quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Papa condena o revisionismo sobre o Holocausto

EFE, Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI condenou nesta quarta-feira (28) o revisionismo sobre o Holocausto e afirmou que este episódio deve servir a todos como "advertência contra o esquecimento, a negação e o reducionismo".Diante de milhares de fiéis que compareceram à Sala Paulo XVI para a audiência pública das quartas-feiras, o papa condenou novamente "o massacre de milhões de judeus, vítimas inocentes de um cego ódio racial e religioso".Bento XVI respondeu assim às duras críticas feitas estes dias por importantes rabinos à Igreja Católica e a ele pelas declarações do bispo Richard Williamson, ao qual acaba de revogar a excomunhão e que afirmou que "não existiram as câmaras de gás" e que apenas cerca de 300 mil judeus - "e não seis milhões" - morreram nos campos de concentração nazistas. "Nestes dias nos quais lembramos a Shoah (Holocausto) retornam a minha memória as imagens nas diferentes visitas a Auschwitz, um dos locais nos quais se consumou o feroz massacre de milhões de judeus, vítimas inocentes de um cego ódio racial e religioso", declarou o pontífice. O papa reiterou "com afeto" sua "plena e indiscutível solidariedade" com os judeus e expressou o desejo de "que a memória da Shoah induza a humanidade a refletir sobre a imprevisível potência do mal quando conquista o coração do homem"."A Shoah deve ser para todos uma advertência contra o esquecimento, a negação ou o reducionismo, pois a violência feita contra um só homem é violência contra todos", declarou.

Polícia italiana desarticula rede de falsificadores

Reggio Calabria, 28 jan, Ansa - A polícia italiana desarticulou nesta quarta-feira uma rede de falsificadores e prendeu cerca de cem pessoas em uma operação conduzida simultaneamente em diversas partes do país. Os agentes desmantelaram onze organizações, dedicadas à falsificação de cédulas e moedas de euro, selos oficiais e documentos de identidade. De acordo com as investigações, as organizações eram independentes umas das outras, mas funcionavam como um "cartel" para a produção e distribuição de moeda falsa, operando na Itália, Espanha, Alemanha, França e Lituânia. As falsificações, segundo os investigadores, só não eram feitas com notas de 500 euros. Mais de 700 policiais participaram da operação "Giotto", realizada nas regiões italianas da Campânia, Calábria, Lácio, Sicília, Lombardia, Emilia-Romagna, Apulia e Basilicata. Na operação, além dos detidos, foram responsabilizadas outras 175 pessoas, que serão investigadas em liberdade. Os agentes efetuaram 150 buscas e encontraram 1,2 milhão de euros em moeda falsa, que foram apreendidos.

Número de desempregados no mundo pode chegar a 230 milhões, revela OIT

Genebra, 28 jan (EFE).- A crise econômica mundial poderia deixar mais 50 milhões de pessoas desempregadas em 2009, o que levaria a um total de 230 milhões, alertou nesta quarta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT).


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Chanceler italiano volta a condenar atitude do Brasil no caso Battisti

Roma, 28 jan, Ansa - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, disse nesta quarta-feira que "o Brasil é amigo da Itália", mas voltou a ratificar que suas atitudes referentes ao caso de Cesare Battisti não são "aceitáveis". "O Brasil é um país amigo da Itália e continuará sendo, mas a sua atitude neste caso não é aceitável. Iremos até o fim para defender os interesses do governo italiano", disse o chanceler a um programa de rádio local, reafirmando sua contrariedade à decisão brasileira de considerar Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália, como um refugiado político. Frattini explicou também que para tomar a decisão de chamar para consultas o embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise, anunciada ontem, pensou "nos parentes das vítimas de Cesare Battisti". "Agora tomamos uma firme atitude e esperamos que o Brasil entenda nossas razões", declarou o ministro, ressaltando, como outras autoridades do país já fizeram, que o governo italiano tomará todas as medidas necessárias para que o italiano seja extraditado. Desde o anúncio do ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, de conceder status de refugiado a Battisti, no último dia 13, a Itália tem protestado contra a decisão. O ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) foi condenado pela justiça italiana à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos na década de 1970. Ele foi preso em 2007 no Rio de Janeiro e, atualmente, está detido em Brasília. Sobre o amistoso entre as seleções da Itália e do Brasil, programado para ocorrer no próximo dia 10 em Londres, o chanceler considerou que este é um "caso a parte". "Esporte é esporte, vou torcer pela Itália e espero que ela vença. Nos divertiremos vendo um bom futebol", disse o chanceler ratificando a confirmação do jogo, feita pelo governo italiano. A anulação do amistoso foi proposta ontem pelo subsecretário italiano das Relações Exteriores, Alfredo Mantica. No sábado passado, o dirigente regional do partido italiano Aliança Nacional (AN) Carlo Fidanza havia pedido um boicote à partida, em protesto contra o Brasil. Em nota, o governo do premier Silvio Berlusconi afirmou que "o amistoso será disputado normalmente. O jogo nunca foi colocado em discussão pelo governo, em nem poderia sê-lo. Os casos políticos ou diplomáticos, apesar de relevantes, não devem comprometer a realização de manifestações esportivas".

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Chanceler italiano diz a Amorim que aguarda entrega de Battisti

Roma, 27 jan (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Itália, Franco Frattini, telefonou hoje para seu colega brasileiro, Celso Amorim, a quem disse que ainda espera do Brasil a extradição do ex-terrorista Cesare Battisti. Segundo uma nota da Chancelaria italiana, durante a conversa Frattini expressou seu "profundo pesar" pela decisão das autoridades brasileiras de dar asilo político a Battisti. Além disso, reiterou os motivos que, nesta terça-feira, levaram a diplomacia italiana a convocar para consultas o embaixador italiano no Brasil, Michele Valensise. Essa resolução, de acordo com o comunicado, foi uma resposta ao fato de, há duas semanas, o ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, ter decidido conceder asilo político a Battisti, de 53 anos, condenado na Itália por quatro assassinatos. A Itália tem "fortes expectativas" de "que uma última instância brasileira possa tomar a decisão de extraditar Cesare Battisti", disse Frattini a Amorim. Por enquanto, a retirada do embaixador no Brasil foi a única iniciativa tomada pelo Governo italiano para pressionar as autoridades brasileiras. Battisti, ex-membro do grupo terrorista de esquerda Proletários Armados para o Comunismo (PC), foi julgado à revelia em 1993 na Itália e condenado à prisão perpétua como autor dos assassinatos de Antonio Santoro, Lino Sabbadin, Andrea Campagna e Pierluigi Torregiani.

Confirmado amistoso entre Itália e Brasil

Roma,Ansa - O subsecretário da presidência do Conselho italiano, Rocco Crimi, confirmou nesta terça-feira o amistoso entre Brasil e Itália, no dia 10 de fevereiro, após sua realização ter sido questionada por conta da tensão diplomática entre os dois países, criada com a concessão do refúgio político do Brasil ao ex-ativista de extrema-esquerda Cesare Battisti. "O amistoso entre Itália e Brasil será disputado normalmente. O jogo nunca foi colocado em discussão pelo governo, em nem poderia sê-lo. Os casos políticos ou diplomáticos, apesar de relevantes e significantes, não devem comprometer a realização de manifestações esportivas", afirmou Crimi em nota oficial. A confirmação aconteceu no mesmo dia em que o subsecretário das Relações Exteriores da Itália, Alfredo Mantica, pediu o cancelamento do amistoso como forma de protesto contra a decisão do Brasil de não extraditar Battisti. "O esporte deve sempre favorecer o confronto e a amizade entre os indivíduos e entre os povos. Por isso, considero que o amistoso entre Itália e Brasil representará, com certeza, um momento de alegria e de festa para os dois povos que sempre tiveram fortes ligações", informa a nota. Nesta terça-feira, o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giancarlo Abete, tinha entrado em contato com o governo da Itália para discutir o assunto.

D´Alema diz que Itália não soube negociar caso Battisti


O ex-chanceler italiano Massimo D'Alema declarou hoje que a Itália não soube administrar a tensão diplomática existente com o Brasil, após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter concedido o refúgio político ao ex-militante de extrema-esquerda Cesare Battisti. "O Brasil cometeu um erro grave ao conceder o refúgio político a Cesare Battisti, mas o caso não foi conduzido da melhor forma pelo governo italiano", declarou Massimo D'Alema, durante uma entrevista ao canal de televisão Sky Tg24. O expoente do Partido Democrata (PD) lembrou que a França, em outubro do ano passado, também se negou a extraditar a ex-militante das Brigadas Vermelhas Marina Petrella. Para D'Alema, é preciso agora tentar não agravar as relações com o Brasil. "É necessário, ao invés, estudar como retomar o diálogo político para buscar soluções depois de um caso tão desagradável", comentou o líder do PD. As tensões diplomáticas entre Brasil e Itália pelo caso Battisti se agravaram nesta terça-feira, quando o governo italiano chamou o chanceler do país em Brasília, Michele Valensise, para consulta.

Redação AI com Agências Internacionais

Itália chama de volta embaixador no Brasil

Roma/São Paulo, Reuters - A Itália convocou o seu embaixador no Brasil, em mais um episódio envolvendo a recusa brasileira em extraditar Cesare Battisti, condenado por participar de ataques guerrilheiros na Itália nos anos 1970, informou o Ministério das Relações Exteriores italiano.Roma disse que está respondendo à "grave decisão" tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada de conceder a Battisti o status de refugiado político. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Itamaraty informou que não comentará o que chamou de "uma decisão do governo italiano", dizendo que a convocação de um embaixador para consultas é uma "prática comum na diplomacia"."Isso diz respeito ao governo italiano", disse um assessor do Itamaraty à Reuters por telefone. "Nós também fizemos isso recentemente no caso do Equador", lembrou.Em novembro do ano passado, o embaixador brasileiro em Quito foi convocado para consultas após o governo equatoriano ameaçar não pagar uma parcela de uma dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).Na ocasião, ao comentar a decisão de chamar o embaixador no Equador, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse a jornalistas: "Quem conhece as práticas diplomáticas sabe exatamente o que isso significa", dando o tom de gravidade do episódio.A crise entre os dois países sul-americanos acabou sendo resolvida após o Equador decidir pagar a parcela da dívida com o BNDES.
Primeira-dama francesa
A disputa sobre a concessão de refúgio a Battisti envolveu até a primeira-dama francesa, Carla Bruni, acusada por uma associação de vítimas italianas de influenciar a decisão de Lula durante sua visita ao Brasil, em dezembro.Nascida na Itália, Bruni apareceu na televisão italiana no domingo e negou as acusações. No ano passado, ela também foi criticada em seu país natal por apoiar o exílio de um guerrilheiro italiano na França, cuja extradição para a Itália foi negada por Paris.Battisti, 54, fugiu de uma prisão italiana em 1981 e morou durante anos na França, mas fugiu novamente quando Paris aprovou a sua extradição, em 2006, e foi preso quando estava foragido no Brasil.Ele pode pegar prisão perpétua na Itália em quatro acusações de homicídios, todos cometidos nos anos 1970. Naquela época, Battisti pertencia a um grupo guerrilheiro chamado "Proletários Armados pelo Comunismo".

(Reportagem de Massimiliano DiGiorgio, em Roma, e Eduardo Simões, em São Paulo)

Sobre o possível cancelamento do jogo entre Itália e Brasil

Roma, 27 jan, com informações da Ansa - O técnico da seleção italiana de futebol, Marcello Lippi, afirmou nesta terça-feira que "o presidente (da Federação Italiana de Futebol, Giancarlo) Abete é quem deve dizer algo" sobre a proposta feita por um político do país de anular um amistoso contra o Brasil. O subsecretário italiano das Relações Exteriores, Alfredo Mantica, afirmou hoje que "é preciso levar em consideração a hipótese de anular o amistoso" entre Itália e Brasil, em virtude da tensão entre os dois países causada pela decisão brasileira de conceder refúgio político ao ex-ativista Cesare Battisti. "Estas são coisas sobre as quais deve falar o presidente da Federação, e não o treinador. Vocês devem falar com ele, pois se alguém fala o que acha sobre o assunto pode criar confusão", afirmou Lippi em entrevista à ANSA. "Se é justo ou não que Battisti permaneça no Brasil, não sou eu quem deve falar", continuou o treinador. A partida entre Itália e Brasil está programada para ocorrer no próximo dia 10, em Londres, e Dunga, técnico da seleção brasileira, já anunciou a escalação do time.

A ex-jogadora brasileira de vôlei Ana Paula Mancino, que atuou pelo Palermo, criticou nesta terça-feira a proposta do subsecretário italiano das Relações Exteriores, Alfredo Mantica, de anular o amistoso entre Brasil e Itália. Para a ex-jogadora, "a política deve ficar longe do esporte, ou então será feita muita confusão". Mancino disse também que o esporte deve continuar algo "limpo", e por isso é preciso que "fique longe da política".
O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giancarlo Abete, entrou em contato com o governo da Itália hoje para definir se será ou não cancelado o amistoso entre Itália e Brasil, devido às tensões que envolvem os dois países.

Governo brasileiro toma conhecimento sobre decisão da Itália no caso Battisti

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta terça-feira (27) que o Brasil tomou conhecimento da decisão de hoje do governo italiano de chamar para consultas o Embaixador da Itália no Brasil, Michele Valensise, em razão do "parecer expresso sobre o caso Battisti pelo Procurador-Geral da República". O Brasil concedeu asilo político a Cesare Battisti, ex-chefe do grupo "Proletários Armados pelo Comunismo" preso no Brasil em 2007 e condenado em 1993 pela justiça italiana à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos anos 1970.

Na segunda-feira (26), o Procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do processo de extradição de Battisti, pedido pela Justiça italiana. O arquivamento foi pedido após a concessão a Battisti do status de refugiado político, por ordem do ministro da Justiça, Tarso Genro. O governo brasileiro considera que todos os procedimentos sobre a questão estão sendo seguidos de acordo com a legislação brasileira e reitera a confiança expressa pelo Presidente da República, em sua carta dirigida ao Presidente da Itália, de que os laços históricos e culturais que unem o Brasil e a Itália continuarão a inspirar nossos esforços com vistas a aprofundar ainda mais as sólidas relações bilaterais nos mais diversos setores, segundo a nota divulgada pelo MRE.

G1

Protestos continuam na Ilha de Lampedusa

Lampedusa, 27 jan, Ansa - Cerca de 2 mil pessoas participaram nesta terça-feira, em Lampedusa (ilha ao sul da Itália), de uma manifestação contra a imigração ilegal e contra a abertura de um novo Centro de Identificação e Expulsão (CIE) para imigrantes ilegais. Os manifestantes, liderados pelo prefeito da cidade, Bernardino De Rubeis, fizeram uma passeata que terminou no porto de Lampedusa, onde foram feitas homenagens aos imigrantes ilegais que morreram enquanto tentavam chegar à Europa e aos pescadores de Lampedusa que perderam a vida no mar. O pároco da ilha, Stefano Nastasi, lançou uma coroa de flores ao mar, dizendo: "estamos unidos pela mesma dor, que é universal e não tem cor". Os habitantes de Lampedusa, depois da manifestação, se dirigiram à "Porta da Acolhida", monumento inaugurado meses atrás que simboliza a hospitalidade aos imigrantes. A manifestação foi convocada pelas autoridades locais, que anunciaram para esta terça-feira uma greve geral de 12 horas à qual aderiram os habitantes da ilha. Todas as lojas fecharam e os serviços públicos não funcionaram. Os protestos em Lampedusa são uma clara reprovação da população local à política adotada desde dezembro pelo ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni. O representante do governo decidiu que nenhum imigrante ilegal detido na ilha será transferido a centros em outras partes da Itália. A intenção de Maroni era repatriar os imigrantes diretamente de Lampedusa. Contudo, isso fez com que o Centro de Primeira Recepção da ilha enfrentasse um problema de superlotação, devido às constantes chegadas de imigrantes e ao lento processo de expulsão dos clandestinos para seus países de origem. O ministro anunciou então a criação de um novo Centro de Identificação e Expulsão em Lampedusa, na antiga base naval Loran. A decisão gerou protestos entre os habitantes de Lampedusa, que foram às ruas no último fim de semana. Os moradores contaram com o apoio de alguns imigrantes ilegais que fugiram do centro de imigração e se uniram às manifestações. Apesar disso, Maroni não voltou atrás, reiterando que o novo centro será aberto. "Eu não paro, (os imigrantes) continuarão em Lampedusa até a repatriação", garantiu o ministro em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera. Ele acusou a oposição de incentivar a fuga. Principal porta de entrada de imigrantes clandestinos vindos da África, Lampedusa possui um centro com capacidade para receber 800 pessoas. Na semana passada, porém, o local abrigava 1.800 imigrantes. Nesta terça-feira, Maroni, se reunirá com o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, para negociar a repatriação de 1.200 imigrantes que estão abrigados no Centro de Primeira Recepção de Lampedusa, conforme anunciou o primeiro-ministro Silvio Berlusconi. A repatriação será feita no âmbito dos acordos assinados entre os dois países em 1998 e reforçados em 2003. A delegação italiana se reúne hoje com autoridades tunisianas para determinar os detalhes técnicos da operação de repatriação.

Segundo maior parque brasileiro é reaberto na Amazônia


Ele fica no estado do Amazonas, banhado pelos rios mais bonitos da região, e acaba de ser reaberto. É o Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, a segunda maior área de conservação do Brasil, atrás apenas do Tumucumaque, no Amapá. A maior parte dos visitantes, por enquanto, é de estrangeiros. Mas essa concentração de beleza tem tudo para conquistar os ecoturistas brasileiros.

Peixe-boi

Refúgio de bichos ameaçados de extinção, como peixe-boi e a tartaruga da Amazônia, o Jaú é destino certo para quem busca turismo contemplativo, estar próximo à natureza, observando a vida selvagem. O parque tem quase 30 anos, e protege uma área de de 2,2 milhões hectares de florestas totalmente preservada. A área é maior que o estado de Sergipe.


Trilhas por terra ou água levam a lugares surpreendentes. Em um trecho de 800 metros, o rio desce, formando corredeiras e quedas d’água. Na época mais seca do ano, de setembro a janeiro, surgem nove cachoeiras – um presente para os visitantes. “Temos uma visitação média de 700 pessoas por ano, a maioria de estrangeiros. Consideramos pouco e temos vários estudos para ampliar a visitação, mas precisamos melhorar a infra-estrutura para turistas”, diz o administrador do Parque do Jaú, Alessandro Marcuzzi. Não há hotéis no local. Os visitantes percorrem o parque em barcos alugados. Entre as atrações, estão as pinturas rupestres. Cultura e natureza fizeram a Unesco declarar o Jaú patrimônio da humanidade, bem de todos, que deve ser mantido para as futuras gerações. A preservação passa pelo turismo, única atividade econômica permitida em um parque nacional. Com a reabertura do Jaú, no fim de janeiro, o turista John Harwood já planeja a viagem com os amigos, que estão chegando da Alemanha. “O ecoturista quer ver uma floresta que não está depredada. Está alerta para ver se tem madeira ilegal. Ecoturista é um bom aliado da natureza”.
Globo Amazônia/Bom dia Brasil