Seis meses após o tremor de terra em l’Aquila é o frio que ameaça agora os habitantes da povoação italiana. Longe das promessas de Silvio Berlusconi, 4 mil pessoas permanecem ainda alojadas provisoriamente em tendas. Uma situação que está longe de um acampamento de férias, sobretudo com a aproximação do Inverno e a queda das temperaturas.
“Está cada vez mais frio e o nosso dia-a-dia é cada vez mais difícil, mas não temos escolha porque a minha neta está na escola de l’Aquila e a minha filha trabalha nos arredores”, afirma um refugiado.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi entregou no início do mês 250 novos apartamentos anti-sismicos a alguns dos mais de 25 mil desalojados. Mas a reconstrução é demasiado lenta e poderá durar mais de uma década. Uma situação que não corresponde às promessas de Berlusconi que, em Junho, tinha transferido a cimeira do G8 para l’Aquila, garantindo que todos os habitantes seriam realojados até ao final de Setembro. Seis meses após o terramoto que matou mais de 300 pessoas, a vida está longe de regressar ao normal em l’Aquila.
No impasse permanece também a investigação do governo a alegadas fraudes na construção dos edifícios na região.
Euronews.pt









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