quinta-feira, 3 de abril de 2008

Partido Democracia Cristã renuncia para evitar adiamento das eleições



Giuseppe Pizza, secretário do partido Democracia Cristã, cuja legenda foi admitida ontem, o que levantou a possibilidade de a data das eleições de 13 e 14 de abril ser adiada, decidiu renunciar às urnas. "Faremos uma campanha eleitoral simbólica e renunciaremos a concorrer às próximas eleições", declarou o político. "Pertenço a um partido que sempre demonstrou respeito pelo Estado". O ministro do Interior italiano, Giuliano Amato, havia atentado ontem para o possível adiamento das eleições gerais, após a decisão do Conselho de Estado de readmitir a participação do pequeno partido às urnas.

Voto dos italianos no Exterior

O vice-chanceler italiano, Franco Danieli, afirmou hoje que "se alguém tem algo a dizer em relação a irregularidades na votação dos italianos que residem no exterior, dirija-se imediatamente à Justiça". "Não podemos nos prender a denúncias genéricas", disse Danieli à ANSA, segundo quem os descuidos registrados são "previsíveis, limitados e monitorados". As versões dos descuidos e de supostas irregularidades registradas é "uma instrumentalização de natureza política de parte da direita", disse. Danieli também recordou que nas eleições de 2006, o atual líder do Povo da Liberdade (PDL), Silvio Berlusconi, falou de fraudes, pedindo a anulação do voto. Para o vice-ministro, o que está acontecendo nesses dias é fruto do erro de quem "imagina poder fazer uma somatória aritmética" dos votos no exterior. "Foi feito pela direita em 2006, justificando a derrota, porque a centro-direita se apresentou dividida". "A direita não perdeu porque os votos ficaram divididos, mas sim porque a centro-esquerda era mais forte", ponderou.


Da Ansa

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