segunda-feira, 27 de maio de 2013

Governo italiano é julgado por suposta cumplicidade com a máfia

Julgamento começa nesta segunda, na Sicília; presidente é um dos réus.Governo teria negociado com mafiosos para por fim a ataques em 1990.

Da France Presse
 
O julgamento sobre supostas negociações entre funcionários do governo e representantes da máfia após
uma série de ataques com bomba e assassinatos nos anos 1990 começou nesta segunda-feira (27) na Sicília.
Segundo a acusação, os membros do governo concordaram em ser menos severos com os integrantes da máfia, reduzindo o número de detenções e melhorando as condições de prisão, em troca do fim dos ataques.

Dez pessoas, entre elas o ministro do Interior da época, Nicola Mancino, e o chefe da máfia Toto Riina, estão no banco dos réus.

Os promotores também pretendem convocar para prestar depoimento figuras políticas como o presidente da República, Giorgio Napolitano.

"Combati a máfia. Não posso estar no mesmo julgamento que os chefes da máfia", disse Mancino antes do início das audiências.

"Pediremos que o julgamento seja arquivado", disse Mancino, que é acusado de falso testemunho.

A promotoria alega que depois dos assassinatos de dois juízes que combatiam a máfia em 1992, importantes autoridades do governo italiano iniciaram negociações secretas com a máfia.

Mancino está sendo julgado ao lado do ex-senador Marcello dell'Utri e de três ex-comandantes da polícia, Antonio Subranni, Mario Mori e Giuseppe De Donno.

Os ex-chefes da máfia Riina, Leoluca Bagarella e Antonio Cina, assim como os foragidos Giovanni Brusca e Massimo Ciancimino, também são julgados.

Como parte da investigação, os promotores ouviram uma conversa telefônica entre Mancino e Napolitano, o que provocou um confronto entre a procuradoria e a presidência italiana.

Por decisão de um tribunal, a fita foi destruída e o conteúdo não foi revelado.

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