Cidade do Vaticano, 14 jan, Ansa - A Conferência Episcopal Italiana (CEI) classificou nesta quarta-feira como "inaceitável" a emenda proposta pela Liga Norte, partido aliado ao governo de Silvio Berlusconi, de impor um pagamento aos imigrantes que queiram renovar seu visto de permanência no país. "Sem dúvida a posição que assumimos sobre o que chamam de contribuição é a posição de quem considera inaceitável o pagamento de uma taxa, esta definimos como imposto sobre a já pouco tutelada categoria dos imigrantes", afirmou o religioso Gian Romano Gnesotto, responsável da CEI para os imigrantes e refugiados na Itália. "Alucinações deste tipo prevêem punições aos imigrantes que, com empenho e notáveis esforços, tentam integrar-se à Itália", acrescentou Gnesott em uma coletiva de imprensa para apresentar a Jornada Mundial das Migrações 2009. Essas medidas "parecem uma queda, um retrocesso nas políticas de integração. Desejamos que tenham uma mentalidade aberta e uma inteligência tal que coloque em curso políticas adequadas", acrescentou. Por outro lado, o ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, falou na terça-feira sobre a proposta, que prevê o pagamento de 200 euros para um estrangeiro conseguir o visto de residência. Depois, a quantia passaria a ser uma contribuição. "A emenda continua de pé, mas ao invés dos 200 euros para conceder e renovar o visto, se prevê uma contribuição que será definida com um decreto dos Ministérios do Interior e da Economia", explicou. Anteriormente, a proposta havia provocado duras reações da oposição, enquanto o premier Silvio Berlusconi, e o presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini, também se declararam contra a medida.









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