As cidades de Porto Alegre e Roma estão dispostas a promover novas edições, periódicas, da Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades. A intenção foi manifestada pelo prefeito José Fogaça, da cidade brasileira, e pelo representante da capital italiana, Luca Lo Bianco, em reunião de avaliação da primeira conferência,ontem em Porto Alegre. "O evento pode ser itinerante, pode ir para Roma ou pode ter Porto Alegre como sede fixa, nada está decidido, mas a discussão está aberta e seguirá pelos próximos dias", revelou Lo Bianco. As duas prefeituras, promotoras da primeira edição, que começou na quarta-feira, 13, e termina neste sábado, 16, consideraram a conferência um sucesso.
Os números superaram as expectativas. Os 7.124 inscritos, de cerca de mil municípios de diversos países, terão ouvido 554 palestrantes até o encerramento das atividades. Segundo Fogaça, mais do que a participação, a conferência gerou debates e conhecimento, que será levado e multiplicado em diferentes locais do mundo. Também proporcionou a formação de redes, como, por exemplo, o convênio firmado pela capital gaúcha com a sul africana Durban, para troca de tecnologias sociais. Ao avaliar a visibilidade internacional que eventos como a conferência dão a Porto Alegre, Fogaça disse que a promoção do evento não tratou de recuperar a inserção que a capital gaúcha tinha no debate internacional nos anos em que sediou o Fórum Social Mundial, mas aproveitou o acúmulo histórico que já tinha para fazer algo inovador.
"Não é uma pregação ideológica, é conferência com visão aberta, ampla, com todos os espectros do pensamento político representados", comentou, numa referência indireta às críticas que o Fórum Social Mundial sofria, de abrigar apenas as idéias da esquerda. Apesar disso, o prefeito deixou claro que a cidade quer o evento de volta. "Seguiremos lutando para que o Fórum Social Mundial venha para cá".
Com informações de O Estado de São Paulo














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