O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, enviou em março um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo a extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti. Para o procurador, os crimes imputados a ele “parecem marcados por certa frieza e desprezo pela vida humana”. Souza discordou da tese de que Battisti não deveria ser extraditado porque os crimes seriam políticos. “O simples móvel político não autoriza a prática de homicídios premeditados e de violência contra quem quer que seja, de modo que o elemento subjetivo exclusivamente não legitima a classificação dos fatos como crimes políticos." O procurador fez mais observações sobre as acusações enfrentadas pelo italiano. “Battisti foi condenado por homicídios que, embora guardem certa motivação política, não tiveram como pano de fundo, por exemplo, uma manifestação ou rebelião, além do que ceifaram a vida de civis e de autoridades que se encontravam então indefesos”, disse.Defesa
Em nota divulgada nesta quarta, os advogados do dex-ativista de extrema esquerda afirmam que a decisão do Ministério da Justiça de conceder refúgio político a ele "preserva a Constituição brasileira". No texto, os advogados apontam falhas nos processos em que Battisti foi acusado na Itália, dizem que as ações são fruto de "perseguição política" e que o ex-ativista não cometeu nenhum dos homicídios pelos quais foi condenado.
Agência Estado








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