quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Itália decide adiar por mais 15 dias extradição de Pizzolato para o Brasil

Ex-diretor do BB condenado no mensalão seria transferido nesta quarta.
Nesta terça, ele teve recurso contra extradição negado por corte europeia.

Do G1, em Brasília
A extradição para o Brasil do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi adiada por mais 15 dias por decisão do Ministério da Justiça italiano. A entrega de Pizzolato às autoridades brasileiras estava marcada para esta quarta-feira (7), depois que ele teve rejeitado um útlimo recurso na Corte Europeia de Direitos Humanos.
Pizzolato foi condenado no julgamento do mensalão do PT a 12 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Mas, usando documentos do irmão morto, fugiu para a Itália a fim de evitar a prisão – ele tem cidadania italiana.
Em fevereiro do ano passado, foi preso. No último dia 22, o Conselho de Estado da Itália autorizou a extradição.
O governo brasileiro deverá ser comunicado oficialmente da decisão nesta quarta-feira (7). Nesta terça, a embaixada do Brasil em Roma recebeu a informação verbalmente, mas não há explicação sobre os motivos do adiamento.
Policiais federais brasileiros estão na Itália desde segunda-feira (5) à espera da entrega de Pizzolato pela Justiça italiana nesta quarta-feira (7). Ele seria levado de volta ao Brasil em um avião de carreira e, ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, seria transferido para um avião da Polícia Federal, com destino a Brasília. O governo brasileiro deve mantê-lo preso na Penitenciária da Papuda.

O mistério da geleira que cresceu enquanto todas as outras encolhiam

Expansão do glaciar de Belvedere, no norte da Itália, modificou paisagem, ameaçou vilarejo e, mesmo após ter cessado, ainda intriga pesquisadores.




Guilherme AquinoDe Milão para a BBC Brasil
 Avanço intenso de geleira assustou o pequeno vilarejo de Macugnaga, no norte italiano  (Foto: Archivio Distretto Tursistico dei Laghi)Avanço intenso de geleira assustou o pequeno vilarejo de Macugnaga, no norte italiano (Foto: Archivio Distretto Tursistico dei Laghi)

Em tempos de aquecimento global, a geleira de Belvedere, que lambe as portas do vilarejo de Macugnaga, no norte da Itália, é um caso raro: durante quatro anos, ela se expandiu, enquanto seus vizinhos encolheram.
Embora tenha ocorrido há mais de dez anos, entre 2001 e 2004, o fenômeno modificou a paisagem da região e ainda intriga pesquisadores.
"De alguma maneira a água entrou na geleira através de fendas e, por causa de uma espécie de efeito lubrificante, se espalhou, levando à expansão", afirma o glaciologista Gianni Mortara, do Conselho Nacional de Pesquisa italiano.
Um dos mistérios é que, mesmo após parar de crescer, a geleira segue um ritmo de descongelamento bem mais lento que o registrado na região – nos Alpes suíços, por exemplo, o intenso degelo tem revelado restos mortais de alpinistas desaparecidos há décadas.
A Belvedere é uma das formações analisadas pelo programa europeu Glaciorisk, que avalia os riscos das principais geleiras dos Alpes. Cientistas instalaram estações meteorológicas, câmeras e aparelhos para capturar e estudar seus movimentos.
 Deslizamentos formaram camada de pedras sobre a geleira, denominada 'glaciar negro'  (Foto: Archivio Distretto Tursistico dei Laghi)Deslizamentos formaram camada de pedras sobre a geleira, denominada 'glaciar negro' (Foto: Archivio Distretto Tursistico dei Laghi)
A geleira está localizada aos pés do Monte Rosa, a montanha mais alta da Itália e a segunda dos Alpes, com 4.634 metros de altura.
Seu súbito crescimento, iniciado em 2001, assustou a pequena Macugnaga. O gelo avançava a uma média de cem metros por ano rumo ao vilarejo, contra os 40 metros históricos, superando as encostas laterais.
No topo do glaciar, a aceleração era ainda maior – chegava a 200 metros anuais –, por causa da inclinação.
Um lindo e perigoso lago
Quando o fenômeno chegou ao fim, em 2004, deixou entre suas heranças um lago de 150 km² e 57 metros de profundidade.

Com seus quase 3 milhões de metros cúbicos de água, ameaçava transbordar e inundar a região, levando pesquisadores e engenheiros a escavar saídas artificiais para esvaziar essa espécie de represa natural.
Última medição registrou perda de três metros de altura, metade da média registrada nas geleiras da região  (Foto: Archivio Distretto Tursistico dei Laghi)Última medição registrou perda de três metros de altura, metade da média registrada nas geleiras da região (Foto: Archivio Distretto Tursistico dei Laghi)
Durante o processo, os cientistas lançaram produtos químicos não poluentes na água para ver onde ela iria parar. Em quatro dias, essas substâncias foram identificadas nos riachos Fontanone e Anza. Em menos de dois anos, parte do volume foi transferido aos dois córregos.
Hoje, há apenas um chão de pedras no local onde o lago se formou. Ou, nos dias de chuva, uma grande poça de lama.
Camada de pedra
Ao começar a perder espessura, a geleira virou palco de desmoronamentos e avalanches, que modificaram sua morfologia, tornando o monitoramento ainda mais complexo.

 
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Segundo Silvio Senno, professor de geologia da Universidade de Pavia, massas geladas se descolavam e escorregavam pelos flancos, levando junto muitas pedras. "Como uma esteira rolante", explica, "levando as rochas até o vale".
Com esses deslizamentos, foi formada uma camada de pedras sobre a geleira, denominada "glaciar negro". Essa capa, de certa forma, ajuda a explicar o ritmo menor de descongelamento: ela protege o gelo da radiação solar.
A medição da Beldevere é feita sempre no começo e no fim do verão europeu, entre junho e setembro. A última registrou a perda de três metros de altura, metade da média registrada nas geleiras da região.
A cobertura de pedra esconde um colosso de gelo com cerca de 30 metros de altura, o equivalente a um prédio de 10 andares. Notá-lo não é tarefa fácil: ele fica mais ou menos 30 centímetros abaixo do manto escuro.
Sondas a vapor quente são usadas para derreter e perfurar o gelo subterrâneo e instalar instrumentos que monitorem o movimento do glaciar.
 Bosque marca limite entre geleira e pastagens; árvores só voltaram a crescer recentemente  (Foto: Gianni Boschis)Bosque marca limite entre geleira e pastagens; árvores só voltaram a crescer recentemente (Foto: Gianni Boschis)
Embora ocorra mais devagar, sua diminuição também é considerável. "Está se alinhando com os outros glaciares. Em dez anos, perdemos aqui 20 metros de espessura. Eu deveria estar coberto de gelo e não em pé sobre ele", diz Roberto Seppe, professor de geologia da mesma universidade, em visita ao local.
A volta do bosque
Um pequeno bosque de pinheiros marca o limite entre a geleira e a pastagem dos rebanhos de Macugnaga.

É um retorno: as árvores só voltaram a crescer depois de o gelo parar de avançar pelo campo. São um exemplo de como a paisagem tem mudado em torno do Belvedere.
Gianni Mortara estuda o glaciar desde 1970. E mesmo assim conta não poder afirmar que o conhece como a palma da mão, pois a geleira não para de se mover.
Uma prova disso é que as trilhas mudam a cada semana – além de muitos pesquisadores, Macugnaga atrai alpinistas, esquiadores e adeptos de trekking.
"A área do Belvedere tem cerca de 4,5 quilômetros quadrados. A geleira está viva, mas não sabemos quanto tempo resistirá. Notamos uma rachadura importante na base da montanha, que pode cortar a principal linha de abastecimento", afirma o especialista.
Esse glaciar pode ter destino semelhante ao de vários outros na região: se dividir em dois. Em 1962, eram 824 geleiras na Itália. Mas por causa dos desmembramentos de geleiras, provocados pelo aquecimento global, hoje são 896.
Além disso, reduziram sua superfície em 40% em três décadas, segundo dados da Universidade de Milão.
BBC/G1.globo.com

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Gli studi di CINECITTÀ NELLA STORIA

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Nobel medicina premia lotta a malattie e povertà

Da sinistra: Campbell, Omura e TuDa sinistra: Campbell, Omura e Tu
Il Nobel per la Medicina 2015 è stato assegnato a William C. Campbell e Satoshi Ōmura per le ricerche contro parassiti responsabili di infezioni e nuove strategie di lotta alla malaria.Nobel per la Medicina 2015 a cure anti malaria.

Con Cambell e Omura, che hanno messo a punto nuove terapie contro le infezioni causate da parassiti chiamati nematodi, condivide il Nobel Youyou Tu, per aver scoperto una nuova terapia contro la malaria.


Foto Fondazione Nobel

Campbell e Omura condividono il premio con Youyou Tu, 85 anni, la dodicesima donna a ricevere il Nobel per la Medicina dall'istituzione del premio, nel 1901. Complessivamente, considerando tutte le discipline, sono state appena 46 le donne premiate. Il riconoscimento a Youyou Tu sembra quindi confermare le previsioni, ossia che il Nobel 2015 avrebbe visto una piccola 'riscossa' delle donne.

Alla farmacologa, che fa parte dei vertici dell'Accademia della Medicina Tradizionale Cinese, viene riconosciuto il ruolo importante nella scoperta dell'artemisina contro la malaria, un'infezione che ogni anno nel mondo colpisce 200 milioni di persone. Come ai suoi colleghi Campbell e Omura, a Youyou Tu va il merito di aver rivoluzionato la cure di queste malattie della povertà.


L'entusiasmo sulla rete
L'entusiasmo per la scoperta si è fatto sentire anche sulla rete: ''grazie per aver salvato tante vite nel mondo'', hanno scritto in molti su Twitter; ''grazie a Campbell, Omura e Tu per il beneficio dato all'umanità'', hanno twittato altri, e qualcuno ha osservato che il premio assegnato oggi è stato ''una sorpresa che avrebbe reso felice Alfred Nobel''.


Premiata la lotta alle malattie contro la povertà 
E' un premio alla lotta contro le malattie della povertà, quello assegnato oggi per il Nobel alla Medicina. Le ricerche sulle infezioni provocate da parassiti condotte da William C. Campbell e Satoshi Ōmura hanno infatti permesso di mettere a punto nuove armi contro malattie che affligono un terzo della popolazione mondiale, concentrata in Africa sub-sahariana, Sud Asia e Centro-Sud America. La cinese Youyou Tu ha dato un enorme contributo alla lotta contro la malaria, grazie alla scoperta dell'artemisina.

L'irlandese William C. Campbell, nato nel 1930 a Ramelton, ha lavorato in Irlanda e poi si è trasferito negli Usa, dove è professore emerito nella Drew University di Madison, New Jersey.


Il giapponese Satoshi Omura, nato nel 1935 nella prefettura di Yamanashi, ha sempre lavorato in Giappone ed è professore emerito nell'università di Kitasato.

Youyou Tu è nata nel 1930 in Cina, dove ha condotto la carriera scientifica, e dal 2000 è ai vertici dell'Accademia di medicina Tradizionale Cinese.

La storia delle scoperte
Come microbiologo,Omura si è specializzato nell'isolare i batteri presenti nel suolo, gli streptomicetiin grado di produrre sostanze utili dal punto di vista farmacologico. Basti pensare che da questi stessi batteri è stato ottenuto anche un antibiotico molto diffuso, come la streptomicina. Il merito di Omura è stato quello di essere riuscito a coltivarli fino a ottenerne grandi quantità: dopo avere ottenuto migliaia di colture, si è concentrato sulle 50 più interessanti, ossia quelle che potevano produrre sostanze efficaci per combattere infezioni.

Sono state queste le colture arrivate negli Stati Uniti, mal laboratorio di Campbell. Quando si è trovato ad analizzare le colture preparate da Omura, si è accorto che erano particolarmente efficaci contro i parassiti degli animali, da cani e cavalli, fino a galline e mucche. Purificandol, ha ottenuto l'avermectina, dalla quale è derivato un farmaco ancora più efficace, chiamato ivermectina, sperimentato con successo nell'uomo. E' stata la prima arma efficace contro malattie come la cecità fluviale (oncocerchiasi), considerata nel mondo la seconda causa di cecità dovuta a infezioni, e l'elefantiasi (filariasi linfatica), una malattia invalidante che colpisce i vasi linfatici provocando un rigonfiamento abnorme degli arti.

Del tutto diversa la strada seguita dalla farmacologa cinese Youyou Tu, La sua  'caccia' alla cura per la malaria è cominciata dalle erbe della medicina tradizionale cinese. L'analisi dei testi e sperimentazioni sugli animali l'hanno portata a riconoscere l'artemisina come una possibile arma contro una malattia che ogni anno nel mondo colpisce 200 milioni di persone.


www.ansa.it

Addio al vecchio libretto, il certificato di proprietà ora è digitale

Rivoluzione a partire dal 19 ottobre

Redazione ANSA  
Va in pensione il certificato di proprietà delle automobili in formato cartaceo che diventerà digitale. Il Pubblico registro automobilistico (Pra) dell'Aci rilascerà infatti il documento solo online e al proprietario sarà fornita una ricevuta dell'avvenuta registrazione che conterrà anche il codice di accesso personalizzato con il quale visualizzare il documento online. 

Per tutte le altre pratiche amministrative legate all'automobile, invece, la digitalizzazione partirà il 19 ottobre e l'iter si concluderà il 30 aprile 2016. Sempre dal 19 ottobre inoltre i controlli sulle assicurazioni e le rc auto false saranno tutti esclusivamente elettronici e passeranno per autovelox, tutor o varchi Ztl. Per gli automobilisti in regola la novità si tradurrà nel dire addio al contrassegno di carta, che non dovrà più essere esposto sul parabrezza della vettura. 

Per quanto riguarda il tagliando delle assicurazioni, in pratica, ogni volta che verrà stipulata una nuova polizza o verrà effettuato un rinnovo, la compagnia di assicurazione dovrà inviare le informazioni alla banca dati delle coperture assicurative creata dall'Ania e denominata Sita. Dal sistema Sita, le informazioni confluiranno nel database della Motorizzazione civile che contiene i dati sui veicoli immatricolati. 

L'incrocio delle informazioni contenute nelle due banche dati consentirà di fatto alle Forze dell'ordine di sapere in pochi secondi chi è regolarmente assicurato e chi è invece sprovvisto di assicurazione. L'iniziativa intende favorire la lotta alle truffe sull'rc auto, più facili con la contraffazione del tagliando cartaceo. Chi circola sulle strade italiane senza assicurazione rischia una multa da 841 a 3.366 euro.


www.ansa.it

domingo, 4 de outubro de 2015

IV edição do Concurso Rovílio Costa - Histórias das famílias italianas no Brasil

Trabalhar com o resgate da memória familiar e sua preservação é objetivo deste concurso de narrativas que nasceu em 9 de setembro de 2009 e que chega à sua 4.a edição.
 
Rovílio Costa foi editor e escritor. Sua Editora EST, publicou mais de 2 mil títulos que contam a história das muitas imigrações que recebemos, sempre com ênfase nas famílias e nos costumes.
 
Memória e família são fundamentais. Os autores dos textos são seus guardiões. É deles o desejo de cultivá-las e transmiti-las. É deles a escolha de ser um elo vivo entre as gerações. Enquanto a vida moderna nos afasta da família, os herdeiros de Rovílio Costa nos enraízam, nos mostram um passado que norteia a formação de nossas identidades.
 
Sem memória não nos reconhecemos, nos desintegramos, deixamos de existir. Ao descobrir, conservar e condividir os historiadores da família mudam a nossa percepção do mundo, fazem nascer heróis desconhecidos, oriundos de nossas singelas famílias de imigrantes e não só das classes dominantes. Por isso, reconstruir raízes transforma anônimos em protagonistas de sua própria história.
 
As conversas sobre o passado recente estreitam o relacionamento entre jovens e idosos e valorizam os traços culturais locais. O saber de uma geração passa à outra como um valor, é um processo rico e emocionante.
 
A riqueza cultural está presente em todos nós.

Para maiores informações acesse o link:  http://concursoroviliocosta.blogspot.com.br/

O que aconteceria se não houvesse limites a imigração?


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Image captionMundo sem fronteiras? Acadêmicos alertam para benefícios de leis mais brandas de controle à imigração
Há poucos líderes políticos no mundo de hoje que se arriscariam a defender abertamente a imigração sem restrições.
O tema é polêmico, não importa o continente ou o país. O fluxo crescente de imigrantes que chegam à Europa fugindo de guerras e buscando melhores condições de vida deu fôlego novo a este debate. Em diversos países, políticos passaram a abordar a construção de barreiras para limitar o movimento de pessoas.
Divergências culturais e políticas pesam nessa questão. Muitos países, ricos ou pobres, temem que cultura, identidade, religião ou segurança acabem sob risco – e até se perdendo – com a chegada de estrangeiros em massa - especialmente quando esse fluxo acontece de maneira ilegal, como ocorre com milhares de pessoas que arriscam viver sem a documentação correta em outros países.
São questões como essa que fazem com que grande parte da opinião pública adote um viés contrário à imigração.

Mas, apesar de críticas, há acadêmicos que insistem que o argumento econômico favorável à imigração é forte e evidente.

Imigrantes se tornam mediadores para ajudar refugiados na Itália


Foto: ONG EmergencyImage copyrightEmergency
Image captionSalima (centro) e outros membros da Emergency dependem de alertas da Guarda Costeira italiana (Foto: ONG Emergency)
Ahmad Al Rousan ouviu de pescadores na Tunísia no mês passado que corpos estavam enroscando em suas redes.
Ele trabalha como mediador cultural para a ONG Médicos sem Fronteiras (MSF) na Itália. Isso significa que ele é um dos primeiros ponto de contato daqueles que chegam à Europa. Faz traduções do árabe para o italiano e auxilia os refugiados com atendimentos psicológicos e de primeiros socorros.
São sessões em que os recém-chegados relatam traumas e experiências para equipes de psicólogos e mediadores culturais. Os encontros acontecem no Centro Baobab, em Roma, criado em junho por voluntários italianos para fornecer comida e abrigo aos refugiados que chegam à capital italiana.
Atualmente, o local abriga cerca de 200 pessoas, que vêm da Eritreia, Darfur (no Sudão) e Nigéria. A maioria atravessa o mar Mediterrâneo pela Líbia, onde relatam sofrer espancamentos, sequestros e estupros por traficantes de pessoas.
"Todas as pessoas que encontrei ali viram alguém morrer. Seja no deserto durante a travessia até chegar à Líbia ou no mar, tentando chegar à Europa", disse Rousan à BBC Brasil.

Horrorizado com as mais de 3 mil mortes de imigrantes no mar neste ano, ele diz que a situação está piorando. "É preciso que a Europa se organize e crie rotas seguras para a travessia. Apenas aumentar os resgates no mar não basta", diz.