Na convicção de que nos programas eleitorais "nenhum partido explica como reverter um caminho que levou ao desastre do nosso patrimônio cultural" e que "é preciso dar voz aos italianos", as Primárias da Cultura permitem que os cidadãos escolham propostas concretas para oferecer aos futuros parlamentares sobre os quais, com a lei eleitoral atual, não podem expressar sua preferência.
Daqui a ideia lançada por Grupos de Jovens do FAI de envolver os italianos e fazê-los votar três dos 15 assuntos elaborados com base nas situações de emergência na Itália em se referindo à cultura, paisagem e meio ambiente: da necessidade de garantir ao setor pelo menos 1% do dinheiro público, à revisão das normas que regulamentam o consumo do solo (na Itália o cimento engole 75 mil hectares diários), até medidas que impeçam o esvaziamento dos centros históricos, incentivos para os que trabalham no setor dos bens culturais, aumento dos investimentos em restauração de obras de arte e apoio ao ensino e pesquisa.
Entre as prioridades identificadas pela fundação não poderia faltar a indústria turística: o FAI aponta o dedo para a Constituição e a fragmentação das políticas do setor.
Por que atraímos cada vez menos turistas quando temos o país mais lindo do mundo?, lê-se no 13º subtítulo das Primárias da Cultura. A Itália fez bem em abolir o Ministério do Turismo atribuindo competências às regiões? Se "temos menos visitantes do que a França, apesar da Campania possuir um dos mais importantes circuitos arqueológicos do mundo", deve existir algum problema: "É necessário um planejamento coordenado no médio prazo entre o Ministério do Desenvolvimento, do Turismo e dos Bens Culturais junto às autoridades locais que devolva ao nosso país os primeiros lugares em número de visitantes".
Infraestrutura, apoio à cultura e ao patrimônio, promoção, criação de uma grande plataforma digital que reúna as principais ações para favorecer o turismo: esta é a lista de ações urgentes para aqueles que, na votação dos três temas, expressarem preferência pela 13ª questão.
Até agora a mais clicada é a primeira da lista, a que pede uma cota mínima de 1% do dinheiro público para a cultura, preferida por cerca de 40 mil votantes. No entanto, o turismo também parece importante para os italianos: "Menos Italialand, mais Itália (...)" está em sétimo lugar no ranking, votado por mais de 6% dos eleitores culturais.
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