A Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), maior organização sindical italiana, organizou nesta sexta-feira, em Roma, um grande protesto para pedir ao governo italiano respostas convincentes frente à crise econômica. Segundo os organizadores, participaram da manifestação, que coincidiu com uma greve geral dos funcionários públicos e dos metalúrgicos vinculados a CGIL, cerca de 700 mil pessoas. Durante a passeata, o secretário-geral da CGIL, Guglielmo Epifani, pediu a aplicação imediata do acordo já estipulado pelo o governo para aumentar o subsidio aos desempregados. O governo, acrescentou Epifani, deve aprovar imediatamente o decreto necessário para que se possa aplicar o acordo, "pois o fator tempo é decisivo". "É preciso fazer as coisas bem e imediatamente, não tarde e mal", acrescentou. Por sua parte, o secretário-geral do setor metalúrgico da CGIL, Claudio Rinaldini, afirmou que são precisas "ações urgentes do governo para estender o seguro-desemprego" a todos os trabalhadores atingidos pela crise. A segunda maior organização sindical da Itália, a Confederação Italiana de Sindicatos de Trabalhadores (CISL) foi contra o protesto organizado pela CGIL. "Estas manifestações tem sabor político, são iniciativas que reafirmam os sentimentos da velha esquerda do século XX, mas não tem nada a ver com a ação sindical", afirmou Raffaele Bonanni, secretário-geral da CISL. "Não há nada de errado na manifestação", ressaltou senador do partido Itália dos Valores (IDV), Felice Belisario, que concordou com a critica a um governo "que pensa em tudo menos em como enfrentar a crise".
Ansa









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