

Secondo una stima riportata nel Dossier, le entrate fiscali e previdenziali ricollegabili ai lavoratori immigrati sono state nel 2013 pari a 16,6 miliardi di euro, mentre il totale delle uscite sostenute nei loro confronti è stato di 13,5 miliardi (saldo positivo di 3,1 miliardi di euro). 

Peraltro, nel 2013 il contributo al Pil nazionale assicurato dagli occupati stranieri è stato di 123.072 miliardi di euro (l’8,8% del totale). In particolare, i migranti versano in media tra i 7-8 miliardi di contributi l’anno ma, non riuscendo tutti a maturare il diritto alla pensione, l’Inps ha stimato che abbiano lasciato nelle casse previdenziali oltre 3 miliardi di euro improduttivi di prestazioni.

Più della metà (53%) degli stranieri in Italia sono cristiani: si professano cristiani quasi 2.700.000, a fronte di 1.600.000 musulmani. In alcune regioni (Lazio, Calabria e Basilicata) la quota di cristiani supera il 60%. Dunque nessuna invasione in corso nel nostro Paese.

L’altro luogo comune da sfatare rimane quello della delinquenza: anche quest’anno il Dossier conferma che l’equivalenza straniero-criminale è lontana dalla realtà: nel periodo 2004-2013 – rileva il Dossier – le denunce penali con autori noti sono passate da 692.000 a circa 897.000, ma mentre quelle verso italiani, a fronte di una popolazione in leggera diminuzione, sono aumentate da 513.618 a 657.443 (+28,0%), quelle a carico di stranieri, a fronte di una popolazione più che raddoppiata, sono diminuite da 255.304 a 239.701 (-6,2%).

Sul fronte dei migranti forzati, nel 2014 sono sbarcate in Italia oltre 170mila persone, ma diverse altre sono arrivate per ricongiungimento familiare e per altri motivi (religiosi, sanitari, di studio, ecc.). Le richieste di asilo sono state 64.625 e hanno coinvolto persone provenienti in prevalenza dall’Africa subsahariana (Nigeria 10.135, Mali 9.790, Gambia 8.575 e Senegal 4.675), ma in buona misura anche dall’Asia (Pakistan 7.150, Bangladesh 4.535 e Afghanistan 3.120) e, per quanto riguarda l’Europa, dall’Ucraina (2.800).

Un occhio al mondo. 
Nel 2014 i migranti nel mondo hanno sfiorato i 240 milioni, con una incidenza superiore al 3% sulla popolazione globale. Per la prima volta il numero mondiale di migranti forzati ha sfiorato invece i 60 milioni, con un aumento annuo di 8 milioni. Di questi, due terzi sono costituiti da sfollati interni e il restante terzo da richiedenti asilo e rifugiati (rispettivamente 1,8 e 20 milioni).

Europa
Guardando al quadro europeo, al 1° gennaio 2014 le persone con una cittadinanza diversa da quella del paese di residenza ammontano a 33,9 milioni (aumento di 2,2 milioni rispetto al 2009), con una incidenza del 6,7% sulla popolazione totale.

Sul fronte delle migrazioni forzate, nel 2014 i paesi di accoglienza dei 628mila richiedenti protezione sono nell'ordine Germania (202.815), Svezia (81.325), Italia (64.625), Francia (64.310) e Ungheria (42.775). In termini di incidenza delle persone accolte sulla popolazione residente primeggia la Svezia (2,1%) seguita da Malta (1,5%), Austria (0,9%) e Cipro (0,9%); in Italia l'incidenza è invece dello 0,2%, sotto la media europea (0,3%). Nei primi 6 mesi del 2015 sono state 422.860 le domande di asilo presentate, delle quali 172mila in Germania, 67mila in Ungheria e, rispettivamente, circa 30mila in Francia, Italia e Svezia. (aise)
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da: http://www.aise.info/immigrazione/5.014.000-gli-stranieri-in-italia/49326/1/1/3239

http://www.piemonte.org.br/06_noticiasItalia/index.php
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Na série "Hospedaria de Histórias" do blog do CPPR, entenda a relação entre imigração, meios de transporte e passagens. http://bit.ly/1kWgAj6






No próximo dia 14, às 11h, o MI inaugura mais uma exposição temporária. 
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A mostra tem curadoria compartilhada com o Museu do Café, e apresenta o percurso dos imigrantes que vieram trabalhar nas lavouras de café no estado de São Paulo, além do cotidiano nas fazendas e o costumes desses trabalhadores.


Aguardamos vocês!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

São Paulo de todos os Imigrantes




Os diversos aspectos das migrações contemporâneas estão no curso “São Paulo de todos os Imigrantes”, evento que nasceu da parceria do Museu da Imigração e a Escola do Parlamento. O curso será gratuito e terá 60 vagas. 

As inscrições poderão ser feitas no período de 27 de outubro a 30 de outubro ou até o preenchimento das vagas, no endereço: http://www.camara.sp.gov.br/escoladoparlamento/cursos/cursos-inscricoes-abertas/ 

Quer participar? Confira a programação completa:http://bit.ly/1P0UPK4

Colaboração  

sábado, 17 de janeiro de 2015

A New York rivive Pier A, molo dei migranti

Costruito nel 1886, Era utilizzato dalle navi cariche di immigrati. Diventa ristorante e luogo di incontro.



Era lo storico molo utilizzato dalle navi cariche di migranti ed è il primo monumento ai caduti statunitensi della Grande Guerra: ora il Pier A Harbor House riapre i battenti nel cuore di Battery Park, a New York, e diventa un centro con ristoranti alla moda e un "oyster bar". Il restauro del molo più a sud del fiume Hudson ne ha valorizzato tutti i particolari storici, ed è parte dell'accordo di 25 anni con Peter Poulakakos, ristoratore di spicco della City, grazie al quale per la prima volta da molti anni è consentito l'accesso al pubblico.
Il molo è stato costruito nel 1886 dal Department of Docks di New York, e divenne anche sede della pattuglia portuale del Dipartimento di Polizia. Mentre il 25 gennaio 1919, solo due mesi dopo la firma dell'armistizio che ha posto fine alle ostilità della Prima Guerra Mondiale sul fronte occidentale, vennero aggiunti l'orologio e la campana nella torre di guardia come memoriale per i soldati americani e i marinai che avevano perso la vita. Come ricorda il New York Times, fu un dono di Daniel Gray Reid, finanziere con una fortuna allora stimata in 50 milioni di dollari. Nel 1955, tuttavia, la polizia lasciò il Pier A, seguita nel 1959 dal Department of Docks, poi ribattezzato Dipartimento della Marina e dell'Aviazione. Circa 28 anni fa due funzionari dell'amministrazione del sindaco Ed Koch pensarono di rivitalizzare il molo, trasformandolo in un centro visitatori con bar e ristoranti. Poi nel 2008 il progetto è stato trasferito alla Battery Park City Authority. Per la ristrutturazione la città ha speso 30 milioni di dollari e l'Autorithy altri 12 milioni, oltre ai circa 20 milioni di dollari sborsati dagli affittuari per riadattare gli spazi, (che insieme a Poulakakos sono Paul Lamas, Michael Jewell e Daniel McDonald).
Mentre per il contratto di locazione di 25 anni l'Autorithy incasserà una cifra pari a 41 milioni di dollari. Anche se i lavori sono stati più lunghi del previsto a causa dei danni provocati dall'uragano Sandy nell'ottobre 2012, la birreria è stata inaugurata lo scorso novembre, mentre i ristoranti, fra cui quello specializzato in ostriche, e il bar al secondo piano, in stile da "archeologia industriale", inizieranno l'attività il mese prossimo. E per la prossima estate verrà aperto lo spazio esterno, con 470 posti a sedere e una vista mozzafiato sul Hudson River
www.ansa.it