Antonio Gava, de 78 anos, sete vezes ministro e dirigente histórico da Democracia Crista (DC), que governou a Itália durante quase 50 anos, morreu nesta sexta-feira em sua casa em Roma após um longo período doente. Gava foi dirigente da DC de Nápoles nos anos 1970 e 1980, grande construtor de alianças entre as correntes democratas cristãs, e foi considerado um dos políticos mais poderosos do pós-guerra. Em 1990 havia sofrido um derrame cerebral e desde então sua saúde foi piorando. Não era apenas um líder local da capital napolitana, apesar de sua imagem marcadamente estereotipada, com chapéu de abas largas, bengala de marfim, anel de ouro e cigarro nos lábios. Esses símbolos de homem do poder local escondiam um político dotado de grande intuição e igual capacidade para influenciar nas grandes decisões. Em Nápoles e na região da Campânia, Gava construiu o poder de sua corrente, junto de seu pai Silvio, advogado, senador e ministro democrata cristão, falecido em 1999. Antonio foi sete vezes ministro, chegando ao cargo de Ministério do Interior, mas sobretudo foi peça fundamental para reorganizar o "grande centro" doroteo (uma das correntes da DC) e influir na linha política do partido ao longo dos anos 1980, quando começou a declinação dessa força.
Ansa/La Repubblica









Nenhum comentário:
Postar um comentário