quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Cidadania: Fifa imporá mais restrições

O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Joseph Blatter, advertiu que a entidade adotará algumas precauções, diante do número crescente de jogadores de futebol sul-americanos que querem se naturalizar nos quais onde jogam. Blatter alertou que esta tendência "terá sérias repercussões" nos próximos Mundiais. "Há um excesso de jogadores sul-americanos, a maioria do Brasil e da Argentina, que obtém seu passaporte europeu com facilidade", explicou Blatter em declarações na Cidade do México.


"Essa situação pode fazer com que o Mundial de 2014 (no Brasil), seja disputado por seleções integradas predominantemente por jogadores de Brasil e Argentina. Esse é o motivo que nos leva a intervir", acrescentou.


Blatter calcula que em todo o mundo "há 6 mil jogadores sul-americanos" profissionais e que a Fifa fará cumprir o período de espera de cinco anos para que um jogador possa representar uma seleção nacional que não seja a de seu país de origem. No caso do México, o tema dos naturalizados é motivo de polêmica. Na Alemanha em 2006, por exemplo, o brasileiro Antônio Naelson, o 'Sinha', disputou o Mundial com a camisa da seleção 'asteca'. Nas eliminatórias para o Mundial da África do Sul 2010, no "Tri" jogaram o também oriundo do Brasil Leandro Augusto e o argentino de nascimento Matías Vuoso.


Blatter esteve na apresentação da nova camisa da seleção nacional depois de se reunir com o presidente mexicano Felipe Calderón.


Da Ansa

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