quinta-feira, 27 de maio de 2010

Theatro Municipal do Rio de Janeiro



Um dos mais bonitos prédios do Rio de Janeiro, localizado na Praça Floriano, conhecida como Cinelândia, no centro da cidade, o Theatro Municipal é a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul. Desde a sua inauguração, em 14 de julho de 1909, o Theatro tem recebido os maiores artistas internacionais, assim como os principais nomes brasileiros, da dança, música e da ópera.
Inicialmente, o Theatro foi apenas uma casa de espetáculos, que recebia principalmente companhias estrangeiras, na maioria trazidas da Itália e da França. A partir da década de 30, o Municipal passou a ter seus próprios corpos artísticos: orquestra, coro e ballet (para a história de cada um deles veja Diretoria Artística). Os três continuam em plena atividade e realizam várias produções próprias a cada ano. Hoje, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é a única instituição cultural brasileira a manter simultaneamente um coro, uma orquestra sinfônica e uma companhia de ballet.

Prefeito do Distrito Federal, entre os anos de 1902 e 1906, o engenheiro Pereira Passos o planejou como o toque final da reforma que realizou na cidade do Rio de Janeiro, sendo o Theatro construído com base na fusão do projeto arquitetônico de Francisco de Oliveira Passos, com o de Albert Guilbert, que haviam empatado no concurso organizado para o projeto do novo teatro. O desenho do prédio foi inspirado no da Ópera de Paris, construída por Charles Garnier.

Externo - Na fachada se destacam: a escadaria de acesso, a visão dos dois andares e as três cúpulas da cobertura. O sentido de verticalidade desta fachada é dado pelas grandes colunas no corpo central e nas colunas menores das rotundas laterais. O equilíbrio das linhas é clássico, mas a profusão da decoração nos remete ao barroco.

Na calçada, antes e nas laterais da escadaria, duas colunas de granito, sustentam lampadários, ornamentos de bronze e o emblema do município.

Na parte inferior da fachada e das laterais, as escadarias são de granito da Candelária, bem como os pedestais das colunatas e as guarnições das portas de acesso do público.        A coloração do granito faz destacar os bronzes, as seis colunas centrais de mármore italiano e as de mármore belga das rotundas laterais.

As três portas principais são de madeira, protegidas por portões de bronze. São em arco pleno, assim como as janelas das rotundas.

As quatorze colunas principais são em mármore de Carrara, estilo corintio. O emblema do município aparece nos capitéis . Sobre as seis colunas centrais da fachada, uma pequena cornija e um friso decorativo tem, ao centro, a inscrição “Theatro Municipal”.     Acima desta, em um pequeno frontão,há a inscrição “MCMV – MCMIX”, ladeado pelas esculturas de Rodolpho Bernardelli: a Poesia e a Música na fachada central; a Dança e o Canto na Avenida Rio Branco e a Tragédia e a Comédia na Avenida Treze de Maio.

No andar superior do corpo central, das rotundas e nas escadarias laterais, existem janelões com vitrais retangulares, sendo que os três centrais e os dois das escadas laterais, ostentam preciosos vitrais alemães, com as figuras das musas protetoras das artes. Nomes de mestres da musica e da dramaturgia estão gravados sobre os janelões das rotundas: Wagner, Carlos Gomes e Verdi; Goethe, Martins Pena e Molière.

Sobre as rotundas existem duas cúpulas, revestidas de cobre. Sobre o corpo central há três diferentes abóbadas. A primeira cobre o salão do foyer, a segunda o saguão da escada principal e a terceira é a grande cúpula, em forma da sala de espetáculos.

Todas elas em cobre. Há, ainda, uma quarta cobertura sobre o palco e uma quinta sobre a área dos fundos do teatro. Sobre as três primeiras cúpulas existem, em seu topo, esferas de vidro leitoso, iluminadas de seu interior. A esfera central, que tem um diâmetro de 1,80 metros, sustenta uma águia de cobre dourado, que tem 2,80 metros de comprimento e 6 metros de envergadura em suas asas.

Nas fachadas laterais figuras de atlantes, em bronze, como se fossem cariátides, representam as estações do ano e há uma profusão de elementos decorativos ao gosto da art-noveau. Chamam a atenção, em cada lado, as loggie dotadas de balaustradas, com seis colunas de mármore cada; sobre elas, janelas em arco garantem a iluminação do bar da galeria e do Centro de Documentação. Máscaras cômicas e do deus Pã indicam a fonte clássica da maioria dos elementos decorativos usados no teatro.

Interno - Nada mais simples do que a distribuição interna do Municipal. No corpo principal estão colocados o vestíbulo de entrada, o foyer e as escadas.

Do vestíbulo, pelas laterais, se passa diretamente à platéia e às frisas, e dele partem as duas escadas laterais que, com os elevadores à esquerda, levam aos andares superiores. Em sua entrada encontram-se duas estátuas de bronze do escultor francês de Raoul Verlet que representam, a da esquerda “A Dança”, e a da direita “A Poesia”. As duas rotundas laterais servem de descanso para o público. Toda a suntuosa decoração do vestíbulo é feita de mármores das mais variadas procedências, ônix, espelhos e bronzes dourados.

No lado oposto ao ingresso da platéia estão cinco bustos, de Carlos Gomes, João Caetano, Arthur Azevedo, Francisco Pereira Passos e Francisco de Souza Aguiar e dos corredores das frisas partem duas escadas que levam não só aos três andares superiores, bem como ao restaurante Assyrio, no andar inferior.

A escada principal dá acesso para o pavimento nobre onde se encontram o foyer, os camarotes, as poltronas do balcão nobre e as duas loggie laterais do teatro. Esta famosa escada, que quebra após o primeiro lance, abrindo-se em dois lances para os lados, é toda feita em dois tipos de ônix, bronzes dourados e cristais. Para ela se abrem as balaustradas dos pavimentos superiores sendo que as do primeiro são do mesmo material da escada,enquanto que as dos demais pavimentos são em ferro fundido e mármore. Em seu topo uma estátua de mármore de Jean Antoine Injalbert representando “A Verdade”.

Dela se passa ao foyer, todo decorado no estilo Luiz XVI, onde duas obras de arte chamam a atenção: os três preciosos vitrais que Fuerstein e Fugel criaram em Stutgart e a abóbada pintada por Eliseu Visconti de 1913 a 1916. Nas duas rotundas há que admirar os tetos, de autoria de Henrique Bernardelli, de 1908, e os painéis, com cenas de danças de diversos países, pintados em 1916 por Rodolpho Amoedo.

Nesta andar se abrem as duas belas loggie com magníficos tetos em cerâmica, pisos de mosaico veneziano e seus balcões de mármore debruçados sobre a rua. Na loja da Avenida Rio Branco um painel de cerâmica representa “A Dança Moderna”, feito em Paris. Seu equivalente, do lado da Avenida Treze de Maio, que representava “A Dança Antiga” perdeu-se após uma das reforma que o teatro sofreu. Para estas loggie abrem-se os cinco balcões existentes nos corredores do balcão simples.

A sala de espetáculos - O espectador colocando-se na direção da entrada da Sala verá, alem das 500 poltronas, da platéia – todas em madeira e couro – a cabine de luz e som e, a sua volta,as 24 frisas. Acima dela o balcão nobre com 400 poltronas e 12 camarotes. No andar superior estão os 500 lugares de balcão simples e acima destes as 723 cadeiras da galeria.

Voltando-se em direção do palco verá os dois grandes camarotes aos lados do friso da boca de cena, desenho de Elyseu Visconti, sendo o da esquerda do Governador do Estado e o da direita do Prefeito da cidade do Rio de Janeiro . Abaixo deles está o fosso da orquestra, situado em plano inferior ao da platéia, com seu piso assentado sobre um elevador hidráulico, que se movimenta verticalmente de acordo com as necessidades dos espetáculos. Em cima do friso do proscênio estão “A Poesia e o Amor afastando a Virtude do Vício” de Elyseu Visconti, flutuando contra um azulado fundo da Serra dos Órgãos.

Olhando para cima verá uma das maravilhas do teatro, o grande lustre central, todo em bronze dourado e com suas 118 lâmpadas com mangas e pingentes de cristal, circundado pela dança de “As Oreadas”, uma das obras-primas de Visconti.

O assyrio - Descendo-se as escadas laterais das chapelarias nos corredores das frisas, chega-se aos vestíbulos do restaurante Assyrio, com oito quadros de mosaico de Gian Domenico Facchina, que representam cenas de peças famosas da Dramaturgia universal. O restaurante é peça única em toda a América do Sul, todo revestido de cerâmica esmaltada, inspirado na antiga Babilônia. O local está dividido em dois planos, o teto é baixo sustentado por colunas que terminam com cabeças de touro, em estilo persa.

Em sua decoração encontramos a frisa dos leões e a rampa das escadas do palácio de Artaxerxes, a frisa dos arqueiros, da sala do trono de Dario I, os enormes Kerubs, que guarnecem as escadas. Ha ainda os Gilgamesch do palácio de Sargão e duas belíssimas fontes, com motivos persas e babilônicos. A notar ainda os espelhos engastados em bronze antigo e as originalíssimas lâmpadas.

Leia mais sobre a história do Theatro Municipal

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro será reinaugurado oficialmente na noite desta quinta-feira (27) com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após dois anos e meio de obras. No evento de reestreia, que será aberto só para convidados, haverá a montagem da ópera Il Trovatore, de Verdi. Com direção de Bia Lessa, a obra em quatro atos será conduzida pela batuta de Silvio Viegas, à frente da Orquestra Sinfônica e do Coro do Theatro Municipal

http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Seleção brasileira é recebida por Lula no Palácio Alvorada

Seleção brasileira e posa com o presidente Lula em Brasília (Foto: Joedson Alves / GloboEsporte.Com

Seleção italiana posa para foto oficial


Formais e informais. A seleção da Itália posou, nesta quarta-feira, para as fotos oficiais antes da Copa do Mundo. A delegação, que está treinando na cidada italiana de Sestriere, está no Grupo F, com Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia (Foto: EFE)

 

Festival Fellini




Colaboração Lea Beraldo  http://www.imigrantesitalianos.com.br/

A renovação das artes em Ribeirão Preto por italianos

Grupo inclui Daici e Vaccarini, entre outros

Em um bate-papo no Museu de Arte de Ribeirão Preto “Pedro Manuel-Gismondi”, o Marp, enquanto se finalizava a montagem da exposição 79>09, a doutora em artes pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Daici Ceribeli Antunes de Freitas, lembrou a importância de artistas imigrantes italianos – especialmente de Bassano Vaccarini – para a renovação das artes visuais na cidade de Ribeirão Preto, a partir do final dos anos 1950, que ainda oscilava entre o acadêmico e o moderno.

“Naquele tempo, só tinha arte acadêmica em Ribeirão Preto. Cheguei aqui em 1958 e fui estudar na Escola de Artes Plásticas – que se tornaria a Faculdade de Artes Plásticas da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) –, onde se iniciava a pintura moderna, apesar de o desenho de observação ainda ser acadêmico. Não tinha um corpo docente moderno e o Vaccarini lutava, fazia palestras. Essa escola tinha uma galeria moderna que trouxe todo o acervo do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, em 1963. A gente não entendia muito bem aquilo”, lembra.

Formação
Daici conta que todo mundo que estudava arte em Ribeirão Preto tinha uma formação acadêmica, aprendida especialmente na Escolinha do Bosque, que era comandada por Antonio Pallocci, que era escultor e que também se tornou moderno.

Esse cenário começou a se transformar com a atuação de dois italianos radicados em Ribeirão: Lazzarini e Vaccarini. “O primeiro chegou em Araraquara, se desentendeu lá e veio dar aulas na Escolinha do Bosque, onde também entrou em conflito com o Palocci. Depois, foi embora para o Rio de Janeiro. Com a chegada de Vaccarini, os dois fundaram o Centro de Artes Plásticas, que seis meses depois virou Escola de Artes Plásticas.” Nessa escola, lecionava também outro imigrante italiano, Leonello Berti (1927-1976).

Entre a prática e a teoria
Nascido em San Colombano al Lambro, Milão (Itália), em 1914, Vaccarini morreu em Altinópolis (SP), em 2002. Participou da fundação da Escola de Artes Plásticas, e da Bienal de São Paulo em 1951, 1953, 1955 e 1967.

Era um homem de temperamento forte. “Lembro um dia ter pintado uma paisagem bonitinha. O Vaccarini olhou e falou até um nome feio. Ele disse ‘isso aí é uma merda’. A gente não entendia onde ele queria chegar”, conta Daici, divertindo-se com a lembrança do palavrão. “Vaccarini achava que a pessoa descobria por si, como ele descobriu. Eu achava sempre achei que tinha de ter um acompanhamento teórico. Ele conhecia muita teoria, mas ele não se dava o luxo de ficar passando pra frente."

Então veio o artista plástico e galerista Pedro Manuel-Gismondi, que era um grande teórico, para dar um fim nesse conflito e inserir de vez os alunos na arte moderna. Foi criada a Semana de Artes da Escola de Artes Plásticas, que permaneceu até os anos 80. “Era quando se trazia obras de São Paulo. Tinha teatro, música, e sempre vinha alguém para falar.”

Daici também ressalta que o núcleo de artistas italianos modernos começou a luta por um salão de artes em 1962, coisa que veio a se concretizar em 1975, com o primeiro Salão de Artes de Ribeirão Preto (Sarp). “Não fosse essa geração de artistas italianos, Ribeirão Preto ia demorar muito para renovar suas artes.”

Outros italianos importantes
Daici Ceribelli Antunes de Freitas fala sobre outros artistas:

“Odilla Mestriner participava de um grupo moderno. Vivia sozinha, nunca parou de trabalhar, participou de bienais, representou bem a cidade, ia muito para São Paulo. Ela começa na Escolinha do Bosque e conhece o Lazzarrini, com quem tem muitos diálogos sobre arte moderna. Ela pegou o caminho dela, foi atrás da teoria. Tinha um desenho incrível, usava nanquim, acrílica e colagem. Era muito detalhista, perfeccionista. Por causa da deficiência nas mãos, foi por esse caminho.”

“Leonello Berti veio para cá em 1976, quando já tinha a Escola de Artes Plásticas. Ele morava no Rio e veio ao Brasil por causa da guerra e já tinha muitos prêmios, como na Bienal do México. Vendia muito. Quem trouxe ele pra cá foi o (Pedro Manuel) Gismondi. Trabalhou na Escola de Artes Plásticas e tinha boa produção. Ele foi um neoexpressionista, também fez um pouco de escultura, umas cabeças de madeira. Suas telas eram dramáticas, figurativas. Ele morreu aos 50 anos e deixou um acervo grande. Pedimos à família que doasse o acervo e eu fiquei depositária dessas obras durante muito tempo até a prefeitura receber. Hoje, integra o acervo do Marp.”


Colaboração Lea Beraldo http://www.imigrantesitalianos.com.br/

Campanha contra álcool na gravidez provoca controvérsia na Itália

Anúncio em Treviso mostra feto dentro de copo de bebida alcoólica.    Iniciativa da autoridade local de saúde foi considerada de mau gosto.

Do G1, em São Paulo



Imagem de campanha publicitária lançada na cidade italiana de Treviso e que está gerando controvérsia. Ela mostra um feto dentro de um copo de bebida alcoólica. O objetivo é conscientizar sobre o risco de beber álcool durante a gravidez. O texto diz: 'A mãe bebe, o filho bebe'. O anúncio vai ser colocado em ônibus, paineis e banheiros de locais públicos, em uma iniciativa da autoridade local de saúde. Os críticos disseram que a imagem é de mau gosto. (Foto: Reprodução)

Giocare d'anticipo: a Capri è già estate



Non solo struscio e mondanità: dietro ai lustrini c'è ancora un mondo autentico, con taverne, mozzarella fresca e angoli segreti. Basta andare prima del caos d’agosto. Spendendo anche poco

Si vedono Napoli e le vicine Ischia e Procida. Dalla suite e dalla terrazza del lussuosissimo Hotel Capri Palace, l’isola è ancora più bella. Se siete vip con paparazzi al seguito o magnati russi dal portafoglio ringonfio, questo cinque stelle deluxe, storico indirizzo dell’hotellerie caprese, fa al caso vostro. Chi invece non ha intenzione di accendere un mutuo per regalarsi un fine settimana, deve andare altrove, verso lidi più abbordabili. Ma non per questo meno belli. Nonostante i turisti di giornata, Capri ha mantenuto inalterata la sua bellezza e i suoi segreti, noti solo agli habitué. Quindi, non solo piazzetta, mondanità e cifre da nababbi, ma anche un’isola che sta recuperando la sua anima più vera e contemplativa. Che riscopre le passeggiate , i piccoli alberghi economici, i ristorantini dalla cucina verace, le battute di pesca alla traina. È questa la Capri da vivere lontano dai riflettori d’agosto, prima che inizi il via vai caotico dei pendolari avidi di souvenir e dei ricchi appena scesi da megayacht a caccia di griffe lungo via Camerelle.

Con il sole ancora clemente di giugno è possibile inerpicarsi in luoghi spettacolari come Villa Jovis, col celebre Salto di Tiberio, e affrontare salite impegnative come quella del Pizzolungo sino a Casa Malaparte o quella dei Fortini ottocenteschi di Anacapri. Da percorrere a piedi è naturalmente la via Krupp, la strada-scultura finanziata nel 1902 da Friedrich Alfred Krupp e riaperta nel giugno scorso dopo 32 anni e un restauro costato oltre sette milioni di euro. A vederla dall’alto, dai Giardini di Augusto, è una vertigine: tre chilometri di tornanti scavati tra la roccia e il mare che conducono sino a Marina Piccola. Ogni passo è un amarcord. Ci passeggiavano poeti e dive, amanti segreti e viaggiatori solitari. Ci venivano negli anni Sessanta Alberto Moravia ed Elsa Morante; Aristotele Onassis con Maria Callas e poi Brigitte Bardot. Ogni tornante è una cartolina, una foto da scattare. È questo il versante più celebrato dell’isola: si passeggia ancora – anche in piena estate – tra il silenzio della Certosa di San Giacomo e il frinire delle cicale, tra gli alti pini marittimi.

La mondanità chiassosa della piazzetta-passerella-palcoscenico è lontana. Si dorme a Villa Krupp, un tre stelle che conserva il fascino (e i prezzi) della vecchia pensione con atmosfere della Capri anni Cinquanta. Altro indirizzo di charme è l’hotel La Minerva, piccolo e riservato (solo 18 stanze). Marina Grande è un’altra faccia di Capri: schiva e marinara, per certi versi ancora molto semplice. Qui convivono i vecchi pescatori e i grandi panfili di lusso, le case dei capresi con ancora fazzoletti di campagna e filari di viti e le ville sontuose dei primi turisti. La sera cena alla caprese al ristorante Da Paolino, che in 30 anni non ha perso il fascino anche per il suo fitto giardino di limoni: nel menu tanto pesce, frutti di mare e paste fatte in casa, succosi pomodori e mozzarella di bufala al profumo di basilico. Da maggio a fine settembre un altro indirizzo da mettere in agenda è il ristorantino dei Bagni Tiberio, aperto solo all’ora di pranzo, raggiungibile via mare o via terra lungo via Palazzo a Mare: tavoli semplici e tovaglie a quadri bianche e azzurre, si mangia sull’acqua, su palafitte di legno. Nel menu linguine con l’astice, frutti di mare, tonno fresco e pesce del giorno all’acqua pazza, con vino bianco della casa addolcito con pesche di giardino. Si cena con vista strepitosa a Le Grottelle, uno dei luoghi simbolo dell’isola, un po’ impervio ma d’effetto. Vi si arriva dalla piazzetta attraversando l’arco di via Longano e proseguendo per via Matermania e via Arco Naturale, tutto in salita, ma il posto merita davvero: il ristorante è ricavato nella roccia e ha una balconata sull’Arco Naturale. Un buon equilibrio tra innovazione e tradizione è invece il Pantagusto, costola gourmet di Panta Rei, ritrovo trendy per l’happy hour e day spa di giorno.

Anacapri è l’altra metà dell’isola, un tempo “ciamurra” (in dialetto locale, cafona e contadina), oggi buen retiro di imprenditori, intellettuali e giornalisti che ne hanno rilanciato con snobismo l’anima appartata e genuina, lontana dai clamori della piazzetta. Qui si incontra il lusso del Capri Palace, ma si riesce a trovare anche la piccola pensione dall’accoglienza schietta, come Il Mulino, ricavato dalla ristrutturazione di una vecchia casa colonica, ideale per famiglie e per chi ricerca atmosfere semplici. E all’arrivo si viene accolti con il limoncello ricavato dagli agrumi di proprietà. Non lontano dall’albergo, in piazza Vittoria, c’è l’edicola di Peppino D’Esposito, indirizzo ben noto agli habitué perché tra un magazine e un quotidiano è possibile farsi fare su misura le intramontabili espadrillas. Anacapri è così, niente griffe e vetrine scintillanti, ma la vecchia merceria, il sarto, il tabaccaio, il locale storico come il Bar Ferraro, ritrovo cultural-politico del posto. Sulla via Tuoro, che dal centro conduce alla celebre Grotta Azzurra, si incontra l’Orsa Maggiore, un piccolo albergo di charme con centro benessere, piscina e ristorante.

Anacapri è la meta ideale per chi ama passeggiare nel silenzio e nella natura, visitare luoghi storici come Villa San Michele, la casa di Axel Munthe, o le rovine di Damecuta, una delle dodici ville fatte costruire dall’imperatore Tiberio. Oppure si può andar per sentieri: quello dei Fortini ottocenteschi per esempio, tre ore di camminata letteralmente sospesi tra la roccia e il mare. Altro itinerario è l’ascesa al Monte Solaro (circa 589 m) con la seggiovia tra pini e cespugli di macchia mediterranea. Infine c’è la Passeggiata della Migliara con il singolare Parco Filosofico, l’unico in Europa, creato dallo svedese Gunnar Adler-Karlsson e da sua moglie Marianna e dedicato alla meditazione. Tra ulivi, lentischi e mirti si scorgono piastrelle di maiolica con i motti di celebri maitre à penser. Il sentiero della Migliara conduce al Belvedere del Tuono, uno dei panorami più struggenti al mondo. Uno strapiombo da vertigine: da una parte Punta Carena con il faro, dall’altra i Faraglioni e il mare.


Donatella Bernabò Silorata

Os 50 anos de La Dolce Vita

No ano em que se comemora o meio século de 'La dolce vita', várias iniciativas estão agendadas sobre Federico Fellini em sua cidade natal. Mas a Rimini narrada pelo diretor de 'Amarcord' já não existe há décadas. Ao contrário, o relacionamento da cidade com um de seus filhos mais ilustres, continua bastante problemático, apesar das várias homenagens locais dedicadas ao grande Fellini, entre as quais o aeroporto, uma escola, a mais bela praça e as ruas que acompanham a costa e que levam o nome de seus filmes.

Uma espécie de ódio-amor entre o mito do cinema e a capital do turismo, que gira exatamente ao redor destas duas palavras: cinema e turismo. E cinema entendido também como espaço físico: o 'Fulgor', um dos poucos que ainda estão abertos no centro da cidade, onde o jovem Federico assistiu a seus primeiros filmes, está sendo restaurado.

Depois de concluída esta obra (que se espera esteja pronta até o 20º aniversário de sua morte, em 2013), o novo Fulgor abrigará a Casa-Museu dedicada ao cineasta, uma biblioteca-cinemateca e duas salas para as projeções. Tudo desenhado por Dante Ferretti, famoso e respeitado cenógrafo italiano, que conquistou o Oscar por alguns filmes fellinianos.

A conclusão do 'Fulgor' poderia ajudar a colocar um ponto final na complicada disputa entre os herdeiros do diretor e a Fundação Fellini: esta última tinha sede na casa da família Fellini, para quem pagava aluguel. Mas foi despejada pelos herdeiros e atualmente está temporariamente em um prédio público.

Os livros que pertenceram ao diretor, milhares de volumes, estão amontoados em uma garagem, enquanto os muitos prêmios (entre os quais as estatuetas dos Oscar) estão esquecidos nos porões escuros de um banco. São relíquias que fariam a alegria de colecionadores, mas a sobrinha Francesca Fabbri Fellini não quer de forma alguma deixá-los para a Fundação.

É aqui que se reforça o relacionamento problemático entre os Fellini e a cidade, que surgiu há mais de 50 anos quando o município quis presentear o diretor com uma pequena vila: ele aceitou o reconhecimento com gratidão, mas depois, por uma série de equívocos, o presente nunca lhe foi entregue e ele ficou ofendido.

Tanto que entre seus conterrâneos, corria um episódio: Federico, recente vencedor de um Oscar, passeia na praia durante o inverno e encontra um amigo de infância. O que você faz, como está? Federico, surpreso, responde: "Faço cinema...". E o amigo orgulhoso se vangloria de suas duas lojas. Daqui o cineasta deduziu a mentalidade local: dinheiro vence cultura, por duas lojas contra um Oscar.

Agora a Fundação, que passa por dificuldades por conta de um rombo de € 300 mil, está na mira dos sócios, as instituições locais, que diante da renegociação da dívida, pretendem a renovação total da sociedade, presidida pelo diretor Pupi Avati e dirigida por Vittorio Boarini.

"Eu resisti bravamente. Há cinco anos quis me afastar, mas anualmente me pediam para ficar... Porque aqui estamos assistindo a uma guerra interna entre diversas escolas de pensamento", comentou Avati recentemente.

Sobre o assunto, também deverá se pronunciar a Região Emilia Romagna, que tem um novo assessor à cultura, Massimo Mezzetti.

Foi assim que surgiu a ideia de dedicar à 'La dolce vita', a Noite Rosa deste ano, uma espécie de Reveillon do verão, com a participação de milhares de pessoas.

O evento está agendado para 2 de julho e terá uma dezena de shows e performance ao longo dos 110 quilômetros da costa romagnola e emiliana, sob o lema de "a vida é doce na riviera".

'La Dolce Vita" em 3D custa  € 12 milhões -   A moda da conversão dos clássicos em 3D poderá incluir também grandes filmes, mas a um custo elevado: para converter 'La dolce vita' seriam necessários € 12 milhões.    A conversão tridimensional custa entre US$ 80 mil e US$ 100 mil por minuto.

Em Cannes, a Reliance MediaWorks e sua empresa In-Three, especializada em 3D, explicaram a questão. "Não há nenhum problema tecnológico, mas só de tempo e dinheiro", disse Damian Wader, vice-presidente de Desenvolvimento Comercial.

A In-Three está agora convertendo em 3D os filmes 'Titanic', 'Star Wars' e 'Matrix'.
 
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"Fico até que os italianos me queiram como líder"

"Enquanto os italianos me quiserem como seu líder, ficarei ao seu lado para lutar em nome da liberdade e da democracia. É meu dever responder a tamanha confiança, dedicando todas minhas energias para isso".


Com estas palavras Silvio Berlusconi anuncia a Bruno Vespa, para o livro "Nel segno del Cavaliere" [como é chamado Berlusconi ] (Sob o signo do Cavaliere, em uma tradução livre), a sua intenção de não deixar a vida política no fim de seu mandato.

"Acredito que entendi o empurrão vindo de baixo de nossa gente, nosso povo, antes e melhor do que os outros. Os italianos me dão provas disso continuamente, provas que superam os números do resultado eleitoral de nosso movimento, como confirmam todas as pesquisas de opinião", acrescentou o presidente do Conselho de Ministros.

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Festival de inverno

O 10º Festival de Inverno de Petrópolis da Dell’Arte faz abertura de gala com apresentação da Camerata Dell’Arte tendo como solistas o pianista Daniel Guedes e a violinista Gabriela Queiroz, com uma das obras mais importantes da literatura musical: As quatro estações, de Vivaldi. Na programação do Festival, grandes expoentes da música, do teatro, do ballet e de corais, além dos jovens e promissores talentos, se encontram na serra. Os ingressos são todos a preços populares. Muitos espetáculos são gratuitos mediante a um quilo de alimento não perecível e podem ser adquiridos nos locais dos eventos.

Confira a programação completa nos sites: http://www.dellarte.com.br/   ou http://www.petropolis.rj.gov.br/

Belo Horizonte promove a Festa Italiana 2010

No dia 30 de maio a Associação de Cultura Ítalo-Brasileira do Estado de Minas Gerais – ACIBRA-MG, realiza a quarta edição da Festa Tradicional Italiana, um dos eventos de rua de maior sucesso e público de Belo Horizonte. Este ano a festa vai ocupar dois quarteirões da Avenida Getúlio Vargas, na Savassi – entre Professor Morais e Paraíba, de meio dia às 10 horas da noite.

A Festa Tradicional Italiana, considerada a segunda maior festa do mundo em comemoração ao dia da República Italiana (só perde para a própria Itália), tem o papel decisivo de estimular e desenvolver atividades culturais que culminem no fortalecimento da integração entre brasileiros, italianos e ítalo-descendentes. Integração que resgata e incentiva a cultura e tradição daquele país. Belo Horizonte é um município que tem, em grande parte de sua arquitetura do início do século, as mãos de italianos. A percepção dessa presença expressiva de italianos na capital mineira favorece as comemorações do dia da República da Itália, a data mais importante do calendário italiano, que é o motivo principal deste evento.

História
A imigração italiana em Minas Gerais teve início a partir de finais do século XIX e durou menos de dez anos, mas foi o suficiente para trazer cerca de setenta mil italianos para o estado. Eles começaram a chegar na década de 1880. Vieram das Regiões da Emilia-Romagna, Veneto, Calabria e Campania. Se estabeleceram principalmente em Juiz de Fora e São João del Rei para trabalhar nas colheitas de café e depois se espalharam por outras cidades. Mais de mil italianos e filhos de italianos trabalharam na construção da estrada de ferro Vale do Rio Doce e na edificação da cidade de Belo Horizonte. Enquanto erguiam a nova capital mineira, criaram, nos arredores da nova cidade, três colônias agrícolas: Barreiro, Carlos Prates e Américo Werneck. Ali foram assentadas famílias italianas, com o intuito de trabalharem na agricultura para abastecer a cidade com alimentos. Com o crescimento de Belo Horizonte, essas colônias foram engolidas e urbanizadas. Os italianos passaram, então, a se dedicar, principalmente à fabricação de tijolos. Foi uma história de fé, amor, sofrimento, trabalho e vitórias. Minas Gerais recebeu o terceiro maior contingente de italianos no Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Atrações:
Com público estimado em 22 mil pessoas no ano passado, a expectativa é que em 2010 cerca de trinta mil pessoas compareçam à quarta edição do evento. E para distrair um público tão grande e diversificado durante 10 horas de evento, haverá barracas vendendo comidas, bebidas e especialidades típicas da culinária tradicional italiana, além de barracas expondo os trabalhos desenvolvidos pelas associações italianas presentes no Estado. E não poderia faltar também música italiana para todos os gostos. A programação é a seguinte:

12h – Show Italia Mia – Sônia Gargiulo;
13h – Dança Folclórica – Grupo Tarantolato – Juiz de Fora;
13h30 – Show Brasilitália – una storia d´amore – Vânia Cardoso;
14h30 – Dança Folclórica da Região do Veneto – Grupo Folclórico La Sereníssima;
15h – Abertura Oficial – Hinos Nacionais do Brasil e Itália – Banda de Música da Aeronáutica;
16h – Show do cantor italiano Sergio di Napoli;
17h - Dança Folclórica – Grupo Tarantolato – Juiz de Fora – 2ª apresentação;
18h – Espetáculo Il Grande Circo – Paola Giannini;
20h - Dança Folclórica da Região do Veneto – Grupo Folclórico La Sereníssima – 2ª apresentação;
20h30 - Show Elvis Presley canta a Itália – Guilly Castro – cover do Elvis Presley apresenta versões de músicas italianas que se transformaram em grandes sucessos na voz do rei do rock.

A programação ainda inclui atividades infantis, palestra para crianças sobre o trânsito, apresentação de cães adestrados, o mascote foguinho, o caminhão La France entre outras atrações.

Serviço:

IV Festa Tradicional Italiana
Data: 30/05/2010 – domingo
Horário: 12h às 22h – Avenida Getúlio Vargas – entre Professor Morais e Paraíba
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível

Romaria de Caravaggio: a fé imigrante

Nesta quarta-feira, milhares de fiéis acorrem ao Santuário de N.S. do Caravaggio, em Farroupilha, devoção que começou com os imigrantes italianos. Foto: Sec.Turismo RS/Dal Monte

2010, ano do 135º aniversário da imigração italiana no Rio Grande do Sul e da 131ª Romaria de Caravaggio, em Farroupilha, município localizado a 105 km de Porto Alegre, primeira região do Estado a receber imigrantes da Itália. Ou seja, a proximidade das datas não é mera coincidência. A fé acompanhou os colonizadores pioneiros, consolidou-se entre as gerações subseqüentes e se mantém atualmente como expressão de religiosidade e tradição. Hoje, dia 26, depois de uma série de pré-romarias, o Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio, patrimônio histórico e cultural do Estado, recebe milhares de fiéis oriundos de diferentes partes do país e também do exterior.

Muitos fazem o tradicional percurso, entre Caxias do Sul e o Santuário, a pé, ao longo da chamada Estrada Velha, onde foram instalados pontos de apoio, com distribuição de água, café, além de posto médico. Outras pessoas acorrem ao local utilizando-se de veículos coletivos ou particulares.

O público esperado é superior a 300 mil pessoas. Em Farroupilha e Caxias do Sul é feriado. Mais de mil pessoas vão atuar na organização do evento. Missas serão celebradas das 6h às 18h. E isso que em outras cidades, como Canela, também ocorrem festividades dedicadas a Nossa Senhora do Caravaggio.

Conforme a história, a aparição de Nossa Senhora de Caravaggio aconteceu no dia 26 de maio de 1432 a uma camponesa chamada Joaneta, num lugarejo chamado Caravaggio, no norte da Itália.

A primeira capela para Nossa Senhora do Caravaggio foi erguida na região de Farroupilha em 1879, mesmo ano em que os moradores começaram a realizar romarias em homenagem à santa. Em 1890, os imigrantes inauguraram uma nova igreja, que até hoje é visitada por milhares de católicos para deixar no templo os ex-votos por graças e curas alcançadas. Em 1968, foi construído o Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio.

Acesse o site do Santuário e leia mais sobre como os imigrantes italianos decidiram-se pela padroeira

Redação revista eletrônica Oriundi