Roma - A União Europeia (UE) expressou ontem(12) sua satisfação com os sinais de reação que a Itália demonstrou contra a suspeita do mercado de que o país não cumprisse com seus compromissos financeiros.
Em declarações à imprensa, o vice-presidente da Comissão Europeia do bloco, Antonio Tajani, afirmou que "a Itália demonstrou saber lidar com a situação, exprimindo uma vontade comum de rejeitar a dificuldade e as especulações contra o euro".
Um dia após a Bolsa de Milão fechar com fortes baixas e o prêmio de risco da dívida italiana superar os 300 pontos, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, garantiu aos mercados financeiros internacionais que o Parlamento de seu país aprovará medidas que reduzirão os gastos públicos em 48 bilhões de euros (R$67 bilhões) para garantir o pagamento da dívida, atualmente em 120% dos PIB.
"É importante que o premier Berlusconi tenha feito sua declaração, que a oposição se exprima, com posições diferentes, a favor dos mesmos objetivos, que seja manifestava uma coesão social entre sindicalistas e a Confindustria [Confederação Geral da Indústria Italiana]", ressaltou Tajani.
Ele indicou que a Comissão apoia a reforma financeira, "que está de acordo com as recomendações europeias", explicou, justificando que é importante o "ajuste de contas para 2014", assim como "a solidez do sistema bancário".
Em nota, o chefe de Governo da Itália assegurou que os bancos italianos são "sólidos e "seguros" contra golpes do mercado financeiro, em uma tentativa de acalmar os ânimos.
"Os nossos bancos são sólidos, estão seguros contra os golpes que grandes instituições bancárias estrangeiras lhes deram e estão prontos para responder aos convites para aumentar ainda mais sua capitalização", defendeu.
Berlusconi atestou que as autoridades europeias e os governos nacionais estão empenhados acabar com o perigo de um regresso econômico "de vinte anos", e reforçou que essa crise "ocorre em meio a um forte processo de correção das contas públicas que empreendíamos há um tempo e foi reforçado há alguns dias".
Tajani informou que o Gabinete de Estatísticas da UE, o Eurostat publicará amanhã um documento sobre o desenvolvimento da produção industrial que indicam para a Itália "uma retomada, ainda tímida", com um crescimento de 3,5% nos meses de fevereiro, março e abril de 2011 e comparação com o mesmo período de 2010.
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