Veneza sobre as águas tem menos de 60 mil habitantes e sábado próximo (14), por ocasião do "funeral" da cidade, cientistas de uma universidade norte-americana tirarão o DNA dos últimos venezianos 'doc' que restam. Um teste voluntário de massa, ao qual poderão se submeter somente os homens de qualquer idade e condições, desde que "serenissimi" (em se referindo à Sereníssima República de Veneza, cidade-estado que existiu de meados do século IX até 1797) de pelo menos duas gerações, isto é, com avós e pais venezianos, para garantir a continuidade histórica do código genético. Serão os estudiosos do Worcester Polytechnic Institute de Massachusetts que realizarão a pesquisa da National Geographic Society sobre as origens dos venezianos durante o "Funeral de Veneza" organizado pelo movimento apartidário Venessia.com para sensibilizar a opinião pública sobre o despovoamento do centro histórico. Os residentes de fato são menos do que 60 mil habitantes (59.992), isto é, estão abaixo do índice considerado o mínimo vital. O estudo, explica o jornal romano La Repubblica, visa esclarecer as origens das populações da Europa centro-ocidental e na Itália se concentra sobre o patrimônio genético dos venezianos e dos venetos. Mediante a retirada de amostras de saliva, os cientistas querem confirmar ou desmentir várias teorias sobre as origens dos venetos, sobre a sua difusão no continente europeu e principalmente sobre a sua chegada à laguna de Veneza. São necessárias 5 mil amostras de DNA para obter pelo menos 300 válidas. Para levar a cabo essa coleta, os pesquisadores ficarão em Veneza até meados de dezembro.
Ansa









Nenhum comentário:
Postar um comentário