A fundação da cidade de Petrópolis está intimamente ligada ao Imperador D. Pedro I e ao Pe. Correia. Desde que o Imperador pernoitou na fazenda do padre, de passagem pelo Caminho do Ouro que o levaria às Minas Gerais, ficou encantado com a exuberância e amenidade do clima. Foi seu desejo então, adquirir a propriedade para seu uso e, em especial, para o tratamento de sua filha, Princesa Dona Paula Mariana de cinco anos, sempre muito doente e que se recuperou bem quando lá esteve.
Dom Pedro I sentia a necessidade de construir um palácio fora do Rio de Janeiro, pois recebia muitas visitas da Europa não habituadas ao calor tropical. Construir um palácio na fazenda do Padre Correia seria muito oportuno pelo excelente clima da região que agradaria aos visitantes estrangeiros. Consciente ou inconscientemente, incomodava também ao Imperador, residências muito mais luxuosas que os seus palácios, todos eles muito simples. Um palácio de verão serra acima poderia ser mais qualificado para a sua condição imperial. Além disso, sua filha a princesinha Da. Paula, que tinha sérios problemas de saúde vindo a falecer prematuramente aos dez anos, passou um verão na Fazenda do Padre Correia e se sentiu muito bem, repetindo a estadia muitas vezes. Em 1828, D. Pedro I, agora com sua segunda esposa D. Amélia, continuava a freqüentar a fazenda com Da Paula. A comitiva imperial nunca tinha menos de cinqüenta pessoas e Da. Amélia sentiu que visitas tão avantajadas estavam trazendo muitos problemas para Da. Arcângela, irmã e herdeira do padre. Pediu, então, a Dom Pedro que comprasse a Fazenda. O Imperador se entusiasmou com a idéia, mas Da. Arcângela, alegando questões familiares de herança, não concordou com a venda. Ela mesma, talvez querendo se ver livre das incômodas e freqüentes visitas reais indicou a Dom Pedro I uma fazenda vizinha que estava à venda, a do Córrego Seco, pertencente ao Sargento-Mór José Vieira Afonso. Assim D. Pedro comprou o Córrego Seco por vinte contos de réis , preço considerado muito alto para o valor real da fazenda. A escritura de compra foi assinada em 1830.
D. Pedro I ainda adquiriu outras propriedades no entorno, no Alto da Serra, em Quitandinha e no Retiro, ampliando a área de sua fazenda. Ele poderia afinal realizar seu sonho de 1822, construindo um Palácio de Verão. Como enfrentava dificuldades políticas na capital, desejando que reinasse paz entre a Nação e o Trono, passou a chamar o seu Córrego Seco de Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir um palácio. Encarregou o arquiteto real Pedro José Pezerat e o engenheiro francês Pierre Taulois de um projeto que denominou Palácio da Concórdia, simbolizando a harmonia entre a Nação e o ramo brasileiro da Casa dos Bragança que tanto desejava. Mas a obra não foi realizada, pois no dia 07 de abril de 1831, o Imperador foi obrigado a abdicar para retornar a Portugal. O projeto do palácio e o orçamento da obra constam dos arquivos do Museu Imperial, infelizmente sem referência quanto ao local da obra.
Com a abdicação e morte de seu pai em 1834, D. Pedro II herda essas terras, que passam por vários arrendamentos até que Paulo Barbosa da Silva, Mordomo da Casa Imperial, teve a iniciativa de retomar os planos de Pedro I, de construir um palácio de verão no alto da serra da Estrela. Era uma vultuosa empreitada que iria consumir consideráveis investimentos públicos e privados nos anos seguintes, mas o Império, na década 1840 -50, estava em boa condição financeira, com o afastamento dos ingleses da nossa economia, com a proibição do tráfego negreiro que liberava capitais para investir e, principalmente, com o “boom” do café. O Mordomo já tinha mandado o engenheiro alemão Júlio Frederico Köeler construir a Estrada Normal da Serra da Estrela para tornar possível o acesso de carruagens à Fazenda do Córrego Seco, uma vez que o Caminho Novo era apenas para tropas de mulas. Paulo Barbosa e Köeler elaboraram um plano para fundar o que ele denominou “Povoação-Palácio de Petrópolis”, que compreendia a doação de terras da fazenda imperial a colonos livres, que iriam não só levantar a nova povoação, mas, também, seriam produtores agrícolas. Assim nasceu Petrópolis com a mentalidade de substituir o trabalho escravo pelo trabalho livre.
No dia 16 de março de 1843, o Imperador, que estava com dezoito anos e recém-casado com Da. Teresa Cristina assinou o Decreto Imperial nº 155 que arrendava as terras da fazenda do Córrego Seco ao Major Köeler para a fundação da “Povoação-Palácio de Petrópolis”.
Aos alemães, os primeiros colonizadores, juntaram-se muitas nacionalidades num caldeirão étnico, a princípio, cada uma fechadas em suas famílias, mas pouco a pouco, se integrando como também aconteceu em todo o Brasil.
Os portugueses, principalmente açorianos, alguns antes mesmos dos alemães, vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio. Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores.
Os franceses não vieram todos juntos e foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria como as cruzes da Catedral de São Pedro de Alcântara e da Capela de Finados, assim como a inscrição Petrópolis, assinalando o batismo de povoação.
No início, os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade. Aos poucos foram se aproximando de outros grupos. Atuaram também em panificação, distribuição de jornais e diversas outras.
Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes. Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do petropolitano.
Durante todo o 2° Reinado, a presença de D. Pedro II em Petrópolis se destacou, acima de qualquer outra personalidade, por sua influência, pela constância da sua presença e do seu amor à cidade. “Fale-me de Petrópolis”, pedia a quem o visitava no exílio, pouco antes de falecer. Na colonização, os alemães, que receberam toda a proteção e simpatia do Imperador, sempre lhe prestaram as maiores homenagens, chamando-o de “Unser Kaiser” (Nosso Imperador). A temporada de verão na Serra da Estrela durava até seis meses, de novembro a maio, quando então, a tutela imperial era transferida para Petrópolis. Desde 1848, somente nos anos difíceis da Guerra do Paraguai, a vilegiatura serrana do imperador foi interrompida. Nos dois últimos anos do Império, sua saúde se deteriorou com os diabetes, a ponto dele se retirar de um espetáculo que assistia no Hotel Bragança. Os médicos e sua família procuraram mantê-lo em Petrópolis. Proclamada a República, foi em Petrópolis que ele recebeu a notícia de seu exílio. Com o Imperador na cidade, ela se tornava a capital do Império e centro da atenção nacional.
A cidade se desenvolvia rapidamente, com forte tendência aristocrática, por força da presença do Imperador e de sua corte, nas temporadas do verão petropolitano. Nobres, políticos, diplomatas, grandes senhores e toda sua “entourage”, ricos negociantes e a intelectualidade da época se transferia para Petrópolis, durante um semestre a cada ano. Palacetes eram construídos para morada dessa gente abonada. Quem não tinha moradia se hospedava em hotéis e casas de família. E a cidade assumia um aspecto elegante. Muitos desses palacetes, hoje fazem parte do patrimônio arquitetônico do Centro Histórico da cidade, cuja preservação é imprescindível para o desenvolvimento turístico e cultural de Petrópolis. Mas o protocolo da serra era simples, podendo o Imperador ser encontrado circulando pela cidade de vitória ou mesmo a pé. Vez em quando, entrava na sala de aula de uma escola e passava a fazer perguntas aos espantados alunos. Carolina Nabuco contava que sua mãe viu certa vez, a princesa Isabel saindo de sua casa, em frente a Catedral, recomendando ao Conde d’Eu: “Gaston, não esqueça a chave do portão!”
Sem perder suas características de veraneio, a cidade se modernizava, acompanhando a tendência geral da segunda metade dos anos 1800. Alguns sinais dessa modernidade são descritos a seguir. Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, criou a estrada de ferro e a linha de barcos a vapor, que ligava Petrópolis ao Rio de Janeiro. Essa viagem começava no Cais dos Mineiros do Rio e ia até o Porto de Mauá, no fundo da Baía da Guanabara, em pequenos vapores muito confortáveis, com orquestra e sala de refeições; do Porto de Mauá até Raiz da Serra usava-se a primeira estrada de ferro do Brasil, em 1854, e daí, em diligências até Petrópolis pela Estrada Normal da Estrela. Em 1883, foi inaugurada a Estrada de Ferro do Príncipe Grão-Pará, vencendo a Serra da Estrela em cremalheira, notável obra de engenharia na época, que substituía as diligências serra acima. Hotéis para veranistas e visitantes ilustres foram inaugurados. O Hotel Bragança, que funcionou por quase 80 anos e foi derrubado para a abertura da rua Alencar Lima tinha noventa e dois quartos, salões de festas, de bailes e um teatro. Mas havia outros, como o Hotel Suíço, o João Meyer, ponto de reunião de colonos, o Hotel Europa, que hospedou o Imperador Maximiliano do México, em 1848 e o Orleans, onde hoje funciona a Universidade Católica de Petrópolis, na Rua Barão do Amazonas. A indústria de tecidos encontrou fatores favoráveis na cidade como o clima úmido, a energia hidráulica e a mão-de-obra qualificada. A Imperial Fábrica de São Pedro de Alcântara, a Companhia Petropolitana, a Aurora, a Werner, a Santa Helena, a Da. Isabel e a Cometa faziam de Petrópolis o mais importante pólo têxtil do país. Construção de modernas estradas de rodagem que facilitavam o acesso à cidade. Entre elas, a Estrada para Paty do Alferes, a atualíssima Estrada Normal da Estrela que vinha do Porto da Estrela até Petrópolis (1843) e a União e Indústria que ia de Petrópolis para Juiz de Fora (1856).
Assim, com sua animada vida social, Petrópolis competia com o Rio de Janeiro durante todo um semestre por ano, levando a grande vantagem de oferecer um clima ameno aos seus visitantes. Em conseqüência, a cidade ostentava um grande número de primeiros lugares no Brasil, como a Estrada Normal da Estrela, a primeira estrada de rodagem de montanha, a União e Indústria, a primeira estrada macadamizada, a primeira cidade totalmente planejada antes de ser iniciada a sua construção e o primeiro trem a subir uma montanha.
Com a Proclamação da República em 1889 que resultou no banimento e o exílio da Família Imperial, temia-se que a cidade fosse ameaçada por retaliações republicanas e perdesse o seu prestígio. Mas isso não aconteceu. As funções administrativas passaram a ser exercidas por intendentes nomeados pelo governador do estado até 1892, quando Petrópolis passou a ser governada pela sua Câmara, situação que perdurou até 1916, quando foi criada a Prefeitura Municipal, tendo Oswaldo Cruz como seu primeiro prefeito, nomeado por Nilo Peçanha.(11, p.34) Internamente, tentando se alinhar com as novas idéias e apagar as lembranças da Monarquia, os políticos começaram a mudar os nomes das ruas, substituindo os antigos nomes imperiais pelos seus novos valores. Quando Petrópolis deixou de ser capital do Estado, pensou-se novamente que a cidade perderia seu prestígio e ficaria esquecida. Ao contrário, por muitos anos, o desenvolvimento foi mantido, ao lado da sua vocação turística. Quando surgia uma epidemia de febre amarela no Rio de Janeiro muitas pessoas se mudavam para Petrópolis, que estava livre desses males pela salubridade do clima.
Os republicanos também se renderam aos encantos da Serra da Estrela. De 1894 a 1903, o Ministério das Relações Exteriores praticamente funcionou em Petrópolis, decidindo questões vitais como a assinatura do Tratado de Petrópolis, que anexou o Acre à Federação.
Nos anos seguintes, com exceção de Floriano Peixoto, Delfim Moreira e Castello Branco, todos os presidentes da República, desde Deodoro da Fonseca até Costa e Silva, veranearam em Petrópolis. A cidade que antes se transformava em capital do Império, agora se tornava capital da República com presença de expressivas personalidades como Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco, Santos Dumont, Conde Afonso Celso, Hermes da Fonseca e sua mulher Nair de Teffé, Pandiá Calógeras, Henrique Lage, Ruy Barbosa, Joaquim Murtinho, Stefan Sweig, Edson Passos, Eugênio Gudin e tantas outras. Ficou preservado o seu ambiente culto, aristocrático e refinado. Durante o verão, no início da noite, a estação ferroviária se transformava num “point” social, repleta com as famílias esperando a chegada do “trem dos maridos”. Com eles vinham também as notícias do dia.
Epitácio Pessoa, em 1920, construiu o prédio do I° Batalhão de Caçadores, trazendo para a cidade a tropa do Exército, hoje 32°Batalhão de Infantaria, uma das tradições petropolitanas. Em 1922, ele construiu o belo prédio dos Correios em arquitetura neoclássica. Em 1928, foi construída a primeira rodovia asfaltada do país que ligava o Rio a Petrópolis, que recebeu o nome de Washington Luiz, uma homenagem ao presidente que teve essa importante iniciativa para a vida da cidade.
Talvez Getúlio Vargas tenha sido o presidente que mais se aproximou e se interessou por Petrópolis. Até hoje, muitos ainda se lembram dele caminhando pelas ruas da cidade, com as mãos cruzadas nas costas. O Museu Imperial e o Mausoléu dos Imperadores devem a ele a sua existência. Getúlio Vargas em Petrópolis, na visão de José Luiz Alquéres, de certa forma, repete a época imperial, pela concentração e continuidade do poder central durante o Estado Novo, pela afetividade do povo petropolitano com a família Vargas e pelo trânsito político que beneficiou seus parentes, como a filha Alzira - qual uma nova princesa Isabel, sua mulher Darcy e seus aparentados Amaral Peixoto, João Goulart, Celina e Moreira Franco. Tudo isso contribui para dar a Getúlio uma aura só superada pelo velho imperador, com o qual, inconscientemente ou não, procurou se identificar.
Essa nova “corte imperial” mudou a cidade. O suntuoso Hotel-Cassino Quitandinha, aberto em 1944, se tornou conhecido em todo o país e atraiu o jet-set internacional para Petrópolis. Orson Welles, Errol Flynn e outros, nele se hospedaram. Com a proibição legal do jogo em 1946, o hotel perdeu o esplendor, mas até hoje seu prédio, conhecido como Palácio Quitandinha é atração na cidade.
Depois da década de 50, mudanças sociais e tecnológicas como a explosão demográfica, a limitação dos espaços urbanos, o início do processo de industrialização do país, com as intensas migrações internas de populações marginalizadas, a cidade se viu envolvida em um processo político populista que a descaracterizou e permitiu que diversas áreas, inclusive as encostas dos morros, fossem ocupadas de modo inadequado. Como conseqüência, ocorreu um violento crescimento da população sem um planejamento urbano e paisagístico que permitisse a manutenção das condições anteriores da cidade, o que modificou em profundidade o ambiente, a sua aparência e a qualidade de vida da população.
A mudança da capital federal para Brasília em 1961 é uma data significativa para Petrópolis. A modernidade inevitável e, nos últimos anos, a reestruturação da economia mundial com a globalização impuseram a Petrópolis a condição de subunidade do Grande Rio, deixando-a sem vida própria, crescendo sempre o caráter suburbano de seus moradores, que passam a dividir com outros locais o seu modo de vida. Em conseqüência, nos últimos anos, implacável e impiedosamente, lojas e serviços de antiga tradição na cidade encerraram sua atividade. Alfaiataria De Carolis, Confeitaria Copacabana, Casa Galo, Ótica Haack, Casa Duriez, Sapataria Schettini, Padaria Alemã e das Famílias e tantas outras, são saudosas lembranças para os petropolitanos. Esses comércios foram sufocados pela dominação abusiva do mercado por redes nacionais de lojas de varejo que se instalaram em Petrópolis. Isso evidentemente, mudou a identidade social e cultural da cidade.
Tanto no Império como na República, Petrópolis se desenvolveu, sempre estimulado pela presença de pessoas ilustres que amaram a cidade e aqui passaram boa parte de suas vidas. Muitos deles estão sepultados em Petrópolis e foram incorporados ao patrimônio cultural de nossa cidade. Especialmente a sua rica tradição ligada à Família Imperial brasileira, em particular a figura de D. Pedro II, passou a ser um valor significativo para a cidade e um forte apelo para turismo cultural de maior grandeza. A educação também é um expressivo valor petropolitano. Os alunos do nosso ensino fundamental público e privado, sempre se destacaram nas avaliações oficiais, assim como na vida profissional, os estudantes do ensino superior representado pela Universidade Católica de Petrópolis e Faculdade de Medicina de Petrópolis. Para que esses valores histórico-culturais possam se transformar em riqueza para a cidade, estão sendo feitos grandes esforços pela iniciativa privada e pelo poder público, com ações diretas como investimentos na educação do povo, na divulgação e principalmente, na transformação da consciência dos que vivem em Petrópolis para que se sensibilizem com esses valores e recebam com toda atenção aqueles que a visitam.
Entre as sete cidades imperiais das Américas, Petrópolis é a que tem mais direito de usar esse honroso título. As outras cidades imperiais, Ciudad Imperial, no sul do Chile e a Vila Imperial de Potosi, na Bolívia, que foram as primeiras e receberam seus títulos concedidos por Carlos V. Dom Pedro I deu o título de Imperial à Cidade a São Paulo, à Vila Rica, Ouro Preto e a Montivideo, querendo consolidar a presença militar brasileira na Banda Oriental do Rio da Prata em 1825. Os regentes de 1831 chamaram uma pequena vila de Goiás de Vila do Porto Imperial. Finalmente Dom Pedro II preferiu denominar a vizinha como Imperial Cidade de Niterói em 1841. Todas essas concessões foram rigorosamente legais, concedidas por decretos oficiais. Petrópolis, porém, entre todas essas, é a que mais tem o direito de ostentar o título de Cidade Imperial apesar de não ter recebido esse galardão de um imperador. Petrópolis nasceu sob o patrocínio e com a proteção de Dom Pedro II, em terras da Família Imperial. Até a sua morte nosso Imperador nunca se desligou de sua cidade. Petrópolis é cidade imperial oficiosa, mas com todo o direito e o orgulho desse título de nobreza.
Extraído do site da Prefeitura de Petrópolis














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