sábado, 5 de janeiro de 2008

Acordo coletivo tenta diminuir abismo financeiro na Itália


O ministério do Esporte italiano está preocupado com a enorme diferença de orçamento entre clubes grandes e pequenos. Por esse motivo, deu o aval para que as cotas de televisão, que desde 1999 são negociadas por clube, voltem a fazer parte de um acordo coletivo a partir de 2010. Com o sistema atual, clubes como Milan e Juventus faturam sete vezes mais com as transmissões. A ministra Giovanna Melandri acredita que o novo sistema poderá trazer mais equilíbrio ao "calcio": - Dessa maneira, os clubes grandes ganharão quatro vezes mais do que os pequenos.

Pela nova negociação, os 900 milhões de euros (cerca de R$ 2,3 bilhões) da televisão seriam divididos em três fatias: 40% do valor seriam distribuídos igualmente; 30% seriam distribuídos de acordo com o desempenho no campeonato; e outros 30% de acordo com o tamanho da torcida. Segundo o novo acordo, 40% do valor total da cota de televisão seriam divididos igualmente entre os clubes, 30% seriam distribuídos pelo desempenho no campeonato e 30% pelo tamanho da torcida

Com isso, um clube como o Juventus ganharia cerca de 87 milhões de euros, quatro vezes mais do que um Siena. Curiosamente, embora sejam favorecidos pelo acordo coletivo, quatro clubes menores - Siena, Atalanta, Cagliari e Palermo - votaram contra. E representantes da Série B ameaçaram entrar em greve se não receberem uma parcela que considerem mais justa. Esse tipo de divisão da cota de televisão não é novidade no futebol europeu. Na Inglaterra, por exemplo, 50% do valor total são divididos igualmente, 25% são distribuídos segundo a posição na tabela de classificação e 25% segundo o número de partidas transmitidas.Em janeiro de 2007, a autoridade antitruste da Itália recomendou, em um relatório de 170 páginas, que o sistema de negociação coletiva fosse utilizado novamente para garantir mais competitividade

Do Globo on line

Nenhum comentário: