ROMA, 7 AGO - O ministro italiano para a Administração Pública e a Inovação, Renato Brunetta, anunciou hoje o primeiro resultado de sua cruzada contra a ausência de funcionários na burocracia italiana. Segundo dados oficiais, em julho passado foi reduzido em 37,1% o número de funcionários que faltaram ao trabalho por motivo de doença, comparado com o mesmo período de 2007. Esse número equivale a cerca de 25 mil funcionários públicos.
O recorde de redução de faltas foi registrado no Conselho Nacional da Economia e do Trabalho (CNEL), onde a diminuição no mês de julho foi de 77%, enquanto o Ministério do Meio Ambiente foi o único órgão público em que as ausências aumentaram, ainda que tenha sido um aumento de menos de 2%.
Segundo representantes do Ministério da Administração Pública e Inovação, essa sensível diminuição das faltas em órgãos públicos é conseqüência direta do decreto promulgado por Brunetta há poucas semanas, no âmbito da lei de orçamento adotada pelo Parlamento italiano.
Em sua luta contra as ausências desnecessárias no trabalho, o ministro restringiu as possibilidades de ausentar-se por motivos médicos, exigindo que os atestados sejam assinados por médicos de hospitais públicos e multiplicando as visitas de controle dos doentes.
Para fontes do ministério, "os resultados demonstram a notável resposta positiva que tiveram a ação legislativa e a campanha de conscientização na conduta dos funcionários públicos, confirmando que existem amplas margens ainda por recuperar em matéria de eficiência e produtividade nas administrações".
O sucesso do ministro Brunetta é discutido pela Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), principal central sindical do país. O responsável pela administração pública da organização, Carlo Podda, declarou que a campanha do governo faz "muito barulho por nada" e questiona os números apresentados pelo ministro. (ANSA)








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