terça-feira, 25 de maio de 2010

Projeto prevê reativação de via férrea histórica para Petrópolis






RIO - Rio de Janeiro e Petrópolis estão próximos de resgatar uma das    malhas ferroviárias mais lendárias e bucólicas do Brasil: a Ferrovia Príncipe do Grão-Pará, a primeira do país, que será revitalizada ainda  em prazo a ser definido. Interesse não falta. Inaugurada em 19 de   fevereiro de 1883, a via férrea que liga a Vila Inhomirim, em Magé, à   Rua Tereza, em Petrópolis, está desativada desde 1964, privando  adeptos do trem de um dos visuais mais bonitos entre a cidade e a   serra.

 A reinstalação se dará graças ao projeto de lei nº 2736/2009, do   deputado estadual João Pedro Figueira (DEM-RJ). O texto foi aprovado  pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa como  de relevante interesse turístico e econômico para o Rio. O custo   estimado é de R$ 62 milhões.– É um dos mais belos passeios turísticos do Brasil. Com a Copa de  2014 e a Olimpíada de 2016, a região receberá mais 600 mil turistas    por ano, com empregos diretos para 2 mil pessoas – entusiasma-se João   Pedro, presidente da Comissão de Turismo da Alerj.  


 A Secretaria Estadual de Transportes, que adquiriu 30 novas    composições na China por US$ 9 milhões (R$ 162 milhões), é favorável à    revitalização da ferrovia. Mas avisa ser inviável ceder novos trens  para o trajeto.  A prioridade é o transporte de trabalhadores, mas podemos ajudar com  mão-de-obra especializada como fizemos em Macaé e Angra dos Reis disse o secretário estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues.


Foto tirada em 1882 para registrar a construção da estrada de ferro Príncipe do Grão-Pará ,que subia a Serra da Estrela , passava por Petrópolis e prolongava-se até São José do Rio Preto. http://www.abi.org.br


 Duas etapas -  A extensão de toda ferrovia é de 55 quilômetros, sendo 49 da antiga    Estrada de Ferro Mauá, que vai da Leopoldina à Vila Inhomirim – e que  precisa ser recuperada – mais os seis do plano inclinado da Serra da   Estrela até Petrópolis, que não tem sequer trilhos.   O prefeito de Petrópolis é do PT, partido do Lula. O BNDES e os  ministérios dos Transportes e do Turismo vão querer investir no   projeto – entende João Pedro.   O prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi, afirma que o município não tem como bancar o projeto.    Precisamos de ajuda dos governos estadual e federal. Já tivemos   contato com o Ministério do Turismo, que pediu a reavaliação do  orçamento – disse Mustrangi.

 Nos sites Manifesto Livre e Tudo é Turismo, abaixo-assinados virtuais   com mais de mil adesões à revitalização da ferrovia foram encaminhados    ao Gabinete Civil da Presidência da República, pleiteando a inclusão   do projeto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os    documentos relatam que, na década de 50, a malha ferroviária do Rio    era de 3.800 quilômetros. Em 2003, restavam 1.250, ou seja, perda de   60% em trilhos.   Engenheiro aprova, mas pede cuidados na execução   Ex-diretor do Metrô do Rio, ex-presidente do Departamento de Estradas   de Rodagem (DER) e um dos autores do plano ferroviário da cidade de   São Paulo, o especialista em engenharia de transportes Fernando    MacDowell, adverte sobre os riscos de se manter a malha ferroviária da   Ferrovia Príncipe do Grão-Pará, que está desativada há 46 anos.  

 MacDowell argumenta que, para o empreendimento ser bem sucedido,    evitando por em risco a integridade física de seus futuros usuários, será necessária uma avaliação criteriosa de toda a malha, que começa    na Estação Leopoldina, no Centro.    Dificilmente esses 49 quilômetros de malha ferroviária até o pé da    serra vão estar em bom estado. Tem que ser feito um estudo   multidisciplinar das condições desse material. Sem contar a parte da   serra. Antes de serem instalados os trilhos, é obrigatório checar as  condições do terreno – alerta o especialista.     Segundo MacDowell, os dormentes de toda essa malha ferroviária têm que   estar alinhados, e os trilhos e fixadores, aparelhos que fazem as   mudanças de via, precisam ser novos.   Por tudo isso, o especialista em transporte não acredita que o    orçamento estimado para a reativação da Ferrovia Príncipe do Grão-Pará   ficará em R$ 62 milhões.    Acho que não, porque cada quilômetro de malha ferroviária teria de    custar em torno de apenas R$ 1 milhão. Acho muito barato – estima.  Muito material teria que ser reaproveitado para ficar só nesse valor,    e isso comprometeria o empreendimento na obra.   MacDowell, no entanto, é a favor da revitalização da ferrovia, por    considerá-la um patrimônio histórico do país.>

O brasileiro é doido por andar de trem, ainda mais num trajeto    bucólico e deslumbrante como aquele pela serra acima – admite ele. – É   o tipo do cenário em que valeria até à pena, ao invés de um trem ou   uma cremalheira, colocar uma locomotiva daquelas antigas, tipo   maria-fumaça, para fazer o trajeto.>

Memória JB
Ferrovia democrática
A Ferrovia Príncipe do Grão-Pará transportou desde a nobreza até a    plebe. Na viagem inaugural, em 19 de fevereiro de 1883, entre os    ilustres passageiros estavam D.Pedro II, imperador do Brasil, e o    barão do Rio Branco. Anos depois, um garoto de 17 anos subia a serra   de trem para jogar futebol: Garrincha, futuro craque, que morava em    Pau Grande, próximo à estação da Vila Inhomirim.    Ele era juvenil do time da Companhia Têxtil América Fabril, onde   trabalhava e disputava campeonatos contra o Petropolitano, Serrano e    Cascatinha, de Petrópolis. Até Alberto Santos Dumont, o Pai da   Aviação, fixou residência em Petrópolis, conhecida até hoje como "a    casa encantada". Machado de Assis, Rui Barbosa, Oswaldo Cruz e outras    personalidades também subiram a serra via trilhos. Nos concursos de    beleza, misses se hospedavam no tradicional Hotel Quitandinha. Por    mais de 80 anos a Estrada de Ferro deleitou os passageiros. Até que,    em 5 de novembro de 1964, foi considerada economicamente inviável e  desativada.

José Luiz de Pinho, Jornal do Brasil



"Abaixo-assinado! Pró-Trem Petrópolis - RJ

De:  Casa D`Italia Anita Garibaldi - Petrópolis/RJ

Prezados Confrades da
União das Associações Italianas do Rio de Janeiro - UAI

Inaugurada em 30 de abril de 1854, com a presença do próprio Imperador D. Pedro II (1825-1891) e de sua esposa - a napolitana Imperatriz Teresa Cristina, a Primeira Estrada de Ferro do Brasil foi, em 1883, prolongada até o Alto da Serra de Petrópolis.

Coincidentemente, no mesmo 1883, D. Pedro II também assiste à fundação da Sociedade Central de Imigração – SCI, organização criada por expoentes de sua própria Corte para defender a imigração européia como forma de preparar o país para o trabalho livre, insustentável que se tornara a política escravagista.

Começa assim, com maior densidade, a Presença Italiana em nosso Estado, no contexto de uma História que, em muitos momentos, confunde-se com a da História da própria Ferrovia no Brasil.
Por essa razão, a Casa D'Italia Anita Garibaldi de Petrópolis faz parte de um Grupo de Trabalho, criado pela Prefeitura de Petrópolis e designado GT-Trem, para desenvolver projeto de "retorno do velho trem da serra".

Os trabalhos, objeto de Tese do ítalo-petropolitano e membro de nossa Casa D'Italia - o Professor Antonio Pastori (do BNDES), encontram-se bem avançados e já contam com apoio dos Governos Municipal e Estadual.
Assim sendo, solicitamos de V.Sas. a especial colaboração de assinarem o "abaixo-assinado eletrônico" (link a seguir), bem como repassá-lo aos seus amigos, associados e colaboradores, auxiliando-nos, desta forma, a também sensibilizar as esferas Federais.
Ao contrário da Itália e de outros países europeus, que procuraram preservar suas ferrovias, o Brasil cometeu o grave erro de desativá-las; razão por que hoje lutamos para corrigir essa lacuna e resgatar a História, que também contém a História da própria Imigração Italiana em nosso Estado.
Contamos com você!
Clique no link abaixo e assine.

Muito Obrigado,
José Luiz D'Amico
Diretor Cultural
Casa D'Italia Anita Garibaldi de Petrópolis

http://www.manifestolivre.com.br/ml/assinaturas.aspx?manifesto=expresso_...



Colaboração Eugenio Gall/Luiz Medeiros - RJ
Fotos: créditos nas  mesmas

Um comentário:

Anônimo disse...

quero o trem de volta \o/\o/\o/