terça-feira, 6 de maio de 2014

A Roma dipendenti comunali in piazza contro i tagli ai salari

I dipendenti comunali della Capitale, scesi in piazza a Roma contro i possibili tagli ai loro salari, si dicono 'esausti' e 'umiliati'. ''Siamo più di 10 mila in piazza del Campidoglio", stimano i sindacati. ''Questa piazza oggi rappresenta tutta l'indignazione verso le politiche scellerate di Marino sul personale - aggiunge Francesco Croce della Uil - Invece di attaccare i vari sprechi contenuti nelle prime 200 pagine della relazione del Mef, colpiscono i più deboli che però mandano avanti la città".

Un 'assedio sonoro' al Campidoglio con fischietti, urla e qualcuno che grida 'Marino dimettiti'.  In tanti sono saliti sulla scalinata di Palazzo Senatorio da dove hanno srotolato alcuni striscioni tra cui uno che recita 'Dignità per i capitolini'. In piazza sono scesi amministrativi, vigili urbani in divisa, educatrici scolastiche.

"Perché dobbiamo pagare noi con i nostri salari? Andassero a tagliare gli stipendi dei manager che prendono un sacco di soldi - sbotta una di loro - Marino non sta mantenendo le promesse fatte. Aveva detto che ci avrebbe valorizzato e invece...".

Tra i cartelli portati in piazza 'No al taglio del salario accessorio', 'Marino sicuro di essere sicuro?', 'Non è accessorio ma necessario' ma c'è anche chi, come alcuni vigili del sindacato Sulpl, sta indossando per protesta delle t-shirt con su scritto 'Grazie a Marino farò...il giocoliere al semaforo' o ancora a 'Grazie a Marino farò...il venditore di ombrelli' fino a 'Grazie a Marino farò...il viados'.

A Roma traffico in tilt per l'assenza nelle strade dei vigili urbani che fino alle 11 hanno garantito solo il servizio per gli incidenti stradali.

"Il presidente dell'Anci ha scritto il 2 maggio alla Presidenza del Consiglio e al ministro Madia. Ora è necessaria una risposta del Governo", afferma il sindaco di Roma Ignazio Marino. "Se c'è una risposta positiva io, secondo la legge, sarò molto soddisfatto di inserire nelle buste paga di maggio i salari accessori - aggiunge - . Ma nessuno, nemmeno i sindacati, mi può chiedere di operare contro la legge dello Stato. Non commetto atti contro la legalità. È estremamente urgente intervenire perché non si possono ridurre di 200 euro salari di 1100 portando a livelli di povertà i dipendenti. Su questo percepisco tutta l'urgenza della situazione e spero che tutti gli altri la percepiscano come me".

 "Ho voluto inserire con molta determinazione le risorse economiche per il salario accessorio nel bilancio 2014. I dipendenti sanno molto bene che questi fondi ci sono - ha aggiunto il sindaco - Ho sollevato il problema a livello nazionale perché non è una cosa che riguarda solo Roma, ma tanti comuni italiani".


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Papa Paulo VI será beatificado em outubro, diz agência

Da France Presse

O Papa Paulo VI será beatificado em uma cerimônia marcada para 19 de outubro de 2014, ao final do sínodo dos bispos que será realizado no

O Vaticano não confirmou oficialmente a notícia, apesar de o Papa Francisco ter mencionado seu predecessores como exemplos de santidade para a Igreja Católica em inúmeras ocasiões.

O pontificado de Paulo VI durou entre 1963 e 1978.

De acordo com a agência de notícias italiana Ansa, a cura inexplicável de um feto, atribuída ao Papa Paulo VI, foi confirmada pela Congregação para as Causas dos Santos como um milagre para a sua beatificação.
Giovanni Battista Montini, nascido em 1897, tornou-se Papa em junho de 1963 com o nome de Paulo VI.

Foi ele quem conduziu até a conclusão o Concílio Vaticano II, iniciado por seu antecessor, João XXIII, que abriu a Igreja Católica para outras religiões e para a sociedade.

Ele tem sido frequentemente citado pelo Papa Francisco e sua obra é constantemente reavaliada.

Em 27 de abril, os Papas João Paulo II e João XXIII foram canonizados durante uma cerimônia presidida por Francisco na Praça de São Pedro.

Do gi.globo.com
imagem Google

Robô vira companheiro de idosos na Europa

  Vó Lea com o 'Mister Robin' em sua casa. (foto: ANSA)
Vó Lea com o 'Mister Robin' em sua casa. (foto: ANSA)
 
 
Roma  - O mundo do futuro dos filmes está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Um teste que está sendo feito na União Europeia coloca um robô para cuidar de idosos.

    Atualmente, seis robôs do projeto GiraffPlus estão em casas de pessoas de idade na Itália, na Espanha e na Suécia.

    Para uma das "cobaias" do teste, a senhora Lea Mina Ralli, de 94 anos, o robô trouxe liberdade para viver sozinha. Vó Lea, como gosta de ser chamada, batizou o protótipo de Mister Robin e conta como ele mudou sua vida. "Com esse ótimo assistente, agora estou mais tranquila. Não somente eu, mas meus filhos e netos estão tranquilos pelos próximos anos que ainda tenho que viver", disse Vó Lea. O robô é programado para controlar a saúde do idoso, está preparado para intervir no caso de senhora precisar de ajuda externa e faz vídeochamadas com parentes, amigos e médicos que estão cadastrados. Vó Lea é muito ligada em tecnologia e criou até um blog para falar com o mundo exterior. Mister Robin, muito educado, até postou um poema para ela no blog.

    O projeto GiraffPlus custou cerca de 3 milhões de euros (cerca de R$ 10 milhões) e foi financiado pela Comissão da União Europeia. Segundo Neelie Kroes, vice-presidente e comissário responsável pela Agenda Digital da entidade, "a UE investe em novas tecnologias para poder ajudar as pessoas de mais idade, para que assim possamos dar vida aos anos e outros anos para nossa vida". No final deste ano, serão disponibilizados mais 15 robôs para os países europeus e, até o final de 2015, a empresa que produz os equipamentos colocará o robô à venda no mercado. Ele custará cerca de 2 mil euros (cerca de R$ 5 mil) e tem custos mensais para manutenção de cerca de 200 euros (cerca de R$ 600).
  

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'Agricultores 2.0', 'carsharing', 'restyling': crise cria novos hábitos entre italianos


Italianos estão indo às compras com mais frequência para evitar que alimentos estraguem

A crise econômica está modificando os hábitos dos italianos em diversos aspectos do cotidiano - desde a mesa à moda - com o surgimento de novas tendências de consumo que privilegiam custos menores e mais eficiência.

A produção de alimentos também está mudando em alguns lugares, com o surgimento de "agricultores 2.0", que usam a tecnologia para vender sua colheita de forma independente.
Pesquisas mostram também que os italianos estão mais propensos a participar de 'carsharing' - dividir o carro entre várias pessoas.

No mundo da moda, muitos italianos recorrem ao 'restyling' - o uso criativo de roupas de segunda mão, para poupar dinheiro com artigos novos e mais caros.

Menos carne, mais ovo

As compras de alimentos e bebidas diminuíram mais de 12% desde o início da recessão. Produtos tradicionais à mesa como azeite extra-virgem e vinho tiveram queda de 6% no ano passado, enquanto as vendas de macarrão e frango seguem quase inalteradas.

"A crise tem causado um efeito de substituição dos produtos adquiridos, como por exemplo, a redução do consumo de carne e de peixe e o aumento na venda de ovos, fonte de proteína mais em conta", disse à BBC Brasil o responsável do setor econômico da organização de empresários agrícolas Coldiretti, Lorenzo Bazzana.

Uma das soluções adotadas pelos italianos para economizar é ir às compras com maior frequência.

"Os consumidores evitam encher a despensa ou a geladeira para não correrem o risco de desperdiçarem alimentos que não sejam consumidos dentro do prazo de validade", disse Bazzana.

"Outra tendência é a procura por supermercados 'hard discount' (que oferecem grandes descontos) e por canais de comercialização que diminuam a quantidade de intermediários entre produtor e consumidor", afirmou.

Novas tendências

Mas as mudanças não se restringem à mesa. Segundo o sociólogo de consumo e professor da Universidade IULM de Milão, Nello Barile, a redução do poder aquisitivo da classe média italiana está contribuindo para se repensar os fundamentos da vida coletiva e o surgimento de um novo modelo de desenvolvimento.

"A recessão atual inaugura uma nova relação com o dinheiro, com a classe alta cada vez mais rica e com demandas de luxo e ostentação cada vez menos justificáveis, e a classe média empobrecida, que deve contentar-se com as marcas globais que chegam a todos graças ao barateamento dos preços. No meio disto, existem as táticas para resistir à crise, que impulsionam práticas ligadas à sustentabilidade e ao consumo ético e consciente", afirmou Barile em entrevista à BBC Brasil.

Entre as tendências apontadas pelo sociólogo estão os GAS ("Gruppi di Acquisti Solidale", ou grupos unidos de consumo), onde pessoas se reúnem para comprar grandes quantidades de alimentos e mercadorias diretamente de quem as produz.

A modalidade mais comum é a entrega semanal, em um único endereço, de produtos cultivados ou fabricados no próprio território e de modo sustentável, como frutas, verduras, laticínios, pães, azeite, vinho, carne, macarrão fresco e até cosméticos e produtos de limpeza. Algumas associações organizam inclusive a "adoção" em grupo de animais ou árvores frutíferas.

De acordo com uma pesquisa do instituto Coldiretti/Censis, o fenômeno de compras conjuntas atingia em 2012 mais de 18% dos italianos.

Quero uma casa no campo

Com uma sólida tradição agrícola e agroalimentar, e principalmente com uma taxa de desemprego de 42% entre os jovens, a Itália vê aumentar o interesse das novas gerações pela vida no campo.

De acordo com um levantamento feito pela Coldiretti no ano passado, 38% deles prefeririam administrar uma atividade de agroturismo do que trabalhar em uma multinacional.

A propensão é confirmada pela Confederação Italiana de Agricultores, segundo a qual o número de trabalhadores rurais com menos de 35 anos de idade aumentou 5% no ano passado.

"Muitos estão abandonando a ideia de ter um emprego com salário de mil euros por mês, em cidades onde o custo de vida é elevado, e estão retornando à terra de origem dos pais para cultivar o pequeno terreno de família e criar um novo estilo de vida", disse Barile.

Mas não se trata de um retorno ao passado, quando a vida no campo era vista como culturalmente atrasada em comparação à cidade. "Os chamados agricultores 2.0 contam com a tecnologia para administrar de modo independente a relação terra-produtor-consumidor", afirmou o sociólogo.

Agricultores 2.0

É o caso de Paolo Rotoli, que há quatro anos deixou a sua empresa de informática para dedicar-se ao sonho de criança de produzir queijos. "Comecei com quatro cabras, consultando receitas na internet e copiando o que os outros faziam. A primeira produção foi um desastre, tive que refazer várias vezes até aprender as técnicas antigas", disse o agricultor à BBC Brasil.

Localizada em Bergamasco, na Lombardia, a atividade de Rotoli conta com a produção de diversos tipos de laticínios, derivados de carne suína, além de um restaurante. "O conhecimento informático me ajudou a ter uma visão global da administração do negócio, a criar um site, a apresentar nossos produtos e a gerir a comunicação nas redes sociais", disse.

Outro jovem defensor da tecnologia e das redes sociais na atividade rural é Paolo Guglielmi, que há cinco anos abandonou a faculdade de economia em Roma, onde viveu até os 22 anos, para dedicar-se ao terreno agrícola dos avós, na província de Ancona.

"Nossas encomendas são feitas apenas por e-mail. Todas as semanas enviamos aos nossos clientes uma planilha de Excel com a lista das frutas e verduras disponíveis e eles nos devolvem preenchido com os seus pedidos", contou o agricultor à BBC Brasil, pelo celular, enquanto fazia entregas aos mercados de sua região.

Além da produção hortifrutífera, a fazenda da família Guglielmi abriga hoje uma colônia de férias para crianças, que aprendem a preparar adubo, a plantar e a colher, e organiza atividades para jovens com deficiência.

"Usamos as redes sociais para divulgar nossos eventos. Minha avó nunca imaginou que tantas pessoas pudessem ter interesse pelo nosso trabalho", afirmou o jovem, que se declara "feliz em fazer o que gosta".

Mobilidade

Com a recessão econômica, a paixão dos italianos pelo automóvel parece ter ido para os boxes. Entre 2008 e 2013, as vendas de carros novos diminuíram 55%, segundo a Confesercente (Confederação Italiana dos Exercícios Comerciais). No mesmo período, o preço da gasolina subiu 23%.

"A crise automobilística é irremediável. O sistema de 'carsharing' e os grupos de carona organizados nas redes sociais estão criando um novo conceito de mobilidade nas cidades. Não é apenas uma questão ecológica, mas principalmente econômica. As pessoas não estão mais dispostas a gastarem tanto para manterem um carro", afirmou o sociólogo Barile.

A tendência é confirmada por uma recente pesquisa onde 71% dos italianos disseram-se propensos a utilizar o sistema de aluguel de carros por hora. Apenas em Milão, 100 mil pessoas estão inscritas a um destes serviços. O sistema está presente em pelo menos outras dez cidades do país, inclusive na capital.

A simplificação na modalidade de inscrição e a possibilidade de utilizar "apps" e "smarphones" para localizar o veículo, fazer reservas e acionar o automóvel devem facilitar a adesão de novos clientes.

'Restyling'

Mesmo com a crise, os italianos não renunciam aos cuidados com a aparência. Apesar das vendas de roupas e calçados terem diminuído quase 15% nos últimos cinco anos, as despesas com salões de beleza, cabelereiro e produtos de higiene pessoal e beleza cresceram 5% no mesmo período.

E se a compra de roupas novas diminui, cresce a procura por costureiras que fazem consertos e sapateiros. 

"O 'restyling' de roupas de segunda-mão feito de modo criativo e personalizado também faz parte do consumo ético e, portanto, tende a crescer", afimou Barile, que é autor, entre outras obras, de um livro sobre o "sistema moda".

Chuvas e falta de dinheiro ameaçam prédios medievais italianos


Estátua 'Sátiro Embriagado', danificada por turista na Academia de Belas Artes de Milão (Foto: Marcelo Crescenti)
Estátua 'Sátiro Embriagado', danificada por turista em Milão (Foto: Marcelo Crescenti)

Vários lugares históricos da Itália, inclusive fortes e castelos medievais, estão ameaçados pela falta de recursos para mantê-los e também por chuvas constantes que desgastam os edifícios centenários.

Obras que já sofreram danos consideráveis podem ser encontradas em toda a Itália: desde o Castelo de Frinco em Asti, no norte do país, aonde uma ala do edifício veio abaixo em fevereiro passado, até as escavações de Pompeia, no sul, que sofrem com desabamentos constantes.
Entre as edificações danificadas estão também muros da cidade renascentista de Palmanova, perto de Udine, e o mercado antigo de Palermo, chamado de Vucciria. Em Stigliano, no extremo sul da Itália, as ruínas de um castelo histórico que já tinha sofrido grandes danos com um terremoto acabaram sendo destruídas de vez no começo de fevereiro por uma queda de barreira.

Em Valterra, perto de Pisa, o muro medieval da cidade desmoronou em uma extensão de 30 metros. Desde o começo deste mês a queda de uma barreira ameaça também uma acrópole etrusca, construída no local no século oito antes de Cristo.

Em muitos lugares as tempestades do começo do ano foram as principais responsáveis pelos desabamentos. 

A grande quantidade de água, muito maior do que o normal segundo os meteorologistas, causou quedas de barreira na Liguria, aluviões na Emilia Romagna e alagamentos em Veneza, na Toscana e na região de Roma.

As chuvas causam erosão e acabam comprometendo as fundações dos edifícios históricos. Mas há quem critique o governo italiano por não cuidar dos bens culturais. Em meio à crise econômica faltam recursos para a manutenção da grande quantidade de obras de valor histórico.

Na cidade histórica de Palmanova, construída como uma fortaleza em forma de estrela no século 16, o prefeito Francesco Martines fez um mutirão e recrutou voluntários e bombeiros locais para evitar novos danos. Mas ele exige um envolvimento maior do governo.

"Nós precisamos de um plano de salvaguarda que também inclua o Estado italiano", disse Martines. A cidade é candidata ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), mas só o receberá se provar que tem um plano de conservação.

Pompeia em perigo

O lugar histórico que mais sofre com desabamentos são as escavações de Pompeia, cidade soterrada por uma erupção vulcânica no ano de 79 d.C. e que é hoje uma grande atração turística. No começo deste mês um muro da necrópole de Porta Nocera caiu – um incidente a mais em uma longa lista que inclui, entre outros, um desabamento na famosa Escola de Gladiadores.

Em 2011 o Ministério italiano de Bens Culturais aprovou uma verba de 105 milhões de euros (mais de R$ 322 milhões) para diversos projetos de restauração em Pompeia. Nesta semana o jornal italiano Corriere della Sera revelou que, devido a empecilhos burocráticos, só 588 mil euros foram gastos até hoje, ou 0,56% do total.

Agora um novo projeto que inclui a iniciativa privada tenta evitar mais danos a um dos sítios arqueológicos mais famoso do mundo. O "Projeto de Preservação Sustentável de Pompeia", fundado em 2013, quer arrecadar 10 milhões de euros (quase R$ 31 milhões) para educar novos restauradores e encontrar novos métodos para proteger o patrimônio.

A iniciativa tem o apoio do governo da Itália, mas não foi fundada no país – e sim por instituições alemãs de pesquisa, como a sociedade Fraunhofer e a Universidade Técnica de Munique.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Exposição apresenta obras de Mendes da Rocha em Milão

Itália apresenta obras de Paulo Mendes da Rocha (foto: Wikimedia- Commons)
Itália apresenta obras de Paulo Mendes da Rocha (foto: Wikimedia- Commons)
 
Milão - A Itália apresenta as obras do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha em uma exposição que será inaugurada amanhã (6) no museu Triennale Design Museum, em Milão.

    Serão expostos 200 desenhos dedicados aos projetos de vários tipos de prédios, junto com maquetes, fotografias, vídeos, que retratam as obras do brasileiro durante sua carreira.

    A mostra também terá alguns exemplares de design, entre eles as poltronas "Paulistano" produzidas em 1957.

    O arquiteto, que nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1228, é promotor de uma arquitetura que ele define como "socialmente responsável", e inspirada na sustentabilidade do território.

    Mendes da Rocha já foi premiado com o "Premio Mies Van der Rohe" em 2001 e como o "Pritzker Prize", considerado o mais importante da arquitetura mundial, em 2006.(ANSA)

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'Vamos devolver o futebol às famílias', diz Renzi

   Renzi estava no estádio durante confusão na final da Copa da Itália (foto: ANSA)
Renzi estava no estádio durante confusão na final da Copa da Itália (foto: ANSA)
 
 
Roma  - A violência na final da Copa da Itália no último sábado (03) ainda repercute no país. O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, declarou ao jornal La Stampa nesta segunda-feira (05) que é hora de dar um basta à impunidade dos torcedores que vão ao estádio só para brigar.

    "Se ninguém quer fazer, eu faço. Vou deixar terminar o campeonato [italiano] e depois, entre julho e agosto, vamos pensar em como devolver o futebol às famílias", disse Renzi. Ele mandou um aviso às torcidas organizadas dizendo que irá "romper" com esse tipo de torcedor e ainda contou o porquê de não ter abandonado o estádio durante a confusão, dizendo que "nós ficamos lá porque não vamos deixar o futebol para essas pessoas".

    O ministro do Interior italiano, Angelino Alfano, declarou que o jogo foi mantido "porque se concluiu que havia ordem do público dentro e fora do estádio". Ele ainda contesta a versão que saiu na mídia italiana que a partida só começou porque o líder das torcidas organizadas da equipe do Napoli permitiu. Já o presidente da Liga da Série A italiana, Maurizio Beretta, pediu que não seja dada punição ao clube ou a toda a torcida de um time. "O problema não é punir a sociedade ou a torcida inteira. O verdadeiro salto de qualidade será a punição aos indivíduos. Devemos trabalhar para aprovar normas que impeçam o acesso aos locais esportivos de pessoas que tenham precedentes específicos", declarou Beretta.
 
    O técnico da seleção italiana, Cesare Prandelli disse que a mudança desses tipos de episódios deve passar por um "endireitamento" dos italianos. "Não podemos fazer de conta que nada aconteceu. Faz anos que tentamos evitar brigas de torcidas rivais e sempre disse que o protagonista do futebol é o jogo, não os torcedores. É feio dizer, mas nós italianos precisamos ser endireitados. Dessa maneira, precisamos de uma grande reflexão que envolva a todos no país. Caso contrário, a Fifa e a Uefa vão nos parar", desabafou Prandelli.
 
    Torcedor ainda está em estado grave, mas estável Ciro Esposito, o torcedor do Napoli que foi atingido por um tiro durante o confronto fora do estádio Olímpico, continua em estado "muito complicado, mas teve uma noite estável após a operação para a retirada do projétil", informou a equipe médica da Policlínica onde ele está internado.
 
    A mãe do torcedor, Antonella Leardi, ficou indignada ao saber que seu filho tem uma ordem de prisão por causa da confusão e pediu se havia algum advogado que poderia defender Ciro gratuitamente, já que não tem recursos para pagar os gastos do processo. Após o apelo, muitos advogados se dispuseram a ajudar a família e, ao final, Leardi disse que o advogado do jogador Diego Maradona, Angelo Pisani, será o defensor da família sem remuneração. (ANSA)


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sábado, 3 de maio de 2014

Esquadrão Imortal – Torino 1942-1949





Grandes feitos: Pentacampeão italiano consecutivo* (1942/43, 1945/46, 1946/47, 1947/48, 1948–49) e campeão da Copa da Itália em 1942/1943. *Nota: em 43/44 e 44/45 não houve disputa por conta da II Guerra Mundial.

Time base: Valerio Bacigalupo; Aldo Ballarin e Virgilio Maroso; Pino Grezar, Mario Rigamonti e Eusebio Castigliano; Romeo Menti, Ezio Loik, Guglielmo Gabetto, Valentino Mazzola e Franco Ossola. Técnicos: András Kuttik (1942-1943), Luigi Ferrero (1945-1947), Mario Sperone (1947-1948), Roberto Copernico (1947-1948), e Leslie Lievesley e Ernest Erbstein (1948-1949).

“O Touro indomável e eterno”

A Itália já teve diversos esquadrões de respeito, clubes que ganharam diversos títulos, e que encantaram o mundo, mas nenhum foi como o Torino da década de 40. Nunca uma equipe jogou tanta bola e encantou tanta gente numa época em que o mundo vivia anos tenebrosos, com o auge da segunda guerra mundial. A própria guerra foi a única capaz de parar aquela equipe, que não jogou nas temporadas 1943/1944 e 1944/1945. O hiato não foi o bastante para frear o ímpeto vencedor de um time mágico, que conquistou cinco títulos italianos consecutivos, feito igualado apenas por Juventus e Internazionale até hoje. E esse time só não venceu mais e não fez ainda mais história por conta da guerra e por não existir à época competições europeias. Ninguém podia com o “Grande Torino”, apelido que ganhou aquele time de Mazzola, Gabetto, Menti, Loik, Ballarin e Rigamonti. Porém, no ano de 1949, uma tragédia colocaria ponto final no maior esquadrão que o clube conseguiu formar. Foi uma fatalidade tão grande que nunca mais o Torino voltou a brilhar como antes. Nunca mais a Itália teria equipes genuinamente italianas tão ofensivas e vistosas como aquela. O futebol perderia um de seus mais fantásticos esquadrões. Vamos relembrar esse capítulo fascinante (e ao mesmo tempo triste) do futebol.

O início do maior esquadrão da Europa
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Depois do predomínio absoluto da Juventus na década de 30, bem como dos anos dourados da seleção italiana, bicampeã mundial em 1934 e 1938, a década de 40 tinha tudo para ser novamente dos italianos. Eles eram donos dos melhores jogadores do planeta, haviam vencido as duas últimas copas, e apenas o Uruguai era capaz de peitar a Squadra Azzurra. O Brasil corria por fora, mas também tinha respeito. Porém, ninguém contava com a eclosão justo nessa época da II Guerra Mundial, provocando o cancelamento das Copas de 1942 e 1946. Porém, o futebol italiano continuou, e Internazionale, Bologna e Roma venceriam os campeonatos de 40, 41 e 42, respectivamente. Porém, a partir daquele mesmo ano de 1942 nasceria o maior esquadrão da europa naquela década: o AC Torino (hoje, o clube se chama Torino Football Club). O time grená havia vencido apenas um campeonato italiano (em 1927/1928) e uma Copa da Itália, em 1935/1936, e via sua rival da cidade, a Juventus, se tornar um gigante na década de 30. Com uma verdadeira constelação de craques, orquestrada com maestria por Valentino Mazzola, o time inverteu os papéis, e conquistou a dobradinha Copa da Itália e Campeonato Italiano na temporada 1942/1943. O ponto alto foram as vitórias sobre a rival Juventus em ambos os turnos (2 a 0 e 5 a 2) e a conquista inapelável da Copa da Itália, onde o time não sofreu um gol sequer e marcou 20 tentos em apenas 5 jogos, com direito a goleada de 4 a 0 sobre o Venezia na final, além da vitória por 2 a 0 sobre a Roma nas semifinais. As conquistas chamaram a atenção de todos pela qualidade de jogo daquele time treinado pelo húngaro András Kuttik e comandado em campo por uma dupla que faria história: Mazzola e Gabetto. Ambos começavam uma sincronia perfeita no time, e faziam estragos sérios nas defesas rivais. O torcedor do “Toro” começava a sorrir novamente.

Hiato por culpa da guerra
As temporadas de 1943/1944 e 1944/1945 foram canceladas devido aos acontecimentos críticos da II Guerra Mundial. O tempo perdido poderia colocar em risco a maestria do Grande Torino do ano anterior? Que nada! Aquilo seria apenas o começo…

O retorno absoluto
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Em 1945 a Europa comemorava o fim da Guerra, mas começaria a sua reconstrução. Porém, no futebol, o Torino não precisaria de nenhum reparo. Estava perfeito e tinindo para recomeçar a brilhar. Dito e feito. O time disputou um confuso campeonato italiano na temporada 1945/1946, com apenas 14 times na “primeira fase” do torneio. A segunda reuniu os melhores colocados na primeira fase junto com os melhores das séries B e C. Em ambas, o Torino foi soberano e conquistou o título, com 19 vitórias, 4 empates e apenas 3 derrotas em 26 jogos na primeira fase e 11 vitórias e 3 derrotas na segunda e última fase. Esse modo de disputa foi muito parecido com a Copa João Havelange aqui do Brasil, em 2000, com a diferença de não ter existido fase mata-mata como aqui, mas sim pontos corridos. Vale lembrar que ao longo da década de 40, bem como em grande parte da de 50, não seria disputada a Copa da Itália. O torneio voltaria apenas em 1958. Com isso, o Campeonato Italiano seria a única vedete do país por mais de 10 anos.




A tragédia que chocou o mundo
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O campeonato italiano de 1948/1949 começou com o Torino como grande favorito, obviamente. O time seguia sua caminhada a passos galopantes rumo ao pentacampeonato italiano, até que uma tragédia colocaria ponto final no time mais brilhante que a Itália já havia visto. Com quatro pontos à frente da Internazionale, o time voou para Lisboa para participar de um amistoso contra o Benfica. No dia 4 de maio de 1949, às 17:05, o avião Fiat G.212 que levava todo o time do Torino e sua comissão técnica se chocou contra a basílica de Superga, perto de Turim. Ninguém sobreviveu. A Itália e o mundo entravam em estado de choque com o ocorrido. Um time incrível, que encantava e jogava sempre no ataque, e com estrelas que poderiam levar a Itália ao quase certo tricampeonato mundial em 1950, no Brasil, estava acabado. Não havia palavras. Não havia explicações. Era uma fatalidade que levou mais de 500 mil pessoas ao triste funeral de todos os jogadores, auxiliares, dirigentes e técnicos. No mesmo dia 4 de maio 1949, a Federação Italiana e os clubes declararam o Torino campeão daquele ano, confirmando o pentacampeonato. Depois da comoção, a equipe juvenil do time substituiu por completo a equipe profissional para jogar as quatro partidas restantes do campeonato. E o time mostrou que a mística e a alma de seus falecidos jogadores ainda estavam presentes, levando os garotos a vencerem todos os jogos, contra Genova (4×0), Palermo (3×0), Sampdoria (3×2) e uma emocionante e disputada partida final contra a Fiorentina (2×0). Num gesto bravo e de respeito sem igual, os quatro rivais do “Toro” também escalaram juvenis.


Os personagens (todos faleceram no desastre de Superga):

Valerio Bacigalupo: era o paredão no gol do Grande Torino. Jogou 137 jogos pelo clube grená, além de ter sido convocado pela Azzurra em cinco oportunidades. Tinha 25 anos.
Aldo Ballarin: defensor no Toro, jogou 148 partidas pelo clube e marcou 4 gols. Tinha dois irmãos também futebolistas, Dino Balarin (que também faleceu no acidente) e Sergio Balarin. Tinha 27 anos.
Virgilio Maroso: outra lenda do time, participou de 103 jogos pelo Toro, e atuou pela Azzurra em sete partidas. O estádio de futebol de sua cidade natal, Marostica, é dedicado a ele. Tinha 24 anos.

Pino Grezar: meio campista, era um dos grandes nomes do time. Atuou em 154 jogos pelo clube e em oito pela seleção italiana. Tinha 31 anos.

Mario Rigamonti: chegou com apenas 19 anos ao Torino, vindo do Brescia, mas só começou a jogar depois da II Guerra. Foi essencial no clube, e atuou em 140 jogos. Tinha 27 anos.

Eusebio Castigliano: meio campista que ia ao ataque, Castigliano marcou 36 gols em 115 partidas pelo Toro. Tinha 28 anos.

Romeo Menti: foi o autor do último gol do Grande Torino, no amistoso contra o Benfica, antes da tragédia. Tinha 30 anos.

Ezio Loik: ágil, eficiente e técnico, fez uma ótima dupla com Mazzola no meio campo do Torino. Marcou 70 gols em 176 jogos pelo Toro. Tinha 30 anos.

Guglielmo Gabetto: era um dos matadores do time e o segundo principal jogador. Marcou 122 gols em 219 jogos pelo Torino. Foi chamado para a guerra e conciliou atividades militares com futebolísticas. Pela Itália, marcou 4 gols em 9 jogos. Era um dos mais experientes do time, com 33 anos.

Valentino Mazzola: era o craque da equipe, e foi um dos maiores jogadores da história do futebol italiano e também mundial. A não realização de Copas na década de 40 prejudicou demais a carreira desse gênio, que poderia ter ganho os dois títulos facilmente com a azzurra, sem contar a Copa de 50. Técnico, driblador, com ótima visão de jogo e goleador, era o jogador perfeito e líder do time. Mazzola tinha 30 anos. As melhores definições para o craque vieram de dois italianos:
“Valentino jogava no Torino, juntava o Torino e era o próprio Toro”, Gianpaolo Ormezzano, escritor.
“O maior jogador italiano de todos os tempos foi Valentino Mazzola. Ele era um homem que podia carregar um time todo em suas costas”, Enzo Bearzot, técnico campeão do mundo com a Itália em 1982.
Franco Ossola: outro grande goleador do Torino, marcou 85 gols em 175 jogos pelo clube. Nascido em Varese, o estádio da cidade leva seu nome, como homenagem. Tinha 28 anos.

Técnicos: O Torino teve distintos treinadores no período em que brilhou. Muitos diziam que aquele time era tão fantástico que nem de treinador eles precisavam… Mas tudo bem, os responsáveis por “distribuir os coletes” na equipe foram András Kuttik (1942-1943), Luigi Ferrero (1945-1947), Mario Sperone (1947-1948), Roberto Copernico (1947-1948), e a dupla Leslie Lievesley e Ernest Erbstein (1948-1949), estes também vítimas da tragédia de superga.


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Polícia da Itália apreende roupas falsas da Juventus


Por Uipi

juventus 

A polícia italiana apreendeu a mercadoria de uma fábrica que produzia roupas falsas, inclusive da Juventus como campeã , nesta sexta-feira (2) na província de Turim, norte da Itália.

No local foram encontradas 38 máquinas industriais, mais de 500 mil etiquetas e arquivos de marcas e 5 mil peças de roupas já produzidas.

A fábrica tinha produzido inclusive roupas para as comemorações da possível vitória da Juventus no campeonato italiano.

Decisão sobre extraditar Pizzolato 'não será política', afirma embaixador

Raffaele Trombetta diz que pedido será analisado só com critérios jurídicos.
Segundo ele, desfecho do caso Battisti não influenciará posição da Itália.

Fabiano Costa Do G1, em Brasília

 

O embaixador da Itália no Brasil, Raffaele Trombeta, em seu gabinete, em Brasília (Foto: Fabiano Costa / G1) 
O embaixador da Itália no Brasil, Raffaele Trombetta, em seu gabinete, em Brasília 
(Foto: Fabiano Costa/G1)
 
Embora o governo brasileiro tenha recusado, em 2010, a extradição do ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti, o embaixador da Itália no Brasil, Raffaele Trombetta, afirmou ao G1 que a análise do pedido de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, marcada para 5 de junho, “não será política”. O diplomata assegurou que a solicitação brasileira será apreciada pelas autoridades da Itália exclusivamente com base em critérios “jurídicos”.

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do processo do mensalão, Pizzolato fugiu para a Itália a fim de tentar escapar do cumprimento da pena, mas acabou preso pela polícia italiana em 5 de fevereiro, com base em um mandado de prisão internacional expedido pela Interpol. Desde então, ele aguarda em um presídio de Modena, no norte da Itália, uma definição sobre se será extraditado para o Brasil ou se poderá permanecer na Itália, como reivindicou à Justiça italiana.
 
Quero ressaltar que [a decisão de extraditar ou não Pizzolato para o Brasil] não vai ser uma decisão política. 
Será com base apenas em elementos jurídicos. Não tem nada de [influência] política, pelo menos para a Itália."
 
Raffaele Trombetta, embaixador da Itália no Brasil
 
“Quero ressaltar que [a decisão de extraditar ou não Pizzolato para o Brasil] não vai ser uma decisão política. Será com base apenas em elementos jurídicos. Não tem nada de [influência] política, pelo menos para a Itália”, afirmou Trombetta em entrevista ao G1 na sede da embaixada italiana em Brasília.

A defesa de Pizzolato alegou ao tribunal de Bologna, responsável pelo julgamento do caso, que os presídios brasileiros não têm “condições dignas”. A apelação do ex-dirigente do banco público levou a corte italiana a questionar o Ministério Público do Brasil sobre a situação das penitenciárias do país.

Na ocasião, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo e ao Ministério da Justiça indicações de presídios que respeitem os direitos humanos. Mas Janot  ainda não recebeu resposta para enviar ao tribunal italiano.

Pedido de extradição
Na tentativa de repatriar Henrique Pizzolato ao Brasil para que ele cumpra a pena pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, o governo federal encaminhou ao Executivo italiano um pedido de extradição.

O processo é polêmico porque o ex-diretor do Banco do Brasil tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo da Itália pode se recusar a extraditá-lo.

O embaixador da Itália disse que, ao contrário do que prevê a Constituição brasileira, a carta italiana não opõe restrições à eventual extradição de um de seus cidadãos.

O Ministério Público italiano já se manifestou a favor da extradição de Pizzolato, mas a decisão final será tomada pelo tribunal de Bologna em audiência marcada para o dia 5 de junho. Na ocasião, a corte poderá decidir pedir mais informações antes de analisar o caso. Pizzolato poderá recorrer ao próprio Judiciário de eventual decisão pela extradição.

Segundo Raffaele Trombetta, caberá ao Executivo italiano apenas chancelar a posição da Justiça após ser expedida a sentença sobre o caso.

“Não é uma decisão que caiba à embaixada ou ao governo italiano. É a Justiça italiana que tem de considerar todos os aspectos”, explicou o diplomata.

“Ainda que o ato final seja assinado pelo ministro da Justiça [da Itália], será feito somente com base em elementos jurídicos, não políticos. Do ponto de vista italiano, não é um assunto político”, declarou.

A Itália não aceitou e ainda não aceita o que aconteceu no caso Cesare Battisti. Não aceita que ele agora possa ser um homem livre aqui no Brasil. É claro que não gostamos disso."
Raffaele Trombetta, embaixador da Itália no Brasil
 
Na última quarta (30), o procurador-geral da República anunciou que o Ministério Público brasileiro vai dar suporte ao advogado italiano que o governo do Brasil vai contratar para defender junto à Justiça do país europeu o retorno de Pizzolato.

Efeito Battisti
Mesmo garantindo imparcialidade na análise do caso do único fugitivo do mensalão, o embaixador disse que o governo italiano ainda não “aceita” a decisão do Palácio do Planalto que negou a extradição do ativista Cesare Battisti à Itália sob a justificativa de "fundado temor de perseguição”.

“Quero ressaltar que a Itália não aceitou e ainda não aceita o que aconteceu no caso Cesare Battisti. Não aceita que ele agora possa ser um homem livre aqui no Brasil. É claro que não gostamos disso”, afirmou.

O imbróglio envolvendo a extradição do ativista para o país europeu se transformou em uma das maiores polêmicas da diplomacia brasileira durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Condenado à prisão perpétua na Itália pela autoria de quatro assassinatos na década de 1970, Battisti foi preso no Rio de Janeiro em 2007. Dois anos depois, a despeito dos apelos do governo italiano para extraditá-lo, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio ao ex-ativista de esquerda.

No último dia de seu governo, Lula acatou parecer elaborado pela Advocacia Geral da União (AGU) que recomendava a manutenção de Battisti em território brasileiro. Em 2011, ao analisar recurso do Executivo italiano, o STF decidiu, por seis votos a três, manter a decisão do ex-presidente da República de negar a extradição. No dia seguinte ao julgamento, o ex-ativista foi libertado do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Indagado se o desfecho do caso Battisti pode influenciar a futura decisão italiana em torno do pedido de extradição de Pizzolato, o embaixador foi taxativo: “De jeito nenhum. São dois assuntos distintos, diferentes”.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Justiça italiana julgará em 5 de junho extradição de Pizzolato, diz PGR

Governo quer extradição de ex-diretor do BB, condenado no mensalão.
Pizzolato poderá recorrer de eventual decisão que for tomada pela Corte.

Filipe Matoso Do G1, em Brasília

Pizzolato em foto feito pela polícia italiana após sua prisão nesta quarta (Foto: Divulgação/Polícia de Modena) 
Pizzolato em foto da polícia italiana após sua
prisão (Foto: Divulgação/Polícia de Modena)
 
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira (2) que a Corte de Apelação de Bologna (Itália) marcou para 5 de junho o julgamento sobre a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão do PT.

No ano passado, depois de ser condenado a 12 anos e 7 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Pizzolato fugiu para Itália e foi preso no dia 5 de fevereiro por uso de documento falso.

A PGR informou que o procurador-geral, Rodrigo Janot, determinou a ida de dois procuradores regionais à Itália para acompanhar a sessão do tribunal.  Segundo o órgão, eles deverão se reunir com autoridades locais e com os advogados contratados pelo Brasil para acompanhar o processo.

Pizzolato poderá recorrer da decisão que for tomada pelo tribunal e, no julgamento, a Corte de Bologna pode optar por pedir mais informações sobre o caso do ex-diretor do Banco do Brasil antes de tomar uma decisão.

Nesta quarta (30), Rodrigo Janot informou que o Ministério Público brasileiro se unirá ao advogado italiano que o governo do Brasil vai contratar para defender o retorno de Pizzolato.

Desde que Pizzolato foi preso pela polícia italiana, o Brasil pediu ao governo italiano a extradição para que o ex-diretor do BB cumpra pena no país pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público da Itália já se manifestou a favor da extradição, mas a decisão final será do Tribunal de Bologna, responsável pela análise do pedido de extradição.

O caso de Pizzolato é polêmico porque ele tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo italiano pode se recusar a extraditá-lo.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Giornata Nazionale dell’Epilessia: una grande festa a Torino

A Torino, in Piazza Carlo Alberto, Sabato 3 Maggio 2014 dalle 15 alle 23 si svolgerà una grande festa realizzata da LICE, in collaborazione con APiCE, con musica, banchetto informativo, vendita libri e altro ancora
Contro l'epilessia, gioca d'anticipo: sostieni la ricerca.

Se l’epilessia coglie di sorpresa, gioca d’anticipo! Come? Per esempio, sostenendo la ricerca: l’unica vera risorsa e speranza per i milioni di malati in tutto il mondo. Sì, perché – ricordano alla L.I.C.E., la Lega Italiana Contro l’Epilessia – l’epilessia è una delle patologie neurologiche più diffuse con oltre 500mila persone colpite in Italia e circa 38mila nella sola regione del Piemonte.

Domenica 4 maggio 2014 si celebra la Giornata Nazionale dell’Epilessia, ma LICE e A.Pi.C.E. – Associazione Piemontese contro l’Epilessia – ONLUS, giocano d’anticipo anche in questo caso, organizzando per sabato 3 maggio una grande festa, che si svolgerà a Torino dalle 15 alle 23 in piazza Carlo Alberto. Vi saranno musica, banchetto informativo, vendita libri e altro ancora. Un appuntamento da non perdere che vedrà un epilogo nella giornata di Mercoledì 7 maggio con un banchetto informativo e vendita libri nell’atrio principale dell’ospedale Molinette di Torino.

Le due realtà associative, L.I.C.E. e A.Pi.C.E., saranno presenti il 3 maggio sin dalle ore 15:00 con “Punti di Informazione e di Incontro”, mentre lungo il pomeriggio e la serata sono previsti intrattenimenti con percorsi musicali che vanno dalle canzoni degli anni ’60 alle rock songs dei giorni nostri.

Oltre a ciò, medici epilettologi della L.I.C.E. forniranno al pubblico informazioni circa la natura della patologia e le problematiche dalla stessa derivanti. In contemporanea, volontari dell’A.Pi.C.E. illustreranno le attività dell’Associazione a favore dei soggetti con epilessia e loro famiglie.

Come accennato, mercoledì 7 maggio, nell’atrio principale ospedale Molinette saranno distribuite guide gratuite sulla patologia e si potrà acquistare il bel libro “A Volte Non Abito Qui”. Un libro-testimonianza che raccoglie le più significative storie di pazienti con epilessia e che è stato realizzato dalla Lega Italiana contro l'Epilessia (LICE) e dalla sua Fondazione attraverso il concorso “Raccontare l’Epilessia”, il primo di medicina narrativa, in occasione della scorsa edizione della Giornata Nazionale per l’epilessia.
 
Il volume è una raccolta di 33 contributi scritti da persone con epilessia, familiari e medici, selezionati tra gli oltre 120 manoscritti pervenuti alla prima edizione del Concorso. Tutti i proventi ricavati dalla vendita del libro saranno utilizzati per finanziare progetti di ricerca innovativi in ambito epilettologico. Il libro è disponibile sia in versione cartacea che ebook.

All’evento di sabato saranno presenti autorità e personalità che porteranno il loro messaggio.
 
Scopo della manifestazione è quello non solo di far conoscere una malattia che in Italia ha una grande rilevanza sociale, visto il gran numero di persone colpite, ma anche e soprattutto di tentare di sgombrare il campo dai troppi pregiudizi che ancora circondano questa patologia.
 
La coordinatrice LICE per il Piemonte è la Dottoressa Elisa Montalenti, Servizio per la diagnosi e la cura dell’Epilessia Clinica Università degli Studi di Torino.
 
Per ulteriori informazioni, circa la giornata e gli eventi: A.Pi.C.E.: Via Galluppi 12/F  10134 Torino  Tel. 335.6656241 – Renato de Giorgio.


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