domingo, 31 de maio de 2015

Eleições regionais não são sobre governo, diz Renzi

Roma -  Um dia antes das eleições que vão definir os governadores de sete regiões e os prefeitos de 1.089 cidades italianas, o primeiro-ministro Matteo Renzi afirmou que a votação deste domingo (31) não deve ser interpretada como uma avaliação sobre o seu governo.

Nos últimos dias, a oposição vem tentando imprimir ao pleito um caráter de referendo sobre o premier, uma vez que sua legenda, o centro-esquerdista Partido Democrático (PD), arrisca perder em até quatro das sete regiões que vão às urnas.

O líder do conservador Forza Italia (FI), Silvio Berlusconi, chegou até a acenar com uma cobrança de renúncia de Renzi caso o placar das eleições termine de maneira negativa para o PD nos estados. "Um pleito local tem valor local. Faço um apelo: habituemo-nos a pensar que o voto serve apenas para aquilo que se vota", declarou o primeiro-ministro durante um evento neste sábado (30), em Trento.

Das sete regiões que escolherão seus governadores, o Partido Democrático é favorito para vencer em quatro: Toscana, Marcas, Púglia e Úmbria, sendo que nas três primeiras a vitória da centro-esquerda é dada como certa. No Vêneto, o candidato da legenda de extrema-direita Liga Norte, Luca Zaia - também apoiado pelo FI -, deve sair vitorioso.

Restam Campânia e Ligúria, onde a disputa está mais apertada. Na primeira, o nome do PD, Vincenzo De Luca, já foi condenado em primeira instância por abuso de poder. Se a sentença se tornar definitiva, ele poderia ser cassado. No entanto, De Luca segue liderando as pesquisas, mas por uma margem bastante estreita.

Na segunda, historicamente vermelha, uma parcela do Partido Democrático e outras legendas de esquerda estão ao lado de Luca Pastorino, e não da candidata de Renzi, Raffaella Paita, uma divisão que pode beneficiar a centro-direita, representada pelo berlusconiano Giovanni Toti (FI).
   

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